O ENEAGRAMA

Em sua definição mais sintética, o Eneagrama é um programa de estudo de tipos psicológicos.

No entanto, difere substancialmente de outras Tipologias  por uma série singular de proposições, tais como:  

1 - O Eneagrama afirma que existem 9, e apenas 9 padrões de personalidade, ou padrões formadores de Tipos de personalidade. Daí o nome “Eneagrama” que quer dizer : o desenho dos 9 ou o símbolo dos nove.  

2 - O Eneagrama afirma que esses 9 Tipos são resultantes de fixações do ego em algum momento de sua formação, realizadas de forma absolutamente inconsciente e que acabam se tornando sua motivação básica.

 

3 - Afirma também que a “fixação básica” que se  “escolhe” muito cedo na vida, determina o seu curso, e enquanto não a descobrirmos e eliminarmos sua influência ela age de modo progressivamente  limitante.

 

4 - Afirma ainda que, apesar de ocasionalmente tomarmos atitudes semelhantes uns aos outros, todos nós temos uma, e apenas uma fixação básica ou primária, ou seja, uma pessoa do Tipo 1, outra do Tipo 3 e outra do Tipo 5, por exemplo, podem ter a mesma reação perante alguma circunstância; se perguntadas a respeito daquela reação podem dar o mesmo tipo de resposta, mas a motivação básica de cada uma é diferente das demais, o que diferencia o Eneagrama das Tipologias baseadas em traços de respostas.

 

5 - As descrições dos Tipos no Eneagrama são universais e se aplicam, igualmente a homens e mulheres. Problemas advindos de papéis sexuais e de diferenças sexuais de base biológica são importantes e devem ser levados em conta pelos estudantes do Eneagrama, lembrando-se apenas que muito do que nós associamos com “masculino” e “feminino” resulta de expectativas culturais e comportamentos aprendidos, os quais não são inerentes à natureza do ser humano, macho ou fêmea.

 

6 - Difere ainda de outras tipologias pois reconhece e estuda a influência de Tipos adjacentes, descreve comportamentos padronizados que demonstram o estado de saúde de cada Tipo, aponta atitudes que indicam, para a personalidade, um caminho de integração ou um ponto de desintegração, e mostra semelhanças entre Tipos que possuem o mesmo Centro reprimido.

 

O estudo do Eneagrama, à medida em que vai se aprofundando, abre possibilidades  para que as pessoas reconheçam o seu Tipo, e, conseqüentemente, sua motivação básica, e aprendam a observar o seu padrão automático em ação.

Isso é feito em 3 etapas:

1 - A “posteriori”  refletindo sobre os verdadeiros motivos que as levaram a praticar tal ação - a intenção  atrás da intenção.

2 - No momento em que estão agindo, e isso já é uma fase adiantada do processo.

3 - Antes de agir, através de uma percepção de um tipo muito especial e muito pessoal de “mobilização interna”.

A primeira etapa  é fundamental para fornecer termos de referência  que serão utilizados na segunda etapa, enquanto que a prática da observação do momento, além de aguçar a percepção, vai diminuir o poder, a força do padrão automático de resposta, vindo a possibilitar que a pessoa possa executar aquela ação ou não, ampliando assim o seu grau de autonomia.

Desta forma temos que acrescentar a resposta sobre o que é o Eneagrama: É um estudo que possibilita uma ampliação da consciência.

ORIGENS E DESENVOLVIMENTO

Em 01 de julho de 1970, no City Hospital de ARICA, no Chile, 54 norte-americanos, a maior parte deles de Esalen e Big Sur, iniciaram um treinamento intensivo de 10 meses, supervisionado por um boliviano chamado Oscar Ichazo...”

“... Seu primeiro grupo de estudantes era chileno de Santiago, onde ele deu palestras no Instituto para Psicologia Aplicada. Quando Ichazo se mudou para Arica, alguns desses estudantes se mudaram para lá com ele, e se tornaram seus assistentes nos trabalhos com o grupo norte-americano...”.

“... Depois de seis meses de exercícios introdutórios, iniciou-se uma nova fase de treinamento intensivo para o grupo norte-americano. Nesta época, cinco membros do grupo original, incluindo Cláudio Naranjo, foram separados para treinamento posterior...”.

“... Todo o treinamento no Chile acabou em abril de 1971 e o grupo retornou aos EEUU...”.

“... Com 44 membros do grupo original e Ichazo, foi instituído o Instituto Arica na América, em New York, e em 01 de outubro de 1971, foi ministrado para 76 estudantes, na Marriott’s Essex House, Central Park Sul, o primeiro” Arica Trainning “, com duração de três meses”.

“A partir daí foram oferecidos treinamentos especiais para aqueles que terminaram o curso de três meses e, em seguida, um treinamento para formar professores, que, a partir do final de 1972, já eram cerca de 250, com centros em New York, San Francisco, Sta. Monica, e programa de treinamento em diversas cidades...”.

Estes são pequenos trechos extraídos de um relato intitulado “O Treinamento Arica”, elaborado por John C. Lilly e Joseph E.Hart (membros do grupo original) publicado em Transpersonal Psychologies, coletânea organizada por Charles Tart, editada por Routledge and Kegan Paul, London, 1975.

Neste mesmo artigo, os autores dizem:

... Existe alguma indicação que Ichazo se tornou um membro de uma Escola Sufi no Afeganistão, mas deixou a escola para retornar a La Paz, na Bolívia. Certamente ele se submeteu à influência da Escola que ensinou Gurdjieff, pois tanto Oscar como grupos Gurdjieffianos, usam o instrumento dervixe da figura de nove lados, o Eneagrama, embora Oscar afirme ter trabalhado os significados e usos antigos do Eneagrama, ele mesmo”...

 Entre o Eneagrama apresentado por Gurdjieff e o de Ichazo, existem mais relações que o simples desenho, embora somente o desenho já fosse bastante significativo.

Esse termo, Eneagrama, do grego ENEA= nove e GRAMA= desenho ou ponto, foi apresentado por Gurdjieff na década de 20, e, segundo ele, por mais que o estudante de ocultismo procurasse não encontraria esse símbolo em lugar algum, nem desenhado nem exposto de forma oral, o Eneagrama era exclusivo do seu ensinamento.

Sobre o desenho em si, podemos remeter o leitor para o livro: Documentos de Comunidades Dervixes Contemporâneas - Ediciones Kalendar, Argentina, 1968 - onde no artigo - Reseña de la Hermandad Sarmoun - Desmond Martin relata suas experiências numa comunidade sufi ao norte do Afeganistão.

E ainda, no livro Textos Sufis publicado pela Editora Dervish, do Rio de Janeiro, onde o mesmo autor, num artigo intitulado: Aos pés do Hindu Kush, entre outras coisas, relata:

“...Sobre um muro recoberto de branco mármore afegão, brilhava o símbolo da comunidade, traçado com rubis polidos. Este é o místico” “No-Koonja”, o eneágono NAQSH ou “Sinal”, um emblema que mais tarde eu veria de várias formas. Segundo me foi informado, esta figura revela o segredo mais interno do homem...”

Ainda sobre a ligação entre o Eneagrama e as escolas Sufis, no mesmo livro (Textos Sufis-pág. 103) há um artigo intitulado Reconhecimento, onde o autor realça essa ligação.

Independente do desenho, outros aspectos do “Arica Trainning” se assemelham ao “Trabalho” de Gurdjieff, como por exemplo: a divisão didática do homem em 3 grandes centros (Instintivo, Emocional e Intelectual), o estudo dos desequilíbrios provocados pela hiperfunção de um centro em detrimento dos outros etc.

Aqui cabe uma ressalva:

Gurdjieff foi um ex-aluno de uma Escola da tradição Sufi, mas embora uma personalidade fascinante e divulgador de um Trabalho de impressionante profundidade, não era um Mestre da Tradição Sufi e seu conhecimento sobre o Eneagrama ( No-Koonja) era limitado. O Eneagrama conforme esboçado no livro de Bennett continua, ainda hoje, um conhecimento reservado dos mestres sufis.    A utilização do Eneagrama como uma Tipologia, onde cada ponto no Eneagrama corresponde a um padrão de respostas singulares, só é conhecida a partir de Oscar Ichazo e, a meu ver, o mérito de sua divulgação e propagação em escala mundial, se deve ao psiquiatra chileno CLAUDIO NARANJO, que, com seus conhecimentos, talento e capacidade de exposição, conseguiu integrar o Eneagrama apresentado por Ichazo ao conhecimento psicológico moderno, de forma que o sistema básico de Tipos de Personalidade pode ser aprendido sem ser necessário o contexto de um Treinamento Arica.

 

PARA QUE SERVE O ENEAGRAMA ?

O Eneagrama é mais que um mapa de estudo de padrões de comportamento.

Charles Tart, professor de psicologia da Universidade da Califórnia, autor/compilador do livro Transpersonal Psychologies, no seu prefácio ao livro de Helen Palmer (Eneagrama - Compreendendo a si mesmo e aos outros na vida - Edições Paulinas), diz o seguinte:

...Sem dúvida era o sistema de personalidade mais complexo e sofisticado que eu já encontrara, mas era uma complexidade sensível e inteligente e não simplesmente confusão. Por comparação, a maioria dos sistemas de personalidade convencionais pareciam simplificações exageradas...”

“...Quando a natureza do meu Tipo me foi explicada, tive um dos momentos de maior vislumbre de minha vida. Agora, todos os tipos de eventos e de reações incompreensíveis em minha vida faziam pleno sentido retrospectivo para mim. E, mais importante ainda, pude ver a maneira básica pela qual era falho meu trato com a vida, e obtive um esboço geral das maneiras de trabalho para modificá-lo..."

“…Compreendi o comportamento de muitos de meus amigos, assim que pude determinar seus Tipos, e consegui, não só interagir com eles mais satisfatoriamente, mas também ser um amigo melhor..”

Em Personality Types, Don Richard Riso aponta várias utilizações para o estudo do Eneagrama, tais como:

...Os professores podem tornar-se mais perceptivos de seus alunos .Tipos distintos de personalidade possuem distintas atitudes mentais, distintos enfoques de aprendizagem e distintos modos de interagir com outros alunos..”

“...Os empresários, homens de negócios, diretores de corporações, podem converter-se em melhores administradores, no momento em que estiverem mais conscientes dos tipos de personalidade de seus auxiliares diretos. A satisfação no trabalho e a produtividade aumentam quando os empregados sentem que a administração compreende e leva em consideração suas características pessoais..”.  

“…Os executivos da área de recursos humanos e todos aqueles que precisam organizar equipes eficientes, para todos os objetivos, desde reuniões de diretoria até a linha de montagem, encontrarão no Eneagrama uma ferramenta valiosa para compreensão dos indivíduos que formam as equipes..”

“...Compreender os tipos de personalidade pode ser muito útil para políticos, jornalistas, publicitários e novelistas..”.

“…Em resumo, compreender os tipos de personalidade é útil para qualquer pessoa que tenha uma personalidade ( e quem não a tem ?) ou que esteja interessado na personalidade de alguém ( e quem não está? )...”

 Tudo isso é verdade, e inclusive está sendo demonstrado na prática, no dia a dia, por pessoas que começam a estudar o Eneagrama, mas não devemos nos esquecer que o sentido, a finalidade principal do Eneagrama, era e é nos orientar para certos aspectos que nos conduzem às nossas motivações mais profundas e normalmente inconscientes, para, a partir daí, através de um trabalho sério, individual e intransferível, encontrarmos a chave que nos possibilitará um contato com nosso ser essencial.

 

O livro "Os Nove Tipos de Personalidade" da Editora Objetiva é de autoria do chileno Cláudio Naranjo, que estudou psicologia, medicina, música e filosofia. Morou nos Estados Unidos, tendo convivido com renomados professores de Psicologia da Personalidade, entre eles Gordon Allport, Henry Murray e Raymond Cattell.

Naranjo é um respeitado estudioso do Eneagrama, uma tipologia conhecida há mais de 2000 anos, que descreve nove estruturas de personalidade e foi aperfeiçoado por mestres Sufistas no término da Idade Média.

Estrutura dos Tipos:

Tipo 1: Corretos, formais, perfeccionistas, voltados para o dever e não para o prazer. Exigentes e críticos em relação a si. O pecado raiz deste tipo é a Ira, traduzida pelo ressentimento, excessiva racionalização e controle na expressão verbal da raiva. Costumam esconder a tendência destrutiva aparentando uma atitude bem intencionada. Irritam-se com os erros dos outros, vigiam e são impulsionados a reprovar. Costumam ser indulgentes e humildes. Impressionam pela meticulosidade, pela ordem e acham que podem fazer tudo melhor que os outros. Vivem de acordo com um padrão preconcebido e irrevogável, ruminativo e desconfiado.

Tipo 2: Generosos, excêntricos, rebeldes, despreocupados, arrogantes, seduzidos pelas novidades. O pecado raiz é o Orgulho, mostram falsa generosidade e comportamento sedutor. A conduta lisonjeira é a forma de se manterem no centro das atenções. Costumam parecer mais do que são. Incapazes de relacionamentos duráveis, costumam viver fases de relacionamento teatral. Experimentam pouco a culpa, mostrando reação excessiva diante de situações que outros consideram sem importância. Costumam mostrar explosões de raiva e são percebidos como superficiais, desprovidos de autenticidade. Mostram pouco empenho na busca intelectual, embora criativos e imaginativos.

Tipo 3: Controladores, hipervigilantes, autoconfiantes. O narcisismo é parte do perfil, mobilizam-se para provar seu valor. O pecado raiz é a Vaidade, exteriorizada através da apaixonada preocupação com a própria imagem. Buscam a apreciação dos outros através da realização da eficácia, da aceitação social de um estado característico de neutralidade, de controle dos sentimentos. Não têm dúvida que são pessoas especiais, falam incessantemente sobre suas maravilhosas qualidades. São convictos de que não existe nada que não possam fazer, ninguém que não possam superar. Não aceitam ser questionados e suas manifestações de afeto são muito controladas. São pragmáticos, bons negociadores, capazes de tirar empresas do vermelho.

Tipo 4: Personalidade auto-derrotista, têm sensação dolorosa de carência e anseio em direção ao que sentem que está faltando. O pecado raiz é a Inveja, estando sempre querendo alcançar o inatingível. Pessimistas, céticos, sérios e amargurados. Consideram o sofrimento coisa nobre. Contemplam a si mesmos de forma aristocrática. Preocupação com a estética, apresentando um jeito diferente de vestir e de viver. São melancólicos, resmungões. Rejeitam ofertas razoáveis de ajuda. Evitam companhia pois temem ser depreciados, ou mesmo aborrecer os outros. O amor é a única coisa que confere um conteúdo positivo à sua vida.

Tipo 5: O desapego, o isolamento, a capacidade de retenção. O pecado raiz é a Avareza. Minimizam as suas próprias necessidades, mostrando obediência compulsiva. Seu forte superego os leva ao sentimento de culpa. Mostram auto distanciamento e uma exagerada vulnerabilidade. São, ao mesmo tempo, sensíveis e frios. Vida rica em pensamentos e pobre em ações. Amam a privacidade, são discretos na expressão dos sentimentos. Se têm problemas preferem ficar sós. Nem sempre colocam no papel as suas boas idéias. Adiam, procrastinam, recusam-se a assumir responsabilidades. Seu grande traço é o intelectualismo: adoram teorizar, racionalizar. Costumam substituir a vida pela leitura. Precisam desenvolver a capacidade de amar e de se relacionar.

Tipo 6: Cautelosos, guerreiros, obsessivos, desconfiados. São tensos, hipersensíveis, não toleram suspense. Buscam clareza de regras, regulamentos. O pecado raiz é o Medo. São corteses e afáveis, mas conseguem desarmar o oponente. No rumo de suas idéias são obstinados, teimosos, pouco receptivos às influências. Estruturam tudo, mostram necessidade de liderar. Pensamento empírico e objetivo, são extrovertidos e, por medo de cometer erros, podem ficar imobilizados, temendo as conseqüências futuras das ações presentes. Estão sempre de sobreaviso, procurando os significados ocultos.

Tipo 7: Narcisismo, a intemperança, a paixão pelo prazer. Aproximam-se do mundo pela estratégia da palavra. Manipulam através do intelecto, tomam os sonhos como realidade. O pecado raiz é a Gula. Sensíveis e altamente influenciáveis pelo mundo exterior. Inclinados à auto-análise, sujeitos a excessos ocasionais de tristeza e irritação, apesar do excessivo otimismo. Conduta social radiante, acessíveis às novas idéias. Seu estoque de pensamentos é inexaurível. Encaram com desprezo quem os desrespeitam. Expansivos, não colocam limites nas fantasias. Afeto relaxado, alegre, despreocupado. Condições estáveis o sufocam. Olham para o futuro e não para o passado, tendem à satisfação excessiva dos desejos e a uma aparente modéstia.

Tipo 8: Rebeldia, desobediência e reserva. Considerado provocador, seu narcisismo se expressa pela autoconfiança. O pecado raiz é a Luxúria. Não é de bajulador, tendo um caráter forte, estilo provocador e afetividade hostil. Não se deixa intimidar pelo outro e mostra grande determinação para alcançar objetivos e superar obstáculos. São peritos em frustrar os outros em suas expectativas, esperanças, alegrias. Criticam mas não gostam de ser criticados. Têm postura auto suficiente, e sentem prazer em dominar. Tendentes ao vício e ao prazer pelo que é proibido. Seu comportamento é de confrontação, intimidação. Tipo divertido, espirituoso.

Tipo 9: A tolerância, a acomodação, a indiferença, a generosidade. Caráter resignado, busca excessiva de estabilidade e inclinação conservadora. O pecado raiz é a Preguiça. Conduta tranqüila, facilidade de comunicar sentimentos. Buscam companhia quando estão com problemas. Inclinados ao dever, tendem a se sacrificar pelos outros. Por medo de serem rejeitados, concordam com o outro, procurando sempre agradar. Adaptam o seu comportamento para agradar aqueles de quem dependem. São solidários, honram os seus compromissos. Tendem a adiar, dispersar, gastar tempo com coisas não prioritárias, desgastar-se com pormenores. Podem trabalhar exageradamente como forma de compensar a sua lentidão.

Contribuições para o autoconhecimento:

Tendo atuado por muito tempo como psiquiatra, o autor confessa o seu desconforto na prática da Psicanálise - "Sentia que o que eu oferecia não ia ao encontro das necessidades e expectativas dos Clientes". Encontrou no Eneagrama uma alternativa muito saudável para ajudá-los a lidar com as dificuldades da vida. Admite que o terapeuta ajuda mas, o trabalho de desenvolvimento é uma construção do Cliente.

Considera que a auto observação é o primeiro passo para a auto análise, desde que a pessoa se permita abrir um espaço para reconhecer e entender as suas inevitáveis imperfeições, decorrentes das marcas da história de vida. Muitos resistem ao auto conhecimento, a descobrir as paixões dominantes. Salienta a importância de criar a disciplina da auto observação, de escrever a autobiografia como forma de recuperar as experiências passadas e identificar formas utilizadas para sobreviver às circunstâncias dolorosas.

Ao recuperar-se cenários e sentimentos passados, pode-se identificar os episódios erroneamente vividos, momentos em que o nosso comportamento ou palavras não foram como deveriam ter sido. Experimentar a dor de sentir a natureza condicionada da nossa personalidade é um mergulho inevitável. Mesmo que gere sofrimento, pode-se retirar daí um combustível para o trabalho de auto transformação.

Quando e como se formou nosso tipo eneagramático?

Por exemplo, uma pessoa que desenvolveu o ego para ser eficaz e eficiente, um “vencedor” o tempo todo, um Ena 3. Quando criança seus pais não permitiram uma autonomia emocional,  desconsideraram os seus  sentimentos, necessidades e expectativas. Mais especificamente, o ambiente emocional em que foi criada, deu-se por ter sido encorajada a abandonar suas mais profundas necessidades, pelas necessidades e expectativas dos seus pais. Como isso deve ter acontecido? Por ter sido mostrado a ela que, os valores que se espera que ela aceite e absorva são retratados como "o mais perfeito" que qualquer pessoa pode desejar. E mais, de que ela não está abrindo mão de nada, pois afligida, colocada esta 'disfarce", sua futura compulsão,  adere tão firmemente durante o desenvolvimento da criança que cria um falso "eu", o ego. A força dessa compulsão é tão grande que, muitas vezes, as pessoas Ena 3 nem percebem a diferença entre o que eles estão querendo e o que eles pensam quererem. Eles se auto enganam, pensando enganarem os outros!

Como reagir a isso? Para compensar a desconsideração de que foram vítimas, estas pessoas necessitam se convencer, que sua maior conquista, será apoderar-se de si mesmos. Observarem com seus próprios olhos, e expressarem com sua própria voz, é um enorme desafio para os Ena 3, mas pode ser a única maneira de resgatar seu essencial divino, seu verdadeiro mundo interior.

            Portanto caro amigo leitor, cada um de nós foi criança e adolescente, e desenvolveu um tipo de compulsão, ou defeito característico no relacionamento com nossos genitores.

            Os tipo 1 quando crianças tiveram sérios problemas com seus pais, tais como punições e críticas duras. Para evitarem problemas resolveram ser bons, mais do que bons, perfeitos, obcecados em serem certinhos e fazerem tudo correto. Com certeza conviveram com adultos irresponsáveis e imaturos, tornando-se responsáveis muito cedo, privando-se de serem crianças. Mas tudo isso acaba criando um grande ressentimento, criando uma raiva oculta e inconsciente.

            O tipo 2 por sua vez foram criança amadas, pois eram agradáveis aos pais. Desenvolveram uma maneira de agradar, simulando e representando um papel de bonzinho e agradável. Claro é que com esse papel de criança boazinha, todas as atenções eram voltadas para elas. Desenvolveram um poder de manipular as situações, para se tornarem indispensáveis e super amados. Como obtinham tudo o que queriam facilmente, se tornaram um tanto orgulhosos e querem sempre se sentir importantes na vida das outras pessoas. Querem agradar e adular os outros, como formas de adquirir amor

            Os tipo 3 também foram crianças muito premiadas, mas não por eles serem bons ou amados, e sim pelo que haviam feito e realizado. Acabaram desenvolvendo a idéia de que para serem felizes e amados, deveriam obter ótimo desempenho em tudo que faziam. Para serem premiados e amados, se autopromoviam por serem eficientes em qualquer papel ou situação.

             Por outro lado o tipo 4, melancólico e romântico, sentiu-se abandonado na infância. Quer por uma perda de alguém muito importante nos primeiros anos de sua vida, ou mesmo pela separação de seus pais, gerando sentimento de raiva e depressão pela pessoa que a abandonou. Esta raiva acaba se voltando contra ele próprio, em forma de não se sentir digno de amor, voltando-se para dentro de si, recusando ajuda exterior para sair daquela situação de melancolia e depressão.

            A criança que desenvolveu o tipo 5, também se sentiu abandonada, mas aprendeu se desligar dos sentimentos próprios e se fechar em seu canto, só observando as situações, sentindo prazer de ficar sozinho e isolado, ou acumulando coisas ou conhecimentos. São oriundas também de famílias que se intrometiam demais em suas vidas. Estes tipos de crianças sentem que devem escapar, fugir dos outros, e criam muros, paredes de distanciamento e isolação.

            O tipo 6 desenvolveu um estilo atemorizado em relação à vida, por terem sido punidos ou humilhados por seus pais, que se enfureciam sem um motivo claro de alguma atitude errada, que tivessem cometidos. Em seu temor de serem feridas ou perturbadas, se tornaram assustadas e alertas a tudo que está acontecendo à sua volta., tornando-se dependente de aprovação para se sentir segura em suas ações.

            Os tipos 7 também sentiram medo quando eram crianças, mas desenvolveram a estratégia de se aproximarem e cativarem as pessoas que sentiam medo, com alegria e gracejo, buscando na imaginação, situações mais prazerosas e agradáveis. Apesar de terem tido uma infância difícil e ruim, não guardaram rancor ou qualquer tipo de culpa, por ter decidido ser melhor e de não ficar por baixo. Ao contrário do tipo 6 que só se lembra do pior, o tipo 7 procuram se lembrar do melhor e mais agradável. Normalmente tiveram que defender a mãe, criando uma certa rebeldia contra a autoridade paterna, que hoje adulto o leva a ter atitude anti autoridade, mas com suavidade, buscando contatos agradáveis para desfazer o controle, procurando nivelar o relacionamento. Mas, caso queiram lhe tirarem a liberdade, reagem de maneira feroz e agressivamente, procurando minimizar esse poder.

            O chefão tipo 8 foram criados em um ambiente onde tinham de ser fortes, ou excelente no esporte para serem respeitados. Podem ter sido crianças espancadas por seus pais, mas que tinham de revidar para demonstrarem sua força. Descobriram que era mais fácil violar as regras do que cumpri-las. Negavam qualquer tipo de fraqueza que sentissem, pois tinham sempre de se mostrarem fortes e sem covardia.

            Por fim o tipo 9 que por se sentir pouco notado e ouvido na infância, se tornaram preguiçosos e indolentes. Por terem irmãos mais fortes e inteligentes, suas opiniões não eram ouvidas ou levadas em consideração, em conseqüência disto eles mesmos formaram o hábito de se desconsiderarem. Por não se sentirem aptas a influenciarem nas situações familiares, desenvolveram o amortecimento de seus sentimentos, e buscavam satisfações através de conforto ao invés de se rebelar.

            Bem caros amigos, de maneira singular nós refletimos sobre como cada um de nós desenvolveu seu tipo e seus vícios emocionais. Hoje estamos aqui, queremos melhorar, encarar o mundo, e, despidos e indefesos, encarar a terrível insegurança da existência humana.

Cada um de nós desenvolveu um determinado tipo de personalidade, e tentamos esconder a percepção completa da insegurança de nossa existência, cada um de uma maneira diferente. Como meditamos, cada tipo adota diferentes estratégias para encher seu ego, como uma defesa contra essa solidão e insegurança.

O contra-senso é que não podemos fazer nada além de nos defender da total consciência de nossa existência. O mais triste é que se cada tipo de personalidade preencher seu ego e forçar suas defesas ao extremo, trará destruição para si mesmo. Abertura demasiada para a vida, pode nos "inflamar", pouca abertura nos aniquilará de dentro para fora. Excesso de liberdade é tão assustador como falta total de liberdade. De qualquer maneira, ansiedade existencial parece ser a resposta apropriada para seres que estão conscientes de sua própria mortalidade. Parece só haver uma saída: ter esperança de encontrar um significado para nossas vidas, um significado que nos conecte com algo real além de nós mesmos. Algo que dê um verdadeiro sentido para nossas vidas. Entretanto, estamos na impossível posição de tentar encontrar um significado para nossas vidas sem sermos capazes de conhecer nossa vida como um todo. Não há maneira de saber com certeza qual é “esse sentido”, sem ser capaz de sair fora desta vida para encontrar seu contexto final. Não podemos viver sem algum tipo de crença. Se não temos fé em "Deus", precisamos ter fé em alguma outra coisa. Porque não podemos viver sem um significado, sem referência com algo fora de nós mesmos, nós inevitavelmente criamos "ídolos" como substitutos para a fé na transcendência e no significado que ela nos dá.

Claro que o ídolo universal supremo é o orgulho, o ego, o meu “eu” inflando-se e tentando ser a causa de sua própria existência, tentando achar seu significado com os seus próprios recursos. Cada um dos tipos descritos no Eneagrama é tentado a usar de maneira compulsiva uma maneira particular de manifestar seu orgulho, como um jeito de resguardar-se das angústias envolvidas na sua vivência do cotidiano, nas suas realidades ambientais. Como vimos, cada tipo desenvolveu uma determinada tentação: a tentação do Nove é acreditar que a calmaria é um valor maior; a do Oito é acreditar que ele pode tudo;
a do Sete é acreditar que ter muitas posses o realizarão; a do Seis é acreditar na segurança proporcionada pelas outras pessoas;
a do Cinco é acreditar que o conhecimento é um fim em si mesmo;
a do Quatro é acreditar na sua liberdade para fazer o que quiser;
a do Três é acreditar na sua própria excelência; a do Dois é acreditar na sua própria importância e por fim, a tentação do Um é acreditar que faz tudo de maneira perfeita na sua retidão de agir.

Podemos ver que são tentações características de cada um dos tipos de personalidade, mas são nossas próprias tentações também. Refletindo sobre os tipos de personalidade, podemos sentir que, apesar de legitimamente buscarmos a felicidade através da nossa realização pessoal, nós não a encontramos. Ela não está ali!

Nessa busca errada e desenfreada, cada um de nós, que somos um tipo de pessoa, de Ena, e temperamentos diferenciados, vão criando um tipo de crença, de que podemos alcançar a felicidade por nós mesmos, de que somos auto-realizáveis. Acabamos trazendo para nós aquilo que mais tememos e, por outro lado, perdendo o que mais queremos, na nossa busca pela felicidade. Se, quando buscamos a felicidade, nós enchemos nosso “eu”, nosso ego, ao preço de ideais mais profundos, com certeza iremos “dar com os burros n’água”.

Observando cada um dos tipos de eneagrama, como um todo, podemos aprender o que pode nos acontecer, caso inflemos o nosso “eu” às custas de outros valores.

Forçando os outros a amá-los, os Dois terminam sendo odiados.
Engrandecendo-se, os Três acabam sendo rejeitados. Seguindo somente seus sentimentos, os Quatro acabam desperdiçando suas vidas.
Impondo suas idéias sobre a realidade, os Cinco terminam desligados da realidade. Sendo muito dependentes dos outros, os Seis terminam sendo abandonados. Vivendo para o prazer, os Sete acabam frustrados e insatisfeitos. Dominando os outros para terem o que querem, os Oito acabam destruindo tudo. Acomodando-se demais, os Nove tornam-se fracos e dependentes. Tentando serem perfeitos, sem suscetibilidade humana, os Um acabam desvirtuando a própria sensibilidade.

A saída dessas implacáveis conclusões é se convencer que apenas buscando a nossa essência divina, podemos ter esperança de encontrar felicidade. Como a sabedoria sempre reconheceu, apenas perecendo, morrendo para nós mesmos, é que encontramos a verdadeira felicidade. Cristo é a semente e caiu na terra para morrer com a finalidade de dar muitos frutos {João 12, 24}. Cristo é realmente divino. I Pedro 1:23 refere-se a Ele como a semente incorruptível e que agora "é viva, e permanece para sempre". Através da vida de Cristo podemos ver a relação que existe entre a glória e a aflição. Agora, Cristo têm toda a glória mas passou por todas as aflições. Sim, até mesmo a morte {Heb 2:9,10}. Isso é uma lição para nós. Se a nossa vida Cristã é cheia de aflições no mundo, devemos deixar que elas operem em nossa carne a morte, para que possamos participar da glória, tendo mais da imagem de Cristo refletida em nossa vida. A pessoa de Cristo é a semente e precisou morrer para que desse fruto; para que tivéssemos vida. É necessário que morramos também a nós para que a Sua vida seja mais evidente em nós aqui na terra {II Cor 12:9,10}.

Como, então, devemos agir para buscar nossa essência divina? O que nos determina essa busca? Como poderemos saber o que nos tornará realmente felizes?

Todos nós buscamos a felicidade. Alguns buscam riqueza, outros, fama, outros, segurança, cada qual ambicionando ser dono daquilo que pensamos ser a felicidade. Mas, a não ser que encontremos o verdadeiro bem, procurando o que realmente precisamos, nós vamos sair no encalço do que desejamos até sermos enganados por bens meramente supérfluos. Se ficarmos só na superficialidade, nossos objetos de desejo serão transformados em ídolos, que não podem Satisfazer-nos.

O que é estranho é que, em nossa busca do sentido da vida, nós estamos na difícil situação de buscar o que é realmente bom para nós, sem um juízo claro do que é. Cada tipo de traço típico de eneagrama tende a buscar, o que ele entende ser bom para ele, mas na maioria das vezes: nos lugares errados, da maneira errada, ou ambos.

“Somos obra de Deus, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus de antemão preparou ...” Ef 2, 10.

Um escultor vê em todo bloco de mármore, uma estátua
esperando para ser revelada. Com muita habilidade ele vai lapidando a pedra e retirando as lascas até que a imagem desejada seja formada. Semelhantemente o nosso Pai divino tem dentro de nós a Sua imagem, envolta em carne, esperando para ser descoberta. Da mesma forma que o escultor precisa retirar as partes não desejadas para formar a imagem, o nosso Pai celestial, suavemente, vai retirando a nossa natureza carnal até que sejamos transformados em nova criatura segundo a Sua imagem e semelhança. Esse trabalho de Deus em nossa vida espiritual, geralmente, provoca algum tipo de dor e até de sofrimento. Quando uma vida é transformada pelo Espírito Santo, para que transmita brilho e beleza, pedaços, nacos  precisam ser retiradas até que a obra seja completada.

Nossos vícios emocionais, vaidade, egoísmo, mentiras, ódio e coisas semelhantes, não fazem parte da obra que Deus,  apenas embaçam a imagem do Senhor que deve ser refletida por todos que o amam e são feitos Seus filhos através de Jesus Cristo.

Se você tem derramado sua alma diante de Deus e tem buscado o propósito de fazer a vontade do Senhor, não se queixe das aflições que por vezes lhe sobrevêm. Não diga a Deus que Ele está abandonando você ou não tem se importado com seu sofrimento, pois, é possível que Ele esteja apenas transformando sua vida numa grande bênção, obra especial de Suas mãos!

Temos que conhecer nossas compulsões para nos deixarmos curar delas. O Dois pensa que será feliz se for amado (ou adorado) pelos outros, pois ajuda os outros em tudo, o Três se for admirado pelos outros, pois é super eficiente e eficaz. Já o Quatro será feliz se ele for totalmente livre para ser ele mesmo, pois se sente uma pessoa especial, diferente dos outros. O Cinco, por sua vez, acha que será feliz se ele tiver certeza intelectual, pois se acha sábio e muito astuto. O Seis por sua vez acha que será feliz, se ele tiver absoluta segurança, porque sempre faz o que deve ser feito, pois é uma pessoa fiel. O Sete tem em sua mente que se sentirá feliz se ele possuir tudo que quiser para se sentir muito bem. O Oito terá certeza de felicidade se tiver as coisas da sua maneira, pois se acha capaz em tudo. Por outro lado, o Nove se sentirá feliz se ele puder "fundir-se" com alguém, só assim se sentirá tranqüilo e em paz. Finalmente o Um terá certeza de felicidade, caso ele seja perfeito no que faz, pois sente que sempre tem razão em tudo.

Mas, infelizmente todas essas idealizações e estratégias do ego falham porque elas são uma alienação do verdadeiro “eu essencial”,  atuando inconscientemente e dominando e governado o ego. Temos de desvelar o que é oculto em nós e descobrir a verdade e o que nos dá a verdadeira liberdade, o meu mais autêntico e genuíno “eu essencial” e divino, que nos levará à verdadeira felicidade.

Bem caro amigo, como, então, pode o eneagrama nos ajudar a encontrar o que é realmente bom para nós? Nos mostrando que, a integração e harmonização de cada tipo de personalidade do eneagrama, deve buscar sua direção de centralização, tornando-a uma nova pessoa, coerente em seus comportamentos.

E qual é a dificuldade para nos movermos na direção de integração? É que precisamos nos transcender, mudar o nosso comportamento, convertermos os nossos sentidos. Nós precisamos estar dispostos e sermos capazes de ir além do ego, alcançarmos algo mais, alguns valores fora de nós mesmos.

Essa conversão é difícil porque envolve entrar em região desconhecida, sentindo, agindo e relacionando-se de maneiras estranhas à nossa personalidade, contrárias aos nossos hábitos de até então, em contraposição às nossas antigas maneiras e identidade, começando a superar as falhas da nossa infância. De certa maneira é uma espécie de vida nova, tornando-se uma nova pessoa que está instruindo-se a deixar “o homem velho”, o jeito velho de ser para trás, e "irrompendo" em um novo mundo, buscando idéias novas e integradoras. Eu não posso me deixar levar pela síndrome de Gabriela: “eu nasci assim, vou ser sempre assim, vou morrer assim, Gabrieela, sempre Gabrieela.” Não, eu posso acreditar que vou mudar para melhor, harmonizar minhas compulsões, buscar sobriedade. Não é o passado que determina meu futuro, mas o vou fazer no presente para melhorar minhas atitudes e emoções!

É exatamente isso que cada tipo de personalidade precisa fazer se quiser algum dia encontrar a felicidade verdadeira.

O tipo 1 precisa superar sua inflexibilidade e sua busca de perfeição em tudo,  movendo-se para a produtividade do 7, na busca da sadia perfeição. Isso lhe trará serenidade e paz, que o tornará uma pessoa tolerante, disciplinada, tenaz e de autocontrole.

O tipo 2 carece de superar a sua tendência à auto decepção, e a dependência dos outros, com a autocompreensão do 4 saudável, libertando-o de depender da aprovação dos outros, pois só assim se tornará realmente o que é: uma pessoa bondosa, altruísta e que aprecia muito os outros.

O tipo 3, precisa superar a inveja maliciosa dos outros e sua tendência a preservação exagerada de sua imagem de ser super competente, caminhando para a lealdade do 6, buscando ser autêntico e sincero consigo mesmo, o que o tornará uma pessoa adaptável e de profunda e sadia autoconfiança.

O tipo 4 deve superar a sua auto destrutiva subjetividade, buscando a objetividade e autodisciplina do 1, o que a tornará uma pessoa sensível, criativa e de enorme capacidade de sentir a dificuldade e os problemas dos outros.

O tipo 5, deve superar sua auto-anulação movendo-se para a coragem do 8, buscando se envolver, sair do anonimato, usar toda sua capacidade e conhecimentos acumulados.

O tipo 6 deve superar suas suspeitas dos outros movendo-se para a receptividade do 9, deixando de ver o mundo como algo ameaçador e hostil, que são uma ilusão de seu ego, levando-o a tornar-se uma pessoa leal, e cumpridora de seus deveres e de absoluta confiança.

O tipo 7, procurar a superação de  sua impulsividade, movendo-se para o envolvimento do 5, buscando a sua qualidade essencial que é a sobriedade e comedimento, que o tornará centrado, usando seu entusiasmo e alegria em ser prático e produtivo.

O tipo 8 deve superar seu egocentrismo movendo-se para a consideração pelos outros do 2, deixando o temor e suspeita de estar se sentindo agredido pelos outros, para uma atitude de inocência, sem preconceitos de como devem ser as coisas; isso o tornará uma pessoa auto confiante, magnânima, decidida e corajosa.

Finalmente, o tipo 9 pode superar sua complacência, indolência e sentimento de isolamento, movendo-se para a ambição do 3, tornando-se uma pessoa que se aceita a si mesmo, amável e paciente.

Resumindo, podemos chega à conclusão de que aprender a amar nada mais é que se tornar consciente de si mesmo, livre dos vícios emocionais do ego e das compulsões que definem o nosso tipo Ena. Somente o amor tem o poder de nos salvar de nós mesmos. Até aprendermos a amar verdadeiramente a nós mesmos e aos outros não há possibilidade de felicidade duradoura, paz ou libertação. Exatamente por não termos aprendido a nos amarmos verdadeiramente, é que nos perdemos tão facilmente nas diversas fantasias e impulsos que o ego nos apresentou.

Todos os estudos de tipologias da personalidade que estamos refletindo, nem mesmo o eneagrama podem nos salvar, tudo que meditamos até aqui são instrumentos, ferramentas que nos ajudarão a sermos um ser humano novo, renovado. Eles não podem nos tornar verdadeiramente felizes ou, pelo menos, felizes por longo tempo, porque eles nos mostram visões parciais da natureza humana, cada um peregrinando para a salvação, para a busca da verdade sobre o nosso destino final, mas de maneira limitada.

Mas, com certeza estas reflexões lhe estão oferecendo a dádiva da liberdade, que podem nos ajudar a ficarmos mais perceptivos sobre o que temos medo. E também, sobre os principais motivos de nossas infelicidades. Com certeza, a psicologia pode nos ajudar a descobrirmos sobre nossos comportamentos, o que caracteristicamente almejamos e o quanto esse anseio nos conduz para confusão e utopias desnecessárias. Porém, ajudando a nos entendermos como realmente somos, no "nosso melhor" e no "nosso pior", as tipologias reafirmam algumas antigas percepções sobre a natureza humana. Mas, volto a repetir: são apenas instrumentos, algo útil até certo ponto e, portanto deve ser deixado de lado em favor do que não pode ser expresso sobre a natureza humana.

Para sermos realmente pessoas novas, renovadas, não podemos contar somente conosco, necessitamos de uma ajuda do alto, de Deus, do Espírito Santo.

Quando estamos vivendo o nosso “ego”, nossos vícios emocionais, nosso “eu”, que São Paulo, em sua carta aos Romanos, cap 7, 17-25, chama de : o homem carnal: “17 portanto, não sou eu que faço, mas é o pecado que mora em mim. 18 Sei que o bem não mora em mim, isto é, em meus instintos egoístas. O querer o bem está em mim, mas não sou capaz de fazê-lo. 19 Não faço o bem que quero, e sim o mal que não quero. 20 Ora, se faço aquilo que não quero, não sou eu que o faço, mas é o pecado que mora em mim. 21 Assim, encontro em mim esta lei: quando quero fazer o bem, acabo encontrando o mal. 22 No meu íntimo, eu amo a lei de Deus; 23 mas percebo em meus membros outra lei que luta contra a lei da minha razão e que me torna escravo da lei do pecado que está nos meus membros. 24 Infeliz de mim! Quem me libertará deste corpo de morte? 25 Sejam dadas graças a Deus, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim, pela razão eu sirvo à lei de Deus, mas pelos instintos egoístas sirvo à lei do pecado”. Portanto, São Paulo chama nossos “vícios emocionais” de “instintos egoístas”, pois eles provêm do nosso ego. É o “homem carnal”, que hoje podemos chamar de cristão imaturo, se deixam dominar ou influenciar pelos aspectos negativos do seu temperamento e personalidade. Muitas situações difíceis na Igreja, no lar, e na vida secular, são criadas por desconhecimento de nossas fraquezas, de nossas compulsões, e também, a falta de um critério espiritual para tomar nova direção, novo caminho.

 A vida é um perene e diário caminhar: fazemos caminhos, descobrimos pistas andando, seguindo em frente.  Alguns preferem avançar sozinhos, auto-suficientes, dispensando guias, conselheiros, mapas, setas indicadoras de rumo. Outros, mais humildes e sábios, imitam a criança que busca amparo, um braço mais forte, apoio e proteção. Eu tenho buscado em Deus, na oração, no diálogo amoroso com a Trindade Santa, a minha fonte de inspiração diária. Sem a força do Espírito Santo, não podemos nos curar, curar as nossas atitudes, nossos vícios emocionais. Já os identificamos com a ajuda das tipologias, do eneagrama, mas agora temos de fazer um caminho de cura interior. Dentro de nós dormem potencialidades ignoradas. É preciso acordá-las, e os milagres nascem, as descobertas afloram. Quem sabe aonde quer chegar abandona caminhos de ontem, posições anteriores, porque está na rota de algo melhor. E termina recapturando alegrias passadas, desfrutando mundos até então ignorados. Crescimento é um processo. Todo processo é lento, exige esforço, coragem, determinação. Viver é recomeçar a cada novo dia. O crescimento é áspero, doloroso, não raro porque a incerteza nos angustia, os imprevistos surgem, as forças desfalecem. E nos questionamos, de vez em quando: "Será que vale a pena tanto esforço?" Vale, sim, caro amigo eu tenho feito este caminho de renovação interior, e tenho descoberto que não somos perfeitos. Contudo, não nos desanimemos Temos apenas que crescer no  amadurecimento em Cristo. Medite estes textos bíblicos: Rm 12, 1-2; Fp 4, 13 e Rm 6, 11-13.

 

O TIPO UM

QUANDO SAUDÁVEIS

                                       Racionais, imparciais, justos e conscienciosos.

                                  Bons conselheiros, bons ouvintes, corretos.

                                        Forte entendimento do certo e errado. Íntegros.

 

NORMALMENTE

                                    Impessoais, reformadores, preconceituosos e moralistas.

                                  Extremamente críticos. "Donos da verdade". 

                                      Na busca da perfeição idealizada sempre          encontram algum defeito.

 

                 QUANDO NÃO SAUDÁVEIS

                                      Intolerantes, dogmáticos e inflexíveis.

                                                  Extremamente severos em seus julgamentos.

                                                Obsessivos e contraditórios, podem ser cruéis e implacáveis

                                      

Não assumem a sua ira e justificam suas  punições como necessárias e "didáticas".

 

TIPO DOIS

QUANDO SAUDÁVEIS

          Generosos, atenciosos, despreendidos

               Altruístas, gostam de ajudar e elogiar.

Carinhosos e amorosos

NORMALMENTE

Sedutores, possessivos, controladores.

Procuram se tornar indispensáveis

para se sentirem amados.

Normalmente não reconhecem suas

próprias necessidades.

 

QUANDO NÃO SAUDÁVEIS

Invasivos, arrogantes, abusivos.

Fazem os outros se sentirem culpados.

Chantagistas emocionais. Altamente

exigentes de retorno. Vítimas. Mártires.

TIPO TRÊS

QUANDO SAUDÁVEIS

Seguros de si, dinâmicos, atraentes.

Trabalhadores incansáveis e eficientes.

Motivados e motivadores.

Excelentes agentes de crescimento.

Muito competentes.

 

NORMALMENTE

Calculistas, pragmáticos e narcisistas.

Buscadores de status, carreiristas.

Exibicionistas, podem simular qualquer emoção 

e normalmente não misturam sentimentos com

trabalho. Podem se aproveitar dos outros para

proveito próprio.

 

QUANDO NÃO SAUDÁVEIS

Exploradores, oportunistas, falsos.

Traidores, vingativos, sádicos.

Sabotadores e homicidas

                                                                      

TIPO QUATRO

 

QUANDO SAUDÁVEIS

                                  Inspirados, criativos, intuitivos,

                                  expressivos e sensíveis.         

                                  Emocionalmente fortes e honestos.

 

NORMALMENTE

                              Melancólicos, românticos, irritadiços.

                                      Atraídos pelo não disponível,

                                     pelo que está ausente.

                                      Sonhadores pouco práticos.

                                   Auto-indulgentes e auto-iludidos.

 

QUANDO NÃO SAUDÁVEIS

Depressivos, alienado dos outros,

deprimidos, auto depreciativos,

mórbidos e suicidas.

TIPO CINCO

 

QUANDO SAUDÁVEIS

Originais, compreensivos, inventivos,

brilhantes, perceptivos.

Estudiosos, dedicados, racionais e discursivos.

                        Muitas vezes responsáveis por soluções

                         nunca imaginadas.

 

 

 

 

 

 

 

NORMALMENTE

Abstratos, reducionistas, complicados,

retraídos, excêntricos e desapegados.  Tentam apenas

observar a realidade, não vive-la. 

 

 

 

         QUANDO NÃO SAUDÁVEIS

         Extremistas, radicais, obsessivos,

         cínicos, hostis, isolados e niilistas.    

TIPO SEIS

QUANDO SAUDÁVEIS

 

         Confiantes e confiáveis. Comprometidos.

              Atraentes, leais e responsáveis.

                           Solidários e amigos.

 

NORMALMENTE

 

Ambivalentes, indecisos e defensivos.

Obedientes/desobedientes/autoritários.

Superam seus medos por atitudes arrojadas.

Não acreditam em seus próprios recursos

e precisam de confirmação e apoio.

 

 

 

 

 

 

QUANDO NÃO SAUDÁVEIS

 

Inseguros, dependentes, irracionais.

Paranóicos com mania de perseguição.

Angustiados e receosos, ficam sempre

esperando o pior.

 

TIPO SETE

QUANDO SAUDÁVEIS

Entusiastas, produtivos e excitantes.

Muito talentosos,  diplomatas,

sempre otimistas, excelentes para dar início

 e praticabilidade em qualquer projeto.    

 Podem executar várias tarefas diferentes

com o mesmo entusiasmo

 

 

 

 

 

 

NORMALMENTE

Superficiais, inconseqüentes e materialistas.

Consumistas, compulsivos e imoderados.

Gostam das coisas fáceis e,

otimistas crônicos, tendem a viver 

na fantasia.

 

    QUANDO NÃO SAUDÁVEIS 

Impulsivos, infantis e descontrolados.

Dissipados, egocêntricos e maníacos.

Tendem à histeria e à psicose

maníaco-depressiva.

 

 

 

 

 

 

TIPO OITO

QUANDO SAUDÁVEIS

Auto confiantes, generosos, encorajadores,batalhadores e persistentes. Excelentes agentes de desenvolvimento, enorme capacidade de liderança. Grande senso de justiça. Gostam de ter pessoas  sob sua proteção. Não têm medo de se expor e não evitam confrontos. 

NORMALMENTE

                    Práticos, objetivos, com grande necessidade de ter poder, encaram o mundo como uma grande arena onde só existem vencedores. Farão tudo para estar entre os vencedores.  Tendem a   dominar agressivamente o seu meio ambiente.  

                Intimidadores, "pavios curtos". Não costumam

                    respeitar os direitos e as necessidades dos outros

  

                       

            QUANDO NÃO SAUDÁVEIS              

Ditadores. Dominadores. Agressivos e arrogantes.

Descobrem rapidamente os pontos fracos das pessoas.

Gostam de humilhar e de expor as fraquezas dos outros.

Tiranos, violentos. anti-sociais. Enorme capacidade de destruição

 

O TIPO NOVE

    QUANDO SAUDÁVEIS

 

                                  Receptivos, apaziguadores, calmos, otimistas.

                                       Pacientes e compreensivos. São pessoas  

                                        genuinamente agradáveis, sem preocupações

                                        com posições de destaque ou querendo algo

                                         em troca.

                                      

 

NORMALMENTE

                                 Desligados, indiferentes, indolentes.

                               Passivos, fatalistas, complacentes,

                  ignoram o que está errado

                          para manter sua tranqüilidade

 

          QUANDO NÃO SAUDÁVEIS

                Reprimidos, inúteis, negligentes.

                              Obstinados, dissociados, desorientados.

Despersonalizados.

TESTE RISO-HUDSON

Você pode agora  fazer um teste de Eneagrama, assim  você  pode ajudar a determinar o seu tipo no Eneagrama. Sua mais alta pontuação indicará o seu tipo básico, ou ele estará quase certamente entre as pontuações de segundo e terceiro lugar.

 Este teste é uma adaptação em português do RISO-HUDSON ENNEAGRAM TYPE INDICATOR (RETHI) TEST.

Você pode também contactá-lo diretamente em http://graphics.lcs.mit.edu/~becca/enneagram/rheti/

  Existem 36 questões neste teste. Para cada uma delas, selecione  a resposta que se aplica à você. Você pode pular questões que não se aplicam verdadeiramente a você, mas não evite questões simplesmente porque elas são difíceis de responder.  Escolha em cada questão a letra A ou B, e coloque um ponto no quadro de respostas ao lado do XX correspondente à questão. no final some todas as colunas que você colocou pontos, o seu tipo será, provavelmente o de maior pontuação. Mas o melhor é você estudar todos os tipos e chegar a esta conclusão do teste.

 

  01 Eu tenho um temperamento mais

                            A            -romântico e imaginativo.

                        B            -pragmático e pé-no-chão.

  02 Eu normalmente

                            A-Não evito confrontos.

                            B -        Evitoconfrontos.

  03 Normalmente eu sou. 

                            A-Diplomático charmoso, e ambicioso.

                        B         - Direto,formal e idealista.

 04  Eu tenho tendência a ser. 

                            A            -Concentrado e intenso

                            B            -Espontâneo e alegre.

  05  Eu me considero

                            A            -Hospitaleiro e me sinto feliz por fazer novos amigos na minha vida.

                        B- Uma pessoa meio fechada e não me misturo facilmente com os outros.

    06  Normalmente

                 A - É fácil eu "perder a cabeça", extrapolar.

            B -Édifícil eu "perder a cabeça", extrapolar.

  07  Eu acho que tenho vivido mais como 

            A-Um sobrevivente esperto.

                            B            -Um idealista intelectual.

  08  Eu 

                        A-          Normalmente mostro afeição às pessoas.

                        B -         Prefiro manter as pessoas a uma certa distância.

 09  Quando diante de uma nova experiência,  eu normalmente me pergunto se ela será. 

            A -Útil para mim.

                        B -         Agradável.

 10  Eu penso mais 

                        A -         Em mim mesmo.

            B -         Nos outros. 

 11  As pessoas confiam mais

            A -No meudiscernimento e conhecimento.

            B -Na minha força ecapacidade de decisão.

 12  Ao longo do tempo eu tenho me sentido mais vezes

                            A-Inseguro de mim

                            B -Seguro de mim. 

 13  Eu tenho sido mais. 

            A -Orientado para os relacionamentos do que orientado para objetivos

                        B -         Orientado para objetivos do que orientado para os  relacionamentos. 

 14  Eu tenho. 

            A -Certadificuldade para falar  o que eu penso com facilidade.

            B -Muita facilidade de dizer coisasqueoutros gostariam de dizer. 

 15 É difícil para mim. 

                            A-          Parar de considerar alternativas e fazer alguma coisa definida.

                        B -                         Relaxar e ser mais flexível. 

 16  Eu

            A -       Muitas vezes sou hesitante e adio ascoisas.

            B -Geralmentesoufirme e determinado. 

 17  Minha. 

                            A - Relutância em me envolver demais me traz problemas com as pessoas.

                                    B            - Facilidade em ter pessoas dependendo de mim me traz problemas com elas. 

 18  Normalmente, eu tenho  

            A -Sido capaz de colocar meus sentimentos de lado para realizar o trabalho que me compete.

                            B-          Necessidade de trabalhar meus sentimentos antes que eu possa agir com eficiência. 

 19  Geralmente eu tenho sido. 

            A -Metódico  e cauteloso.

                        B-          Aventureiro e arriscado.

 20  Eu tenho tendência a

                            A-          Ser atencioso, generoso e  apreciar a companhia dos outros.

                            B-          Uma pessoa séria reservada e que gosta de temas polêmicos. 

 21 Eu eventualmente necessito de  

                            A-          Ser um "modelo de solidez".

                                    B -         Atuar com perfeição. 

  22  Eu normalmente estou interessado em. 

                         A - Fazer perguntas difíceis e de manter minha independência.

                         B - Manter a minha estabilidade e paz de espírito. 

 23  Eu me considero

                            A -Teimoso é cético.

                         B - Sentimental e coração mole. 

 24 Algumas vezes me preocupo porque 

                 A - Estou perdendo alguma coisa melhor.

                 B - Se eu abaixar a guarda  alguém tirará vantagem de mim 

 25  Meu hábito de 

                 A - Não me envolver aborrece as pessoas.

                         B - Dizer às pessoas o que fazer, as aborrece. 

26  Normalmente, quando os problemas  chegam até  mim, eu tenho  

            A -Sido capaz de me desligar.

B - Sido capaz de extrair o melhor possível da situação

27  Normalmente eu

                 A - Conto com os meus amigos e eles sabem que podem contar comigo.

                                    B            - Não conto com ninguém, eu faço as coisas por mim mesmo. 

28  Eu tenho tendência a ser 

                 A - Desligado com o mundo ao redor e preocupado com as minhas idéias .

                         B - Desiludido com o mundo ao redor  e voltado para mim mesmo. 

29. Eu gosto  

                 A - De desafiar pessoas, de tirá-las do sério.

                 B - Confortar e acalmar as pessoas. 

 30 Eu sou geralmente 

                 A - Uma pessoa sociável e extrovertida.

                 B - Uma pessoa auto-disciplinada e honesta. 

31 Geralmente 

                         A - Eu fico meio acanhado quando tenho que demonstrar minhas habilidades.

                         B - Eu gosto  que as pessoas saibam o que eu posso fazer  bem.

 32. 

A - Perseguir os meus interesses pessoais têm sido mais importante para mim do que ter conforto e segurança.

B - Ter conforto e segurança têm sido mais importante para mim do que perseguir meus interesses pessoais.

 33  Numa discussão eu 

                 A - Tenho   tendência a contemporizar.

                B - Raramente eu dou o braço a torcer.  

 34  De forma geral eu  

                         A- Concedo com facilidade e deixo os outros me levarem para não criar problemas.

                                    B -         Eu não concedo facilmente e sou muito exigente com os outros e comigo mesmo.

  35 Eu acho que sou mais admirado pelo meu 

                 A - Espírito positivo e grande senso de humor.

                            B -         Caráter generoso e minha disposição para ajudar. 

  36 Muito do meu sucesso é

                         A - Devido ao meu talento em causar boa impressão .

                 B - Conseguido independente da falta de interesse em  desenvolver habilidades interpessoais.

 

 

TABELA DE RESULTADOS DO TESTE RISO-HUDSON

 

QUESTÕES

 TIPO 1

 TIPO 2

 TIPO 3

 TIPO 4

 TIPO 5

 TIPO 6

 TIPO 7

 TIPO 8

 TIPO 9

 

01 A

...

...

...

XX

...

...

...

...

...

 

01 B

...

...

...

...

...

XX

...

...

...

 

02 A

...

...

...

...

...

...

...

XX

...

 

02 B

...

...

...

...

...

...

...

...

XX

 

03 A

...

...

XX

...

...

...

...

...

...

 

03 B

XX

...

...

...

...

...

...

...

...

 

04 A

...

...

...

...

XX

...

...

...

...

 

04 B

...

...

...

...

...

...

XX

...

...

 

05 A

...

XX

...

...

...

...

...

...

...

 

05 B

...

...

...

XX

...

...

...

...

...

 

06 A

...

...

...

...

...

...

...

XX

...

 

06 B

...

...

...

...

...

...

...

...

XX

 

07 A

...

...

...

...

...

XX

...

...

...

 

07 B

XX

...

...

...

...

...

...

...

...

 

08 A

...

XX

...

...

...

...

...

...

...

 

08 B

...

...

...

...

XX

...

...

...

...

 

09 A

...

...

XX

...

...

...

...

...

...

 

09 B

...

...

...

...

...

...

XX

...

...

 

10 A

...

...

...

XX

...

...

...

...

...

 

10 B

...

...

...

...

...

XX

...

...

...

 

11 A

...

...

...

...

XX

...

...

...

...

 

11 B

...

...

...

...

...

...

...

XX

...

 

12 A

...

...

...

...

...

XX

...

...

...

 

12 B

XX

...

...

...

...

...

...

...

...

 

13 A

...

XX

...

...

...

...

...

...

...

 

13 B

...

...

XX

...

...

...

...

...

...

 

14 A

...

...

...

XX

...

...

...

...

...

 

14 B

...

...

...

...

...

...

XX

...

...

 

15 A

...

...

...

...

XX

...

...

...

...

 

15 B

XX

...

...

...

...

...

...

...

...

 

16 A

...

...

...

...

...

...

...

...

XX

 

16 B

...

...

...

...

...

...

...

XX

...

 

17 A 

...

...

...

...

...

 

...

...

   XX...

 

17 B

...

XX

...

...

...

...

...

...

...

 

18 A

...

...

XX

...

...

...

...

...

...

 

18 B

...

...

...

XX

...

...

...

...

...

 

19 A

...

...

...

...

...

XX

...

...

...

 

19 B

...

...

...

...

...

...

XX

...

...

 

20 A

...

XX

...

...

...

...

...

...

...

 

20 B

XX

...

...

...

...

...

...

...

...

 

21 A

...

...

...

...

...

...

...

XX

...

 

21 B

...

...

XX

...

...

...

...

...

...

 

22 A

...

...

...

...

XX

...

...

...

...

 

22 B

...

...

...

...

...

...

...

...

XX

 

23 A

...

...

...

...

...

XX

...

...

...

 

23 B

...

XX

...

...

...

...

...

...

...

 

24 A

...

...

...

...

...

...

XX

...

...

 

24 B

...

...

...

...

...

...

...

XX

...

 

25 A

...

...

...

XX

...

...

...

...

...

 

25 B

XX

...

...

...

...

...

...

...

...

 

26 A

...

...

...

...

...

...

...

...

XX

 

26 B

...

...

...

...

...

...

XX

...

...

 

27 A

...

...

...

...

...

XX

...

...

...

 

27 B

...

...

XX

...

...

...

...

...

...

 

28 A

...

...

...

...

XX

...

...

...

...

 

28 B

...

...

...

XX

...

...

...

...

...

 

29 A

...

...

...

...

...

...

...

XX

...

 

29 B

...

XX

...

...

...

...

...

...

...

 

30 A

...

...

...

...

...

...

XX

...

...

 

30 B

XX

...

...

...

...

...

...

...

...

 

31 A

...

...

...

...

...

...

...

...

XX

 

31 B

...

...

XX

...

...

...

...

...

...

 

32 A

...

...

...

...

XX

...

...

...

...

 

32 B

...

...

...

...

...

XX

...

...

...

 

33 A

...

...

...

XX

...

...

...

...

...

 

33 B

...

...

...

...

...

...

...

XX

...

 

34 A

...

...

...

...

...

...

...

...

XX

 

34 B

XX

...

...

...

...

...

...

...

...

 

35 A

...

...

...

...

...

...

XX

...

...

 

35 B

...

XX

...

...

...

...

...

...

...

 

36 A

...

...

XX

...

...

...

...

...

...

 

36 B

...

...

...

...

XX

...

...

...

...

 

TOTAIS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   
                       

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE O ENEAGRAMA
(Esta é uma tradução parcial de um trecho que gostei do "afterword" do livro
"Personality Types" - ótimo - do Don Riso, não publicado no Brasil)

Encarar o mundo, e, despido e indefeso encarar a terrível insegurança da existência humana é uma situação esmagadora para qualquer um estar. Cada um dos tipos de personalidade tenta esconder de si mesmo a percepção completa da insegurança de sua existência de uma maneira diferente. Cada tipo adota diferentes estratégias para inflar seu ego como uma defesa contra essa solidão e insegurança.

O paradoxo é que não podemos fazer nada além de nos defender da total consciência de nossa existência. Os seres humanos estão ameaçados pelo mistério de sua existência quer afirmem-se com esperança ou recolham-se em desespero. O mais triste é que se cada tipo de personalidade inflar seu ego e forçar suas defesas ao extremo, trará destruição para si mesmo. Muita abertura para a vida pode nos "queimar", pouca nos destruirá de dentro para fora. Excesso de liberdade é tão assustador como falta total de liberdade.

De qualquer maneira, ansiedade existencial parece ser a resposta apropriada para seres que estão conscientes de sua própria mortalidade. Nós trememos aterrorizados quando percebemos que estamos na verdade parados na beirada do abismo de ser.

Parece só haver uma saída: ter esperança de encontrar um significado para nossas vidas, um significado que nos conecte com algo real além de nós mesmos.

Entretanto, estamos na impossível posição de tentar encontrar um significado para nossas vidas sem sermos capazes de conhecer nossa vida como um todo. Não há maneira de saber com certeza qual é esse significado, sem ser capaz de sair fora desta vida para encontrar seu contexto final.

Porém, sair fora desta vida só pode ocorrer no momento da morte, quando esta vida terá chegado a um fim. Neste momento, nós seremos aniquilados ou descobriremos que ainda existimos. Caso ainda existamos, saberemos se nossa vida teve algum propósito e qual foi ele. Muito do mistério e da tragédia de nossa existência vem devido a não podermos saber com certeza o significado de nossa vida antes desse momento decisivo.

Apesar da razão final de nossa vida ser misteriosa, ela afeta cada momento que vivemos. O que nós acreditamos como sendo o significado da vida influencia nossos valores e cada escolha que fazemos. Considerando essas realidades, nos movemos do psicológico para o metafísico onde o contexto humano terá ou não terá significado.

Pode ser que a existência humana seja "absurda" porque não há um contexto pessoal final, somente uma reciclagem sem fim de matéria e energia em um universo impessoal. Ou pode ser que o contexto final da vida humana seja pessoal, que existe um "Deus" cuja existência é a própria razão para a nossa. Isto é, ou não é, não havendo maneira de sabermos qual é verdadeiro enquanto ainda estamos vivos. Esta é a razão pela qual o significado da vida sempre envolve o conceito de "fé", quer chamemos assim ou não.

Não podemos viver sem algum tipo de crença. Se não temos fé em "Deus", precisamos ter fé em alguma outra coisa. Porque não podemos viver sem um significado, sem referência com algo fora de nós mesmos, nós inevitavelmente criamos "ídolos" como substitutos para a fé na transcendência e no significado que ela nos dá.

Claro que o ídolo universal supremo é o orgulho, o ego inflando-se e tentando ser a causa de sua própria existência, tentando achar seu significado com os seus próprios recursos. Cada uma das personalidades descritas no Eneagrama é tentada a usar compulsivamente um tipo particular de orgulho como uma maneira de defender-se das ansiedades envolvidas na sua existência.

A tentação do Nove é acreditar que a tranqüilidade é um valor maior;
a do Oito é acreditar no seu próprio poder;
a do Sete é acreditar que possessões materiais o realizarão;
a do Seis é acreditar na segurança proporcionada pelas outras pessoas;
a do Cinco é acreditar que o conhecimento é um fim em si mesmo;
a do Quatro é acreditar na sua liberdade para fazer o que quiser;
a do Três é acreditar na sua própria excelência;
a do Dois é acreditar na sua própria importância e,
a tentação do Um é acreditar na sua própria retidão.

Apesar de serem tentações características de cada um dos tipos de personalidade, elas são nossas próprias tentações também. Se existe algo para aprender estudando os tipos de personalidade é que, apesar de legitimamente procurarmos pela felicidade através da realização pessoal, nós normalmente procuramos erradamente.
Cada tipo de personalidade cria uma espécie de profecia auto-realizável, trazendo para si aquilo que ele mais teme e, por outro lado, perdendo o que mais quer, na sua busca pela felicidade. Se, quando buscamos a felicidade, nós inflamos nosso ego as custas de valores mais profundos, podemos estar certos de falhar em nossa busca.

Alimentar o ego as custas do que é genuinamente bom é tolice, levando-nos para um emaranhado de bens, falsos bens e ídolos. Cada tipo de personalidade contém em si mesmo a fonte de sua própria decepção a qual, se enfatizada, nos tira invariavelmente da direção da nossa real realização e mais profunda felicidade. Esta é uma lei irrevogável da psicologia humana, da qual nós precisamos nos convencer se quisermos ter coragem para procurar pela felicidade no lugar certo e da maneira certa.

Observando cada um dos tipos de personalidade como um todo, aprendemos o que podemos esperar caso inflemos o ego as custas de outros valores.

Forçando os outros a amá-los, os Dois terminam sendo odiados.
Engrandecendo-se, os Três acabam sendo rejeitados.
Seguindo somente seus sentimentos, os Quatro acabam desperdiçando suas vidas.
Impondo suas idéias sobre a realidade, os Cinco terminam desligados da realidade.
Sendo muito dependentes dos outros, os Seis terminam sendo abandonados.
Vivendo para o prazer, os Sete acabam frustrados e insatisfeitos.
Dominando os outros para terem o que querem, os Oito acabam destruindo tudo.
Acomodando-se demais, os Nove tornam-se conchas subdesenvolvidas e fragmentadas.
Tentando perfeição sem sensibilidade humana, os Um acabam pervertendo a própria sensibilidade.

A saída dessas inexoráveis conclusões é se convencer que apenas transcendendo o ego podemos ter esperança de encontrar felicidade. Como a sabedoria sempre reconheceu, apenas morrendo para nós mesmos é que encontramos a vida.

Assim, uma lição paralela pode ser tirada dessas páginas, uma que chamamos a lei da retribuição psíquica. Nós não devemos esperar punição de Deus pelas nossas más ações. Ao contrário, devido à nossa natureza psíquica nós trazemos a punição para nós mesmos porque pagamos um preço por cada escolha que fazemos.

O preço que pagamos pode não ser imediatamente aparente, e por essa razão é tão fácil nos enganarmos que não haverá conseqüências para nossas ações. Mas o custo para nós estará sempre no tipo de pessoa que nos tornamos. Pelas nossas escolhas nós nos construímos e moldamos nosso futuro, quer seja de felicidade ou de infelicidade.

Como, então, devemos agir para transcender nosso ego ? O que nos motivaria a fazer isso ? Como poderemos saber o que nos tornará realmente felizes ?

As pessoas sempre procuram o que elas pensam que será melhor para elas, mesmo que elas errem na escolha. Alguns buscam riqueza, outros, fama, outros, segurança, cada qual desejando possuir aquilo que ele ou ela pensam que trará felicidade. Mas, a não ser que encontremos o que é realmente bom procurando o que realmente precisamos, nós vamos sair na perseguição do que desejamos até sermos distraídos por bens meramente supérfluos. Se as pessoas concentram-se em superficialidades, elas transformam seus objetos de desejo em ídolos que não podem satisfazê-las. Então elas sofrem e não sabem porquê.

O que é estranho é que, em nossa busca da razão da vida, nós estamos na difícil situação de buscar o que é realmente bom para nós, sem um entendimento claro do que é. Cada tipo de personalidade tende a buscar, o que ele pensa que é bom para ele, nos lugares errados, da maneira errada, ou ambos.

O Dois pensa que será feliz se for amado (ou adorado) pelos outros,
o Três se for admirado pelos outros,
o Quatro se ele for totalmente livre para ser ele mesmo,
o Cinco se ele tiver certeza intelectual,
o Seis se ele tiver absoluta segurança,
o Sete se ele possuir tudo que quiser,
o Oito se tiver as coisas da sua maneira,
o Nove se ele puder "fundir-se" com alguém, e
o Um se ele for perfeito.

Todas essas estratégias falham porque elas, apenas aspirações parciais, foram eleitas para principais (únicas verdadeiras) aspirações na vida.

Como, então, pode o Eneagrama nos ajudar a encontrar o que é realmente bom para nós? A resposta é simples: mostrando que, a necessidade genuína de cada tipo de personalidade está na sua direção de integração (que é o sentido oposto de cada seta).

A dificuldade é que, antes de podermos nos mover na direção de integração, precisamos nos transcender (transcender nosso ego). Nós precisamos estar dispostos e sermos capazes de ir além do ego, alcançar algo mais, alguns valores fora de nós mesmos.

Essa autotranscendência é difícil e amedrontante porque envolve entrar em território desconhecido, sentindo, agindo e relacionando-se de maneiras estranhas à nossa personalidade, contrárias aos nossos hábitos de até então, em contraposição às nossas antigas atitudes e identidade, começando a superar as deficiências da nossa infância. De certa maneira é uma espécie de renascimento, tornando-se uma nova pessoa que está aprendendo a deixar as velhas maneiras de ser para trás e "rompendo" em um novo mundo.
Pois é isso que cada tipo de personalidade precisa fazer se quiser algum dia encontrar a felicidade verdadeira.

O 2 precisa superar a tendência à autodecepção com a autocompreensão do 4 saudável;
o 3, precisa superar a inveja maliciosa dos outros caminhando para a lealdade do 6;
o 4, superar a autodestrutiva subjetividade com a objetividade e autodisciplina do 1;
o 5, superar sua auto-anulação movendo-se para a coragem do 8;
o 6, superar suas suspeitas dos outros movendo-se para a receptividade do 9;
o 7, superar sua impulsividade movendo-se para o envolvimento do 5;
o 8, superar seu egocentrismo movendo-se para a consideração pelos outros do 2;
o 9, superar sua complacência movendo-se para a ambição do 3;
o 1, superar sua inflexibilidade movendo-se para a produtividade do 7.

Em resumo, aprender a transcender o ego nada mais é que aprender a amar. Somente o amor tem o poder de nos salvar de nós mesmos. Até aprendermos a amar verdadeiramente a nós mesmos e aos outros não há possibilidade de felicidade duradoura, paz ou libertação (redenção). É por não nos amarmos verdadeiramente que nos perdemos tão facilmente nas diversas ilusões e tentações que o ego nos apresenta.

Isto é o que a psicologia precisa levar em conta para tornar-se menos estéril. Na verdade era esse o objetivo de Freud: ajudar as pessoas a trabalhar e amar. A psicologia moderna parece ter perdido a visão disso.

Obs.: Neste ponto o autor faz comentários sobre os rumos da psicologia que considerei desnecessárias para o objetivo desse texto. Continuamos com os parágrafos finais.

A psicologia, livros de auto-ajuda, e o Eneagrama não podem nos salvar. Eles não podem nos tornar genuinamente felizes ou, pelo menos, felizes por longo tempo, porque eles nos mostram visões parciais da natureza humana, cada um caminhando para a verdade da sua maneira limitada. Claro que podem nos ajudar a ficarmos mais perceptivos sobre o que temos medo e sobre as fontes regulares de nossas infelicidades. A psicologia pode nos ajudar a descobrir como nos comportamos, o que tipicamente desejamos e o quanto esse desejo nos conduz para conflitos e ilusões desnecessárias.

Apesar de serem complicados e sutis, os tipos de personalidade delineados no Eneagrama são, na verdade, nada mais que reflexos puros da natureza humana. Apesar do seu valor para nos entendermos mais objetivamente, o Eneagrama não nos poderá dar a resposta final sobre nós mesmos, isto é outro assunto. Ele não é mágico e não pode nos transformar em seres humanos perfeitamente realizados.

Porém, ajudando a nos entendermos como realmente somos no "nosso melhor" e no "nosso pior", o Eneagrama reafirma algumas antigas percepções sobre a natureza humana. Finalmente, ele é apenas uma ferramenta, algo útil até certo ponto e portanto, deve ser deixado de lado em favor do que não pode ser expresso sobre a natureza humana.

ENEAGRAMA - UMA PODEROSA FERRAMENTA DE AUTOCONHECIMENTO

Na Escola do Quarto Caminho, onde se ensina a "Psicologia da Evolução Possível ao Homem" (título do livro de P. D. Ouspensky - Ed. Pensamento), podemos encontrar inúmeras técnicas para o autoconhecimento, destacando-se entre elas o Eneagrama. A partir dos anos de 1970, teve início o redescobrimento desta poderosa ferramenta - um extraordinário sistema que permite identificar com segurança os "Traços Psicológicos" básicos do ser humano.
A Terapia Eneagramática demonstra que existem "Nove Traços de Personalidade" cuja dinâmica é ensinada através de um símbolo com linhas que se entrecortam, estabelecendo nove pontos matematicamente distribuídos num círculo.

A eficácia do Eneagrama e seu valor prático, já foram comprovados internacionalmente. Ele já é aplicado em mais de 30 países e em inúmeras empresas e instituições, dentre elas: Boeing, Motorola, IBM, Stanford University, CIA.

No Brasil, temos a oportunidade de conhecer esta fabulosa ferramenta, através de uma notável autoridade no assunto. Khristian Paterhan é escritor e autor do livro "Eneagrama - Um Caminho para o seu Sucesso Individual e Profissional" - Ed. Madras.
Fundador do IDHI (www.idhi.org.br), filosofo, terapeuta e professor convidado do MBA Team Management da FGV/ISAE, Khristian Paterhan está entre os maiores conhecedores e divulgadores do Eneagrama da atualidade.



Vejam, a seguir, alguns techos de seus escritos:

(...) "Eneagrama nos mostra que estamos inseridos numa Unidade Global, ao mesmo tempo em que estamos divididos em nove tipos humanos - desde o tipo que gosta de organizar tudo até o que anseia a liberdade, a expansão. Só que tendemos para um comportamento padrão (mecânico), que se manifesta sempre que não estamos conscientes de nós mesmos. Este comportamento é uma máscara adquirida na infância, ou trazida como traço hereditário, adotada por nós para se comunicar com o mundo e se mostrar a ele. Esta máscara, no entanto, oculta o verdadeiro Eu, o que dificulta o autodesenvolvimento. O caminho que temos que trilhar é o da busca da observação de si a fim de identificar o que, em nosso traço, impede a manifestação deste verdadeiro Eu."

(...) "O Eneagrama é um meio de lembrar-se de si mesmo, como diria Gurdjieff, é uma ferramenta prática pra a observação de si. Isto implica de fato um processo vivencial que está além do chamado mundo psicológico. É um dos meios mais poderosos para atingir o que hoje se denominam níveis de consciência transpessoais."

(...) "É necessário, sim, fazer uma advertência: O Eneagrama é aprendido com vivências, junto às pessoas dos Nove Tipos Eneagramáticos, mediante "workshops" e dinâmicas de grupo como as que realizamos em nosso Instituto (www.idhi.org.br). Não se pode compreende-lo teoricamente."

Muitos de nós podemos achar tudo isso muito complexo e complicado. Mas, como disse o Sr. Ouspensky: "O homem não se conhece. Ele já inventou numerosas máquinas e sabe que, às vezes, são necessários anos de sérios estudos para poder servir-se de uma máquina complicada ou para controla-la. Mas, quando se trata de si mesmo, ele esquece esse fato, ainda que ele próprio seja uma máquina muito mais complicada do que todas aquelas que inventou."

Fiéis ao objetivo da publicação Link Natural, estamos divulgando uma das mais eficazes técnicas de autoconhecimento, agora, adequada ao perfil e necessidades do homem moderno. Desejamos que nossos leitores tenham acesso ao que existe de melhor, mais seguro e atual, quando o assunto é o despertar da consciência.

O Eneagrama e as Leis Cósmicas

O eneagrama parece ter sido apresentado no Ocidente, em sua forma atual, por Gurdjieff. O conhecimento do funcionamento do eneagrama era um dos mais importantes e constantemente referido no sistema gurdjeffiano. Parece porém haver evidências de que tal símbolo já fazia parte do conjunto de conhecimentos que antigas ordens sufis utilizavam, ordens estas com as quais Gurdjieff entrou em contato durante seu aprendizado (Godo 1995 -2).
Gurdjieff dizia que o ensinamento que jaz sob o eneagrama é "completamente autônomo, independente de outros caminhos", dando a impressão de permear a humanidade em vários lugares e épocas.

O eneagrama é um símbolo cuja representação gráfica é de uma esfera dividida em nove partes. Essa figura encerra relações matemáticas simples e surpreendentes. Quando dividimos a unidade por 3, obtemos a sucessão infinita de 3, em uma dízima periódica, assim:
1/3 = 0.3333...

Se a isso somarmos mais uma terça parte obteremos:
1/3 + 1/3 = 0.6666...

Se repetirmos:
1/3 + 1/3 + 1/3 = 1
que também poderia ser expresso por 0.9999...

Esses 3 números - 3, 6 e 9 - dão origem ao triângulo do eneagrama que representaria a "Lei de Três", uma das Leis básicas que fazem partem do sistema de Gurdjieff.

A Lei de Três relaciona-se diretamente com a criação. Determina que todos os fenômenos podem ser compreendidos em termos de tríades geradoras que se expressaram em muitas tradições como o Pai-Filho-Espírito Santo, Brama-Shiva-Vishnu na Índia, Keter-Chokma-Binah na Cabala, Isis-Osiris-Horus no Egito, etc..

Essa Lei diz que a geração de todos os fenômenos pode ser explicada pela interação de 3 forças: uma de maior intensidade chamada de ativa que atua sobre a força de menor intensidade do conjunto que recebe o nome de passiva através da modulação e controle de uma força neutralizadora. A força passiva não é estática, ao contrário ela é atuante, mas possui uma intensidade menor que as outras duas. Gurdjieff (1991) refere-se à essas três forças usando os nomes de Santa Afirmação, Santa Negação e Santa Conciliação. Citando sua própria definição: "Todo novo surgimento provém de surgimentos anteriores através do 'jarnel-miatznel', quer dizer, através de uma fusão, cujo processo se realiza assim: o que está acima se une com o que está abaixo, com a finalidade de realizar por esta união, o que é mediano, o qual se converte, por sua vez em superior para o inferior seguinte, e no inferior para o superior precedente." (Gurdjieff 1991).

Nada pode acontecer a não ser que essas três forças estejam presentes. Sem a neutralizadora, a ativa e a passiva ficam em inútil oposição e nada de novo pode surgir. Em nosso estado atual de consciência somos praticamente cegos à força neutralizadora, pois estamos sempre presos a dualidades. Para que sejamos capazes de perceber mais do que essa dualidade é necessário um nível de percepção diferente da realidade (ver o tópico Técnicas do Quarto Caminho).

Costuma-se afirmar que as forças representadas pelos pontos 3, 6 e 9 são derivadas diretamente do Mundo de Uma Lei, ou seja, a própria emanação do Criador (ver tópico sobre o Raio de Criação). Elas contêm a mesma substância que dará origem ao Mundo de Três Leis. Assim, podemos afirmar que o triângulo dentro do eneagrama simboliza a ação do próprio Absoluto na realidade. O ponto 9 conteria a Força Ativa e representaria a ordem "Seja!", a ordem primeira que dá origem aos seres; o ponto 3 representaria a harmonização do novo padrão estabelecido e atuaria como a Força Neutralizadora, enquanto que o ponto 6 (Força Passiva) "abriria um espaço" na realidade para que o novo evento pudesse vir à existência. Por isso, se diz que a Lei de Três está diretamente relacionada com a criação e é parte da natureza intrínseca do Raio de Criação em si. Porém, quando saímos da análise dos fenômenos que envolvem a criação e passamos a fazer um estudo mais psicológico ou de atividades cotidianas, podemos observar que as qualidades das Forças Passiva, Ativa e Neutralizadora nem sempre se mantém nos mesmos pontos. O ponto 9 por exemplo, pode conter o Força Passiva, e assim por diante.

Continuando, se agora dividirmos a unidade por 7 e somarmos outros sétimos sucessivamente, obteremos:

1/7 = 142857142857...
2/7 = 285714285714...
3/7 = 428571428571...
4/7 = 571428571428...
5/7 = 714285714285...
6/7 = 857142857142...

Os números 3, 6 e 9 não aparecem nessas dízimas e a seqüência dos números sempre é a mesma: 142857. Essa seqüência dá origem a figura que acompanha o triângulo e representa a "Lei das Oitavas".

Poderemos nos perguntar porque usar o número sete? Ao que parece, este número estaria associado à própria capacidade cerebral de discriminar e classificar os fenômenos. Vemos a escala de sete notas musicais, as sete cores do arco-íris, os sete dias da semana, etc.. (Godo 1995 - 2).

A Lei das Oitavas mostra que todo o fenômeno evolui ao longo do tempo numa série de passos seqüenciais e que isso determina uma hierarquização. Essa seqüência no entanto, não é uniforme; existem períodos de aceleração e desaceleração, ou ainda, a energia que impulsiona o surgimento do fenômeno torna-se alternadamente mais forte e mais fraca. Existe portanto, pontos cruciais nessa seqüência onde energias adicionais devem ser colocadas para que não ocorram desvios que podem acarretar a não concretização do fenômeno. A esses pontos dá-se o nome de "choques". Quando uma energia adicional não é colocada no ponto de choque ocorre um desvio na evolução do fenômeno que o distancia da sua concretização.

As Leis que determinam a seqüência dos eventos que compõem um fenômeno qualquer, já eram conhecidas em civilizações antigas e parece ter sido a origem da escala de sete tons da música. Logo, a lei das oitavas pode ser expressa como se segue:

Os choques correspondem aos semitons que representam o momento, no desenrolar do fenômeno, em que uma energia externa deve ser colocada. Se o primeiro choque for dado, a oitava se desenvolve naturalmente sem desvios até o Si. Nesse momento um novo impulso deve ser colocado para que a oitava alcance o próximo Dó.

Gurdjieff dizia que qualquer evento dentro da Lei das Oitavas, vai evoluir, desde que a energia para os choques seja introduzida, de Dó para Ré, de Ré para Mi, para Fá, Sol, Lá, Si, Dó, sendo que este último Dó, por sua vez tem as mesmas características do Dó inicial, só que ele vai estar situado em uma dimensão energética ou numa qualidade acima.

A seqüência de dó a dó é chamada de "oitava humana" ou "oitava evolutiva" porque a partir de um nível de energia inicial, o processo segue através de um conjunto de passos, até atingir um resultado que reflete o ato inicial num outro nível ou qualidade ou energia. Os momentos de choque receberam a energia necessária de tal forma que o processo chega ao Si final. Esse processo ocorre quando temos uma intenção inicial e chegamos ao final obtendo aquilo que havíamos proposto a nós mesmos no início. Nesse caso, a qualidade do produto final costuma ser apenas suficiente para os padrões cotidianos e encontra-se dentro dos valores normais em termos de eficiência, bom gosto, criatividade, produtividade, etc. dependendo do evento que analisarmos.

Mas, devemos notar que a Lei das Oitavas afirma que o nível de energia que ocorre em um patamar é suficiente para que o Dó evolua para Ré, e para que o Ré evolua para Mi, mas a partir desse ponto, não existe mais energia suficiente intrínseca para que o processo siga em frente na sua exata dimensão. Se a energia adicional não for colocada, o processo tende a parar, o que é muito comum. Se for colocada energia mas esta for insuficiente, o processo pode seguir em frente mas em um nível mais baixo: de Fá passa para Sol, Sol para Lá, Lá para Si e aqui novamente temos uma outra parada. A partir desse ponto o processo decai de novo caso, seja colocada uma energia baixa, e chega a um outro patamar. Esse tipo de evolução de processos costuma ser chamado de "oitava natural", pois acontece naturalmente onde existe pouca energia para manter o processo. É também chamada de "oitava do homem adormecido". Aqui o produto será sempre degenerado ou inferior em relação à idéia inicial. O esquema seria assim:

No entanto, ainda existe uma terceira possibilidade, onde no choque entre Mi e Fá existe um suprimento de energia extra, que é capaz de elevar a oitava para um nível acima em termos de qualidade. Nesse caso, damos o nome à essa oitava de "oitava do Trabalho" ou do "homem consciente". A qualidade final do processo é notável e situa-se bastante acima do padrão comum. O esquema seria este:

Através dos diagramas fica claro que existem várias possibilidades, onde, por exemplo, o choque entre Mi e Fá pode acontecer e o choque entre Si e Dó não, o que acarreta uma gama muita grande de variações. No entanto, o elemento básico e mais importante que atua como energia nos momentos de choque é a atenção. Muitas vezes será a qualidade da atenção que definirá os processos. É necessário estar atento à evolução do processo e principalmente, estar atento nos momentos chaves, onde o choque se faz presente. E além disso, é necessário ter atenção suficiente para perceber qual a qualidade do choque. Muitas vezes a energia necessária está no próprio ambiente à nossa volta e para percebe-la é necessário desenvolver uma certa sensibilidade à realidade, tentando perceber as nuances e sutilezas. Às vezes é necessário uma energia de ordem física, às vezes, emocional ou intelectual. É necessário treinar essa capacidade de discriminação sutil para que a energia produzida no momento seja realmente útil.

Subir na oitava em ambos os choques não é muito comum. Esse aumento de qualidade e a geração de um produto especial, só é possível para as pessoas muito bem treinadas. É muito raro mas é possível. Todas essas alternativas existem. E isso pode ser aplicado para qualquer evento. Podemos analisar a negociação de um contrato usando esse modelo; estabelecer a planta de um escritório ou de um prédio. Podemos definir com antecipação se queremos um resultado aceitável, razoável ou se queremos um resultado excepcional. E então, devemos definir precisamente quais são os pontos em que deveremos colocar energia para atingir as metas que desejamos. Não adianta colocar energia antes ou depois do momento preciso porque isso não modificará substancialmente o resultado.

Sabemos que a energia necessária entre os pontos Mi e Fá é a metade da necessária entre os pontos Si e Dó. Gurdjieff, em seu livro 'Beelzebub's tales to his grandson', chama ao primeiro choque de "mdnel-inn-mecânico-coincidente" e ao segundo de "mdnel-inn-voluntariamente-realizado". A diferença entre eles parece residir no fato de que a energia para que o primeiro choque aconteça, tem uma maior chance de ser provida pelo próprio ambiente, mas a energia para o segundo choque deve necessariamente vir da pessoa envolvida com o processo.

"A estrutura do Universo é tal que nenhum processo, causal ou intencional, poderá chegar ao seu termo exceto em condições ambientais planejadas", afirmava Gurdjieff. Essa proposição pode ser observada em todos os eventos. Isso acontece porque na vida cotidiana as coisas sempre acontecem por si mesmas e carregam os indivíduos na direção que o acaso determina. "Condições ambientais planejadas" significam ou implicam em atenção para com os atos e suas consequências e para com os sinais que a realidade constantemente nos dá, para que sejamos capazes de escapar da lei do acidente.

Por isso, o estudo da Lei das Oitavas e do eneagrama deve ser sempre experiencial. Implica em uma atitude de maior responsabilidade frente aos eventos que desencadeamos. Esse estudo nos conduz a perceber os momentos em que devemos estar mais atentos para desencadearmos os choques corretamente, de forma a garantir que o desenrolar do fenômeno aconteça a contento. E ainda, ajuda-nos a cumprir os objetivos que muitas vezes iniciam-se com um forte impulso, mas que aos poucos esmorecem, ou se desviam. Por exemplo, começamos empolgados com a idéia de trabalharmos sobre nós mesmos e terminamos perdidos em ilusões intelectuais, arrogância, etc.. Muito pouco acaba por sobrar do objetivo inicial até que, em momentos determinados, percebemos o quanto nos afastamos dele e tentamos começar tudo de novo.

A necessidade pelo estudo destas Leis era sempre bastante enfatizado na Escola Gurdjieffiana. A compreensão e a utilização consciente de suas premissas eram, em si mesmas, princípios que poderiam libertar o ser dos processos mecânicos da máquina. Segundo Gurdjieff (1991) o estudo das Leis Cósmicas terminaria por gerar em nós a "propriedade divina" da "imparcialidade". Para compreender melhor esse termo, sugerimos a leitura do tópico "Técnicas do Quarto Caminho: a Auto-observação".

Se observarmos o desenho do eneagrama com atenção perceberemos que o segundo choque está, aparentemente no local errado, pois ele deveria estar entre Si e Dó e no entanto, ele aparece entre Sol e Lá.

Na verdade, depois que uma oitava se iniciou, se o primeiro choque for corretamente dado, nesse ponto (número 3) começará o desenvolvimento de uma segunda oitava paralela à primeira, onde o ponto 6 da primeira oitava (choque) corresponderia ao ponto 3 da segunda oitava, o ponto de choque (Ouspensky 1993) - veja figura ao lado. Sempre que iniciamos um evento muitas outras oitavas paralelas se desenvolvem, levando-nos, se tudo der certo, a uma espiral em direção a objetivos cada vez mais amplos. Por exemplo, o estudo de um livro muito difícil mas muito importante, pode gerar uma segunda oitava paralela, por exemplo, da formação de um grupo que se dispõe a estudá-lo. Desse estudo outras oitavas podem se desenvolver com as propostas de trabalhos práticos que o grupo pode executar com a finalidade de experienciar as idéias do livro. Uma outra oitava pode surgir se o grupo decidir fazer um trabalho que leve as idéias do livro para fora do contexto do grupo, por exemplo, através de uma peça teatral. Uma outra oitava surgiria então envolvendo as pessoas que entrariam em contato com essa peça, culminando em outra oitava da formação de um novo grupo de estudos, por exemplo, e assim por diante.

Até agora falamos apenas do percurso "externo" do eneagrama que vai do ponto 1 seqüencialmente até o ponto 9 (ou de Dó a Dó). Existe porém um segundo caminho que é o caminho "interno" cuja seqüência é a interna, ou seja a dos números que formam a dízima periódica 142857. Esse caminho indica a direção e o fluxo de influências dentro da própria estrutura.

O caminho externo, portanto, é fundamentado pela Lei das Oitavas, enquanto que o interno o é, pela Lei de Três. Analisando cada ponto em separado, pelo caminho interno, notamos que ele se liga à outros 2 pontos. Cada um desses pontos irá interagir com o ponto de análise, de forma a complementar o evento, seja mandando ou recebendo energia. O ponto central é o local onde as informações são recebidas, elaboradas e enviadas para o próximo ponto, gerando uma energia adicional que dará condições para a continuação do processo.

Podemos tentar entender isso usando o eneagrama dos dias da semana. Cada dia liga-se, pelo caminho interno, à outros 2 pontos. Assim, na segunda feira eu recebo as influências dos acontecimentos da sexta feira da semana passada e que repercutirão na próxima quarta feira. Portanto, o ponto central é o Neutralizador do processo, uma vez que é aí que se pode interferir e causar modificações, colocando ou retirando energia para que a oitava (caminho externo) se feche.

Se o ponto central é o ponto onde devemos interferir, isso significa que ele representa o momento presente. E neste instante, temos a possibilidade de estarmos interligados com o passado e o futuro ao mesmo tempo. Assim, dizemos que cada evento ocorre simultaneamente no passado-presente-futuro. Devemos compreender que o passado já se foi e que o futuro ainda não existe. Assim sendo, o único momento que realmente conta é o momento presente; ele existe como uma continuação do passado e poderá evidentemente, determinar os acontecimentos futuros. Com a ajuda do eneagrama podemos localizar que lugar do passado e do futuro devemos analisar, interferir ou não, para realizar algo desejado, com eficiência e com o menor dispêndio de energia possível. A energia que sobra, poderá então ser utilizada para os pontos de choque das oitavas paralelas.

O eneagrama também é usado associado à técnica dos "Movimentos" (ver Técnicas do Quarto Caminho). Gurdjieff enfatizava muito essa técnica onde os Movimentos eram feitos em grupo e seguiam o caminho interno, externo ou ambos, dependendo do Movimento. Um exemplo disso é o Eneagrama das Emoções onde a cada ponto se associa um postura física com a geração de uma emoção, sendo que nos pontos de choque as emoções associadas são caracterizadas por uma "estranheza" em termos das emoções do Centro Motor. Geralmente são emoções não-polares e possibilitam a oportunidade do indivíduo desenvolver novas "atitudes emocionais" frente a si mesmo e à realidade. Além da seqüência externa das emoções temos também uma interna, onde observamos como cada emoção influencia e é influenciada pela emoção seguinte.

Além disso, o eneagrama também está associado a cerimônia de "Giros Dervixes" em algumas Ordens Sufis, onde 9 dervixes se situam nos 9 pontos do eneagrama. Os praticantes desse tipo de ritual buscam compreender o eneagrama através da "dança consciente", pois é durante a prática que surgem a eles os insights básicos que revelam os segredos desse símbolo.
Inicialmente, o eneagrama parece ter sido usado apenas em situações de aprendizado, seja pelos indivíduos envolvidos, por grupos ou para analisar a própria estrutura da Escola ou ensinamento. Atualmente, com a crescente divulgação dos trabalhos de Gurdjieff e de seus discípulos, o eneagrama passou a ser aplicado em outras áreas tais como, a psicologia, com a teoria dos "tipos psicológicos" (com Oscar Ichazo, Claudio Naranjo) ou em atividades empresariais (Godo 1995 - 3). Porém ele pode ser aplicado em todos os fenômenos observados pois segue leis que permeiam a vida como um todo. Vários autores se dedicaram intensamente ao estudo desse símbolo e suas aplicações práticas, como por exemplo I.B. Popoff (1978) e J.G.Benett (1983).

Bibliografia

Autoria: Grupo Sol - Instituto Nokhooja

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

The Enneagram Type Indicator Sampler Results
(RHETI Version 2.0)

 

 

Questionnaire Date        1/5/2005 7:05:21 PM

 

 

 

 

 

 

The following numerical scores are calculated from your answers to the Sampler questionnaire. You may want to print this page for reference before leaving the page, as you cannot return to the results (except with the "Back" button) without retaking the test.

 

 

 

 

 

Type 1

Type 2

Type 3

Type 4

Type 5

Type 6

Type 7

Type 8

Type 9

2

5

5

4

2

4

8

4

2

 

 

 

 

These same results reported in a histogram.

 

 

Type 1

Type 2

Type 3

Type 4

Type 5

Type 6

Type 7

Type 8

Type 9

 

 

 

Click the Type Name link above for a profile of each Type. Brief descriptions are provided below.

You may print this graph out, but you MUST DO IT AT THIS TIME. You cannot go back once you have left the test results page!

 

 

 

 

Notes on the Results

 

 

Based entirely on highest score, you appear to have Type 7 personality characteristics.

You answered 36 questions out of 36. This is what your type appears to be given the number of questions answered. For best results, you should answer all questions that apply. Use your browser's Back button to continue with the questionnaire if you have not done so.

If you have a homepage or a weblog where you would like to show others that you are an Enneagram Type Seven, you can place this image on your site:

Enneagram Test

Enneagram Test

To do this, just copy the following HTML:

Male

Female

If you feel that you are different type, you can find the appropriate image and HTML with its type description.

Would you like a copy of the RHETI Sampler test to host on your website? Details.

 

 

 

 

 

Brief Type Descriptions

Detailed 2,800+ word reports for all types (with new material on relationships, the Instincts, personal growth, and more) are provided with the full Riso-Hudson Enneagram Type Indicator, and in our books. See a free, complete expanded type description of Type Eight ("The Challenger") as a sample.

 

 

 

Type One
The Reformer

The principled, idealistic type. Ones are conscientious and ethical, with a strong sense of right and wrong. They are teachers, crusaders, and advocates for change: always striving to improve things, but afraid of making a mistake. Well-organized, orderly, and fastidious, they try to maintain high standards, but can slip into being critical and perfectionistic. They typically have problems with resentment and impatience. At their Best: wise, discerning, realistic, and noble. Can be morally heroic..

Type Two
The Helper

The caring, interpersonal type. Twos are empathetic, sincere, and warm-hearted. They are friendly, generous, and self-sacrificing, but can also be sentimental, flattering, and people-pleasing. They are well-meaning and driven to be close to others, but can slip into doing things for others in order to be needed. They typically have problems with possessiveness and with acknowledging their own needs. At their Best: unselfish and altruistic, they have unconditional love for others.

Type Three
The Achiever

The adaptable, success-oriented type. Threes are self-assured, attractive, and charming. Ambitious, competent, and energetic, they can also be status-conscious and highly driven for advancement. They are diplomatic and poised, but can also be overly concerned with their image and what others think of them. They typically have problems with workaholism and competitiveness. At their Best:: self-accepting, authentic, everything they seem to be—role models who inspire others.

Type Four
The Individualist

The introspective, romantic type. Fours are self-aware, sensitive, and reserved. They are emotionally honest, creative, and personal, but can also be moody and self-conscious. Withholding themselves from others due to feeling vulnerable and defective, they can also feel disdainful and exempt from ordinary ways of living. They typically have problems with melancholy, self-indulgence, and self-pity. At their Best: inspired and highly creative, they are able to renew themselves and transform their experiences.

Type Five
The Investigator

The perceptive, cerebral type. Fives are alert, insightful, and curious. They are able to concentrate and focus on developing complex ideas and skills. Independent, innovative, and inventive, they can also become preoccupied with their thoughts and imaginary constructs. They become detached, yet high-strung and intense. They typically have problems with eccentricity, nihilism, and isolation. At their Best: visionary pioneers, often ahead of their time, and able to see the world in an entirely new way.

Type Six
The Loyalist

The committed, security-oriented type. Sixes are reliable, hard-working, responsible, and trustworthy. Excellent "troubleshooters," they foresee problems and foster cooperation, but can also become defensive, evasive, and anxious—running on stress while complaining about it. They can be cautious and indecisive, but also reactive, defiant and rebellious. They typically have problems with self-doubt and suspicion. At their Best: internally stable and self-reliant, courageously championing themselves and others.

Type Seven
The Enthusiast
The busy, productive type. Sevens are extroverted, optimistic, versatile, and spontaneous. Playful, high-spirited, and practical, they can also misapply their many talents, becoming over-extended, scattered, and undisciplined. They constantly seek new and exciting experiences, but can become distracted and exhausted by staying on the go. They typically have problems with impatience and impulsiveness. At their Best: they focus their talents on worthwhile goals, becoming appreciative, joyous, and satisfied.

Type Eight
The Challenger

The powerful, aggressive type. Eights are self-confident, strong, and assertive. Protective, resourceful, straight-talking, and decisive, but can also be ego-centric and domineering. Eights feel they must control their environment, especially people, sometimes becoming confrontational and intimidating. Eights typically have problems with their tempers and with allowing themselves to be vulnerable. At their Best: self-mastering, they use their strength to improve others' lives, becoming heroic, magnanimous, and inspiring.

Type Nine
The Peacemaker

The easy-going, self-effacing type. Nines are accepting, trusting, and stable. They are usually creative, optimistic, and supportive, but can also be too willing to go along with others to keep the peace. They want everything to go smoothly and be without conflict, but they can also tend to be complacent, simplifying problems and minimizing anything upsetting. They typically have problems with inertia and stubbornness. At their Best: indomitable and all-embracing, they are able to bring people together and heal conflicts.

See the summaries of the Enneagram types for longer descriptions of the nine types. Complete type descriptions are provided with the full RHETI Enneagram Test, and in our books. See a free, complete expanded type description of Type Eight ("The Challenger") as a sample.

What Next?
Now that you have a basic idea of the Enneagram personality typing system, and an idea of what your Enneagram type may be, we recommend that you go on to take the full
Riso-Hudson Enneagram Type Indicator (RHETI). This scientifically validated test is much more accurate in determining your Enneagram type than the short test you have just taken, and it also provides you with a complete description of your Enneagram type, as well as complete descriptions of the other types. You can see how much more extensive these complete descriptions are by comparing this sample description to the brief type descriptions provided with our free Enneagram test.

If you feel confident that you know what your Enneagram type is, we recommend that you explore the Instinctual Variants of the Enneagram types. Our Instinctual Variants Questionnaire (IVQ) is the world’s only test for this aspect of the Enneagram personality system. The Instinctual Variants explain a great deal of the differences within each Enneagram type and provide important insights into relationship compatibility.

Take the RHETI now.

Take the IVQ now.

 

 

 

 

 

If you want to understand your results and the Enneagram better, see our How the System Works page, and see Interpreting Your RHETI Test Scores to get a deeper understanding of your results.

For more indepth analysis, you can take the complete 145-question RHETI found in Discovering Your Personality Type and a self-scoring Offprint (Version 2.5) is available from The Enneagram Institute (How to Order the RHETI).

 

Have the free RHETI Sampler on your own website to introduce your visitors to the Enneagram and help them discover their personality type.

Until September 1, 2003 we are waiving our one-time set-up fee for the RHETI Sampler. Simply return a completed copy of our RHETI Sampler Application Form, and once your site is approved, we will email you the RHETI Sampler Installation package, which includes instructions for your webmaster.

 

Visit our Guestbook on this site to give us your feedback about the RHETI Sampler.

 

 

 

 

 

 

Enneagram Type 1

 

 

 

 

 

 

 

1
THE REFORMER
Enneagram Type One

 

 

 

Enneagram Type One

 

Enneagram Type One

 

 

 

 

 

 

 

 

The Rational, Idealistic Type:
Principled, Purposeful, Self-Controlled, and Perfectionistic

Basic Fear: Of being corrupt/evil, defective
Basic Desire: To be good, to have integrity, to be balanced
Enneagram One with a Nine-Wing: "The Idealist"
Enneagram One with a Two-Wing: "The Advocate"

Profile Summary for the Enneagram Type One

Healthy: Conscientious with strong personal convictions: they have an intense sense of right and wrong, personal religious and moral values. Wish to be rational, reasonable, self-disciplined, mature, moderate in all things. / Extremely principled, always want to be fair, objective, and ethical: truth and justice primary values. Sense of responsibility, personal integrity, and of having a higher purpose often make them teachers and witnesses to the truth. At Their Best: Become extraordinarily wise and discerning. By accepting what is, they become transcendentally realistic, knowing the best action to take in each moment. Humane, inspiring, and hopeful: the truth will be heard.

Average: Dissatisfied with reality, they become high-minded idealists, feeling that it is up to them to improve everything: crusaders, advocates, critics. Into "causes" and explaining to others how things "ought" to be. / Afraid of making a mistake: everything must be consistent with their ideals. Become orderly and well-organized, but impersonal, puritanical, emotionally constricted, rigidly keeping their feelings and impulses in check. Often workaholics — "anal-compulsive," punctual, pedantic, and fastidious. / Highly critical both of self and others: picky, judgmental, perfectionistic. Very opinionated about everything: correcting people and badgering them to "do the right thing"—as they see it. Impatient, never satisfied with anything unless it is done according to their prescriptions. Moralizing, scolding, abrasive, and indignantly angry.

Unhealthy: Can be highly dogmatic, self-righteous, intolerant, and inflexible. Begin dealing in absolutes: they alone know "The Truth." Everyone else is wrong: very severe in judgments, while rationalizing own actions. / Become obsessive about imperfection and the wrong-doing of others, although they may fall into contradictory actions, hypocritically doing the opposite of what they preach. / Become condemnatory toward others, punitive and cruel to rid themselves of "wrong-doers." Severe depressions, nervous breakdowns, and suicide attempts are likely. Generally corresponds to the Obsessive-Compulsive and Depressive personality disorders.

Key Motivations: Want to be right, to strive higher and improve everything, to be consistent with their ideals, to justify themselves, to be beyond criticism so as not to be condemned by anyone.

Examples: Mahatma Gandhi, Hilary Clinton, Al Gore, John Paul II, Sandra Day O'Connor, John Bradshaw, Bill Moyers, Martha Stewart, Ralph Nader, Katherine Hepburn, Harrison Ford, Vanessa Redgrave, Jane Fonda, Meryl Streep, George Harrison, Céline Dion, Joan Baez, George Bernard Shaw, Noam Chomsky, Michael Dukakis, Margaret Thatcher, Rudolph Guliani, Jerry Brown, Jane Curtin, Gene Siskel, William F. Buckley, Kenneth Starr, The "Church Lady" (Saturday Night Live), and "Mr. Spock" (Star Trek).

Enneagram Ones and:

All nine 2,800+ word expanded type descriptions are available to purchasers of the online RHETI Enneagram test. For a free sample, see the expanded description of Type Eight ("The Challenger"). These descriptions contain new materials on relationships, personal growth, Levels of Development, and more. For the most complete type descriptions available anywhere, see our books, particularly Personality Types and The Wisdom of the Enneagram.

Learn More
Make sure you have
Personality Types, the most complete, in-depth, systematic treatment of the nine types and the Enneagram system as a whole.
Buy from Amazon.com

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

 

Tell Others You Are an Enneagram Type One

If you have a homepage or a weblog where you would like to show others that you are an Enneagram Type One, you can place one of these images on your site:

 

 

 

Type1

 

Type1

 

To do this, just copy the following code.

Lefthand (male):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type1M.gif" border=0 alt="Enneagram"></a>free enneagram test</center>

Righthand (female):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type1F.gif" border=0 alt="Enneagram"></a>free enneagram test</center>

 

 

 

           

 

 

Enneagram Type Two

 

 

 

 

 

2

THE HELPER
Enneagram Type Two

 

 

Enneagram Type Two

 

Enneagram Type Two

 

 

 

 

 

 

The Caring, Interpersonal Type:
Generous, Demonstrative, People-Pleasing, and Possessive

Basic Fear: Of being unwanted, unworthy of being loved
Basic Desire: To feel loved
Enneagram Two with a One-Wing: "Servant"
Enneagram Two with a Three-Wing: "The Host/Hostess"

Healthy: Empathetic, compassionate, feeling for others. Caring and concerned about their needs. Thoughtful, warm-hearted, forgiving and sincere. / Encouraging and appreciative, able to see the good in others. Service is important, but takes care of self too: they are nurturing, generous, and giving — a truly loving person. At Their Best: Become deeply unselfish, humble, and altruistic: giving unconditional love to self and others. Feel it is a privilege to be in their lives of others.

Average: Want to be closer to others, so start "people pleasing", becoming overly friendly, emotionally demonstrative, and full of "good intentions" about everything. Give seductive attention: approval, "strokes," flattery. Love their supreme value, and they talk about it constantly. / Become overly intimate and intrusive: they need to be needed, so they hover, meddle, and control in the name of love. Want others to depend on them: give, but expect a return: send double messages. Enveloping and possessive: the codependent, self-sacrificial person who cannot do enough for others — wearing themselves out for everyone, creating needs for themselves to fulfill. / Increasingly self-important and self-satisfied, feel they are indispensable, although they overrate their efforts in others' behalf. Hypochondria, becoming a "martyr" for others. Overbearing, patronizing, presumptuous.

Unhealthy: Can be manipulative and self-serving, instilling guilt by telling others how much they owe them and make them suffer. Abuse food and medication to "stuff feelings" and get sympathy. Undermine people, making belittling, disparaging remarks. Extremely self-deceptive about their motives and how aggressive and/or selfish their behavior is. / Domineering and coercive: feel entitled to get anything they want from others: the repayment of old debts, money, sexual favors. / Able to excuse and rationalize what they do since they feel abused and victimized by others and are bitterly resentful and angry. Somatization of their aggressions result in chronic health problems as they vindicate themselves by "falling apart" and burdening others. Generally corresponds to the Histrionic Personality Disorder and Factitious Disorder.

Key Motivations: Want to be loved, to express their feelings for others, to be needed and appreciated, to get others to respond to them, to vindicate their claims about themselves.

Examples: Mother Teresa, Barbara Bush, Eleanor Roosevelt, Leo Buscaglia, Monica Lewinsky, Bill Cosby, Barry Manilow, Lionel Richie, Kenny G., Luciano Pavarotti, Lillian Carter, Sammy Davis, Jr., Martin Sheen, Robert Fulghum, Alan Alda, Richard Thomas, Jack Paar, Sally Jessy Raphael, Bishop Desmond Tutu, Ann Landers, "Melanie Hamilton" (Gone With the Wind). and "Dr. McCoy" (Star Trek).

Enneagram Twos and:

All nine 2,800+ word expanded type descriptions are available to purchasers of the online RHETI Enneagram test. For a free sample, see the expanded description of Type Eight ("The Challenger"). These descriptions contain new materials on relationships, personal growth, Levels of Development, and more. For the most complete type descriptions available anywhere, see our books, particularly Personality Types and The Wisdom of the Enneagram.

Learn More
Make sure you have
Personality Types, the most complete, in-depth, systematic treatment of the nine types and the Enneagram system as a whole.
Buy from Amazon.com

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

 

 

Tell Others You Are an Enneagram Type Two

If you have a homepage or a weblog where you would like to show others that you are an Enneagram Type Two, you can place one of these images on your site:

 

 

 

Type2

 

Type2

 

To do this, just copy the following code.

Lefthand (male):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type2M.gif" border=0 alt="Enneagram"></a>free enneagram test</center>

Righthand (female):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type2F.gif" border=0 alt="Enneagram"></a>free enneagram test</center>

 

 

 

 

3

THE ACHIEVER
Enneagram Type Three

 

 

Enneagram Type Three

 

Enneagram Type Three

 

 

 

 

 

 

The Success-Oriented, Pragmatic Type:
Adaptable, Excelling, Driven, and Image-Conscious

Basic Fear: Of being worthless
Basic Desire: To feel valuable and worthwhile
Enneagram Three with a Two-Wing: "The Charmer"
Enneagram Three with a Four-Wing: "The Professional"

Profile Summary for the Enneagram Type Three

Healthy: Self-assured, energetic, and competent with high self-esteem: they believe in themselves and their own value. Adaptable, desirable, charming, and gracious. / Ambitious to improve themselves, to be "the best they can be" — often become outstanding, a human ideal, embodying widely admired cultural qualities. Highly effective: others are motivated to be like them in some positive way. At Their Best: Self-accepting, inner-directed, and authentic, everything they seem to be. Modest and charitable, self-deprecatory humor and a fullness of heart emerge. Gentle and benevolent.

Average: Highly concerned with their performance, doing their job well, constantly driving self to achieve goals as if self-worth depends on it. Terrified of failure. Compare self with others in search for status and success. Become careerists, social climbers, invested in exclusivity and being the "best." / Become image-conscious, highly concerned with how they are perceived. Begin to package themselves according to the expectations of others and what they need to do to be successful. Pragmatic and efficient, but also premeditated, losing touch with their own feelings beneath a smooth facade. Problems with intimacy, credibility, and "phoniness" emerge. / Want to impress others with their superiority: constantly promoting themselves, making themselves sound better than they really are. Narcissistic, with grandiose, inflated notions about themselves and their talents. Exhibitionistic and seductive, as if saying "Look at me!" Arrogance and contempt for others is a defense against feeling jealous of others and their success.

Unhealthy: Fearing failure and humiliation, they can be exploitative and opportunistic, covetous of the success of others, and willing to do "whatever it takes" to preserve the illusion of their superiority. / Devious and deceptive so that their mistakes and wrongdoings will not be exposed. Untrustworthy, maliciously betraying or sabotaging people to triumph over them. Delusionally jealous of others / Become vindictive, attempting to ruin others' happiness. Relentless, obsessive about destroying whatever reminds them of their own shortcomings and failures. Psychopathic, murder. Generally corresponds to the Narcissistic Personality Disorder.

Key Motivations: Want to be affirmed, to distinguish themselves from others, to have attention, to be admired, and to impress others.

Examples:
Bill Clinton, Oprah Winfrey, Jane Pauley, Michael Landon, Tony Robbins, Tom Cruise, Barbra Streisand, Sharon Stone, Madonna, Shirley MacLaine, Sting, Paul McCartney, Dick Clark, Whitney Houston, Ted Danson, Micheal Jordan, Shania Twain, Sylvester Stallone, Arnold Schwarznegger, Billy Dee Williams, Kathy Lee Gifford, Truman Capote, and O.J. Simpson.

Enneagram Threes and:

All nine 2,800+ word expanded type descriptions are available to purchasers of the online RHETI Enneagram test. For a free sample, see the expanded description of Type Eight ("The Challenger"). These descriptions contain new materials on relationships, personal growth, Levels of Development, and more. For the most complete type descriptions available anywhere, see our books, particularly Personality Types and The Wisdom of the Enneagram.

Learn More
Make sure you have
Personality Types, the most complete, in-depth, systematic treatment of the nine types and the Enneagram system as a whole.
Buy from Amazon.com

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

 

 

Tell Others You Are an Enneagram Type Three

If you have a homepage or a weblog where you would like to show others that you are an Enneagram Type Three, you can place one of these images on your site:

 

 

 

Type3

 

Type3

 

To do this, just copy the following code.

Lefthand (male):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type3M.gif" border=0 alt="Enneagram"></a>free enneagram test</center>

Righthand (female):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type3F.gif" border=0 alt="Enneagram"></a>free enneagram test</center>

 

 

 

 

Enneagram Type 4

 

 

 

 

 

4

THE INDIVIDUALIST
Enneagram Type Four

 

 

Enneagram Type 4

 

Enneagram Type Four

 

 

 

 

 

 

The Sensitive, Withdrawn Type:
Expressive, Dramatic, Self-Absorbed, and Temperamental

Basic Fear: That they have no identity or personal significance
Basic Desire: To find themselves and their significance (to create an identity)
Enneagram Four with a Three-Wing: "The Aristocrat"
Enneagram Four with a Five-Wing: "The Bohemian"

Profile Summary for the Enneagram Type Four

Healthy: Self-aware, introspective, on the "search for self," aware of feelings and inner impulses. Sensitive and intuitive both to self and others: gentle, tactful, compassionate. / Highly personal, individualistic, "true to self." Self-revealing, emotionally honest, humane. Ironic view of self and life: can be serious and funny, vulnerable and emotionally strong. At Their Best: Profoundly creative, expressing the personal and the universal, possibly in a work of art. Inspired, self-renewing and regenerating: able to transform all their experiences into something valuable: self-creative.

Average: Take an artistic, romantic orientation to life, creating a beautiful, aesthetic environment to cultivate and prolong personal feelings. Heighten reality through fantasy, passionate feelings, and the imagination. / To stay in touch with feelings, they interiorize everything, taking everything personally, but become self-absorbed and introverted, moody and hypersensitive, shy and self-conscious, unable to be spontaneous or to "get out of themselves." Stay withdrawn to protect their self-image and to buy time to sort out feelings. / Gradually think that they are different from others, and feel that they are exempt from living as everyone else does. They become melancholy dreamers, disdainful, decadent, and sensual, living in a fantasy world. Self-pity and envy of others leads to self-indulgence, and to becoming increasingly impractical, unproductive, effete, and precious.

Unhealthy: When dreams fail, become self-inhibiting and angry at self, depressed and alienated from self and others, blocked and emotionally paralyzed. Ashamed of self, fatigued and unable to function. / Tormented by delusional self-contempt, self-reproaches, self-hatred, and morbid thoughts: everything is a source of torment. Blaming others, they drive away anyone who tries to help them. / Despairing, feel hopeless and become self-destructive, possibly abusing alcohol or drugs to escape. In the extreme: emotional breakdown or suicide is likely. Generally corresponds to the Avoidant, Depressive, and Narcissistic personality disorders.

Key Motivations: Want to express themselves and their individuality, to create and surround themselves with beauty, to maintain certain moods and feelings, to withdraw to protect their self-image, to take care of emotional needs before attending to anything else, to attract a "rescuer".

Examples: Ingmar Bergman, Alan Watts, Sarah McLachlan, Alanis Morrisette, Paul Simon, Jeremy Irons, Patrick Stewart, Joseph Fiennes, Martha Graham, Bob Dylan, Miles Davis, Johnny Depp, Anne Rice, Rudolph Nureyev, J.D. Salinger, Anaîs Nin, Marcel Proust, Maria Callas, Tennessee Williams, Edgar Allan Poe, Annie Lennox, Prince, Michael Jackson, Virginia Woolf, Judy Garland, "Blanche DuBois" (Streetcar Named Desire).

Enneagram Fours and:

All nine 2,800+ word expanded type descriptions are available to purchasers of the online RHETI Enneagram test. For a free sample, see the expanded description of Type Eight ("The Challenger"). These descriptions contain new materials on relationships, personal growth, Levels of Development, and more. For the most complete type descriptions available anywhere, see our books, particularly Personality Types and The Wisdom of the Enneagram.

Learn More
Make sure you have
Personality Types, the most complete, in-depth, systematic treatment of the nine types and the Enneagram system as a whole.
Buy from Amazon.com

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

 

 

Tell Others You Are an Enneagram Type Four

If you have a homepage or a weblog where you would like to show others that you are an Enneagram Type Four, you can place one of these images on your site:

 

 

 

Type4

 

Type4

 

To do this, just copy the following code.

Lefthand (male):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type4M.gif" border=0 alt="Enneagram"></a>free enneagram test</center>

Righthand (female):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type4F.gif" border=0 alt="Enneagram"></a>free enneagram test</center>

 

 

 

5

THE INVESTIGATOR
Enneagram Type Five

 

 

Enneagram Type Five

 

Enneagram Type 5

 

 

 

 

 

 

The Intense, Cerebral Type:
Perceptive, Innovative, Secretive, and Isolated

Basic Fear: Being useless, helpless, or incapable
Basic Desire: To be capable and competent
Enneagram Five with a Four-Wing: "The Iconoclast"
Enneagram Five with a Six-Wing: "The Problem Solver"

Profile Summary for the Enneagram Type Five

Healthy: Observe everything with extraordinary perceptiveness and insight. Most mentally alert, curious, searching intelligence: nothing escapes their notice. Foresight and prediction. Able to concentrate: become engrossed in what has caught their attention. / Attain skillful mastery of whatever interests them. Excited by knowledge: often become expert in some field. Innovative and inventive, producing extremely valuable, original works. Highly independent, idiosyncratic, and whimsical. At Their Best: Become visionaries, broadly comprehending the world while penetrating it profoundly. Open-minded, take things in whole, in their true context. Make pioneering discoveries and find entirely new ways of doing and perceiving things.

Average: Begin conceptualizing and fine-tuning everything before acting — working things out in their minds: model building, preparing, practicing, and gathering more resources. Studious, acquiring technique. Become specialized, and often "intellectual," often challenging accepted ways of doing things. / Increasingly detached as they become involved with complicated ideas or imaginary worlds. Become preoccupied with their visions and interpretations rather than reality. Are fascinated by off-beat, esoteric subjects, even those involving dark and disturbing elements. Detached from the practical world, a "disembodied mind," although high-strung and intense. / Begin to take an antagonistic stance toward anything which would interfere with their inner world and personal vision. Become provocative and abrasive, with intentionally extreme and radical views. Cynical and argumentative.

Unhealthy: Become reclusive and isolated from reality, eccentric and nihilistic. Highly unstable and fearful of aggressions: they reject and repulse others and all social attachments. / Get obsessed yet frightened by their threatening ideas, becoming horrified, delirious, and prey to gross distortions and phobias. / Seeking oblivion, they may commit suicide or have a psychotic break with reality. Deranged, explosively self-destructive, with schizophrenic overtones. Generally corresponds to the Schizoid Avoidant and Schizotypal personality disorders.

Key Motivations: Want to possess knowledge, to understand the environment, to have everything figured out as a way of defending the self from threats from the environment.

Examples:
Albert Einstein, Stephen Hawking, Bill Gates, Georgia O'Keefe, Stanley Kubrick, John Lennon, Lily Tomlin, Gary Larson, Laurie Anderson, Merce Cunningham, Meredith Monk, James Joyce, Bjšrk, Susan Sontag, Emily Dickenson, Agatha Christie, Ursula K. LeGuin, Jane Goodall, Glenn Gould, John Cage, Bobby Fischer, Tim Burton, David Lynch, Stephen King, Clive Barker, Trent Reznor, Friedrich Nietzsche, Vincent Van Gogh, Kurt Cobain, and "Fox Mulder" (X Files).

Enneagram Fives and:

All nine 2,800+ word expanded type descriptions are available to purchasers of the online RHETI Enneagram test. For a free sample, see the expanded description of Type Eight ("The Challenger"). These descriptions contain new materials on relationships, personal growth, Levels of Development, and more. For the most complete type descriptions available anywhere, see our books, particularly Personality Types and The Wisdom of the Enneagram.

Learn More
Make sure you have
Personality Types, the most complete, in-depth, systematic treatment of the nine types and the Enneagram system as a whole.
Buy from Amazon.com

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

 

 

Tell Others You Are an Enneagram Type Five

If you have a homepage or a weblog where you would like to show others that you are an Enneagram Type Five, you can place one of these images on your site:

 

 

 

Type5

 

Type5

 

To do this, just copy the following code.

Lefthand (male):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type5M.gif" border=0 alt="Enneagram"></a>free enneagram test</center>

Righthand (female):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type5F.gif" border=0 alt="Enneagram"></a>free enneagram test</center

 

 

       

 

 

Enneagram Type 6

 

 

 

 

 

6

THE LOYALIST
Enneagram Type Six

 

 

Enneagram Type Six

 

Enneagram Type Six

 

 

 

 

 

 

The Committed, Security-Oriented Type:
Engaging, Responsible, Anxious, and Suspicious

Basic Fear: Of being without support and guidance
Basic Desire: To have security and support
Enneagram Six with a Five-Wing: "The Defender"
Enneagram Six with a Seven-Wing: "The Buddy"

Profile Summary for the Enneagram Type Six

Healthy: Able to elicit strong emotional responses from others: very appealing, endearing, lovable, affectionate. Trust important: bonding with others, forming permanent relationships and alliances. / Dedicated to individuals and movements in which they deeply believe. Community builders: responsible, reliable, trustworthy. Hard-working and persevering, sacrificing for others, they create stability and security in their world, bringing a cooperative spirit. At Their Best: Become self-affirming, trusting of self and others, independent yet symbiotically interdependent and cooperative as an equal. Belief in self leads to true courage, positive thinking, leadership, and rich self-expression.

Average: Start investing their time and energy into whatever they believe will be safe and stable. Organizing and structuring, they look to alliances and authorities for security and continuity. Constantly vigilant, anticipating problems. / To resist having more demands made on them, they react against others passive-aggressively. Become evasive, indecisive, cautious, procrastinating, and ambivalent. Are highly reactive, anxious, and negative, giving contradictory, "mixed signals." Internal confusion makes them react unpredictably. / To compensate for insecurities, they become sarcastic and belligerent, blaming others for their problems, taking a tough stance toward "outsiders." Highly reactive and defensive, dividing people into friends and enemies, while looking for threats to their own security. Authoritarian while fearful of authority, highly suspicious, yet, conspiratorial, and fear-instilling to silence their own fears.

Unhealthy: Fearing that they have ruined their security, they become panicky, volatile, and self-disparaging with acute inferiority feelings. Seeing themselves as defenseless, they seek out a stronger authority or belief to resolve all problems. Highly divisive, disparaging and berating others / Feeling persecuted, that others are "out to get them," they lash-out and act irrationally, bringing about what they fear. Fanaticism, violence. / Hysterical, and seeking to escape punishment, they become self-destructive and suicidal. Alcoholism, drug overdoses, "skid row," self-abasing behavior. Generally corresponds to the Passive-Aggressive and Paranoid personality disorders.

Key Motivations:
Want to have security, to feel supported by others, to have certitude and reassurance, to test the attitudes of others toward them, to fight against anxiety and insecurity.

Examples:
Robert F. Kennedy, Malcolm X, Princess Diana, George H. W. Bush, Tom Hanks, Bruce Springsteen, Candice Bergen, Gilda Radner, Meg Ryan, Helen Hunt, Mel Gibson, Patrick Swayze, Julia Roberts, Phil Donahue, Jay Leno, John Goodman, Diane Keaton, Woody Allen, David Letterman, Andy Rooney, Jessica Lange, Tom Clancy, J. Edgar Hoover, Richard Nixon, and "George Costanza" (Seinfeld).

Enneagram Sixes and:

All nine 2,800+ word expanded type descriptions are available to purchasers of the online RHETI Enneagram test. For a free sample, see the expanded description of Type Eight ("The Challenger"). These descriptions contain new materials on relationships, personal growth, Levels of Development, and more. For the most complete type descriptions available anywhere, see our books, particularly Personality Types and The Wisdom of the Enneagram.

Learn More
Make sure you have
Personality Types, the most complete, in-depth, systematic treatment of the nine types and the Enneagram system as a whole.
Buy from Amazon.com

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

 

 

Tell Others You Are an Enneagram Type Six

If you have a homepage or a weblog where you would like to show others that you are an Enneagram Type Six, you can place one of these images on your site:

 

 

 

Type6

 

Type6

 

To do this, just copy the following code.

Lefthand (male):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type6M.gif" border=0 alt="Enneagram"></a>free enneagram test</center>

Righthand (female):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type6F.gif" border=0 alt="Enneagram"></a>free enneagram test</center>

 

 

 

Enneagram Type 7

 

 

 

 

 

7

THE ENTHUSIAST
Enneagram Type Seven

 

 

Enneagram Type Seven

 

Enneagram Type Seven

 

 

 

 

 

The Busy, Fun-Loving Type:
Spontaneous, Versatile, Acquisitive, and Scattered

Basic Fear: Of being deprived and in pain
Basic Desire: To be satisfied and content — to have their needs fulfilled
Enneagram Seven with a Six-Wing: "The Entertainer"
Enneagram Seven with an Eight-Wing: "The Realist"

Profile Summary for the Enneagram Type Seven

Healthy: Highly responsive, excitable, enthusiastic about sensation and experience. Most extroverted type: stimuli bring immediate responses — they find everything invigorating. Lively, vivacious, eager, spontaneous, resilient, cheerful. / Easily become accomplished achievers, generalists who do many different things well: multi-talented. Practical, productive, usually prolific, cross-fertilizing areas of interest. At Their Best: Assimilate experiences in depth, making them deeply grateful and appreciative for what they have. Become awed by the simple wonders of life: joyous and ecstatic. Intimations of spiritual reality, of the boundless goodness of life.

Average: As restlessness increases, want to have more options and choices available to them. Become adventurous and "worldly wise," but less focused, constantly seeking new things and experiences: the sophisticate, connoisseur, and consumer. Money, variety, keeping up with the latest trends important. / Unable to discriminate what they really need, become hyperactive, unable to say "no" to themselves, throwing self into constant activity. Uninhibited, doing and saying whatever comes to mind: storytelling, flamboyant exaggerations, witty wise-cracking, performing. Fear being bored: in perpetual motion, but do too many things — many ideas but little follow through. / Get into conspicuous consumption and all forms of excess. Self-centered, materialistic, and greedy, never feeling that they have enough. Demanding and pushy, yet unsatisfied and jaded. Addictive, hardened, and insensitive.

Unhealthy: Desperate to quell their anxieties, can be impulsive and infantile: do not know when to stop. Addictions and excess take their toll: debauched, depraved, dissipated escapists, offensive and abusive. / In flight from self, acting out impulses rather than dealing with anxiety or frustrations: go out of control, into erratic mood swings, and compulsive actions (manias). / Finally, their energy and health is completely spent: become claustrophobic and panic-stricken. Often give up on themselves and life: deep depression and despair, self-destructive overdoses, impulsive suicide. Generally corresponds to the Manic-Depressive and Histrionic personality disorders.

Key Motivations: Want to maintain their freedom and happiness, to avoid missing out on worthwhile experiences, to keep themselves excited and occupied, to avoid and discharge pain.

Examples:
John F. Kennedy, Benjamin Franklin, Leonard Bernstein, Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Elizabeth Taylor, Wolfgang Amadeus Mozart, Steven Spielberg, Federico Fellini, Richard Feynman, Timothy Leary, Robin Williams, Jim Carey, Mike Myers, Cameron Diaz, Bette Midler, Chuck Berry, Elton John, Mick Jagger, Gianni Versace, Liza Minelli, Joan Collins, Malcolm Forbes, Noel Coward, Sarah Ferguson, Larry King, Joan Rivers, Regis Philbin, Howard Stern, John Belushi, and "Auntie Mame" (Mame).

Enneagram Sevens and:

All nine 2,800+ word expanded type descriptions are available to purchasers of the online RHETI Enneagram test. For a free sample, see the expanded description of Type Eight ("The Challenger"). These descriptions contain new materials on relationships, personal growth, Levels of Development, and more. For the most complete type descriptions available anywhere, see our books, particularly Personality Types and The Wisdom of the Enneagram.

Learn More
Make sure you have
Personality Types, the most complete, in-depth, systematic treatment of the nine types and the Enneagram system as a whole.
Buy from Amazon.com

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

 

 

Tell Others You Are an Enneagram Type Seven

If you have a homepage or a weblog where you would like to show others that you are an Enneagram Type Seven, you can place one of these images on your site:

 

 

 

Type7

 

 

Type7

 

To do this, just copy the following code.

Lefthand (male):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type7M.gif" border=0 alt="Enneagram"></a>free enneagram test</center>

Righthand (female):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type7F.gif" border=0 alt="Enneagram"></a>free enneagram test</center>

 

 

         

 

8

THE CHALLENGER
Enneagram Type Eight

 

 

Enneagram Type Eight

 

Enneagram Type Eight

 

 

 

 

 

 

The Powerful, Dominating Type:
Self-Confident, Decisive, Willful, and Confrontational

Basic Fear: Of being harmed or controlled by others
Basic Desire: To protect themselves
(to be in control of their own life and destiny)
Enneagram Eight with a Seven-Wing: "The Maverick"
Enneagram Eight with a Nine-Wing: "The Bear"

Profile Summary for the Enneagram Type Eight

Healthy: Self-assertive, self-confident, and strong: have learned to stand up for what they need and want. A resourceful, "can do" attitude and passionate inner drive. / Decisive, authoritative, and commanding: the natural leader others look up to. Take initiative, make things happen: champion people, provider, protective, and honorable, carrying others with their strength. At Their Best: Become self-restrained and magnanimous, merciful and forbearing, mastering self through their self-surrender to a higher authority. Courageous, willing to put self in serious jeopardy to achieve their vision and have a lasting influence. May achieve true heroism and historical greatness.

Average: Self-sufficiency, financial independence, and having enough resources are important concerns: become enterprising, pragmatic, "rugged individualists," wheeler-dealers. Risk-taking, hardworking, denying own emotional needs. / Begin to dominate their environment, including others: want to feel that others are behind them, supporting their efforts. Swaggering, boastful, forceful, and expansive: the "boss" whose word is law. Proud, egocentric, want to impose their will and vision on everything, not seeing others as equals or treating them with respect. / Become highly combative and intimidating to get their way: confrontational, belligerent, creating adversarial relationships. Everything a test of wills, and they will not back down. Use threats and reprisals to get obedience from others, to keep others off balance and insecure. However, unjust treatment makes others fear and resent them, possibly also band together against them.

Unhealthy: Defying any attempt to control them, become completely ruthless, dictatorial, "might makes right." The criminal and outlaw, renegade, and con-artist. Hard-hearted, immoral and potentially violent. / Develop delusional ideas about their power, invincibility, and ability to prevail: megalomania, feeling omnipotent, invulnerable. Recklessly over-extending self. / If they get in danger, they may brutally destroy everything that has not conformed to their will rather than surrender to anyone else. Vengeful, barbaric, murderous. Sociopathic tendencies. Generally corresponds to the Antisocial Personality Disorder.

Key Motivations: Want to be self-reliant, to prove their strength and resist weakness, to be important in their world, to dominate the environment, and to stay in control of their situation.

Examples:
Martin Luther King, Jr., Franklin Roosevelt, Lyndon Johnson, Mikhail Gorbachev, G.I. Gurdjieff, Pablo Picasso, Richard Wagner, Sean Connery, Susan Sarandon, Glenn Close, John Wayne, Charlton Heston, Norman Mailer, Mike Wallace, Barbara Walters, Ann Richards, Toni Morrison, Lee Iococca, Donald Trump, Frank Sinatra, Bette Davis, Roseanne Barr, James Brown, Chrissie Hynde, Courtney Love, Leona Helmsley, Sigourney Weaver, Fidel Castro, and Saddham Hussein.

Enneagram Eights and:

All nine 2,800+ word expanded type descriptions are available to purchasers of the online RHETI Enneagram test. For a free sample, see the expanded description of Type Eight ("The Challenger"). These descriptions contain new materials on relationships, personal growth, Levels of Development, and more. For the most complete type descriptions available anywhere, see our books, particularly Personality Types and The Wisdom of the Enneagram.

Learn More
Make sure you have
Personality Types, the most complete, in-depth, systematic treatment of the nine types and the Enneagram system as a whole.
Buy from Amazon.com

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

 

Tell Others You Are an Enneagram Type Eight

If you have a homepage or a weblog where you would like to show others that you are an Enneagram Type Eight, you can place one of these images on your site:

 

 

 

Type8

 

Type8

 

To do this, just copy the following code.

Lefthand (male):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type8M.gif" border=0 alt="Enneagram"></a></center>

Righthand (female):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type8F.gif" border=0 alt="Enneagram"></a></center>

 

 

 

Enneagram Type 9

 

 

 

 

 

9

THE PEACEMAKER
Enneagram Type Nine

 

 

Enneagram Type Nine

 

Enneagram Type Nine

 

 

 

 

 

 

The Easygoing, Self-Effacing Type:
Receptive, Reassuring Agreeable, and Complacent

Basic Fear: Of loss and separation
Basic Desire: To have inner stability "peace of mind"
Enneagram Nine with an Eight-Wing: "The Referee"
Enneagram Nine with a One-Wing: "The Dreamer"

Profile Summary for the Enneagram Type Nine

Healthy: Deeply receptive, accepting, unselfconscious, emotionally stable and serene. Trusting of self and others, at ease with self and life, innocent and simple. Patient, unpretentious, good-natured, genuinely nice people. / Optimistic, reassuring, supportive: have a healing and calming influence — harmonizing groups, bringing people together: a good mediator, synthesizer, and communicator. At Their Best: Become self-possessed, feeling autonomous and fulfilled: have great equanimity and contentment because they are present to themselves. Paradoxically, at one with self, and thus able to form more profound relationships. Intensely alive, fully connected to self and others.

Average: Fear conflicts, so become self-effacing and accommodating, idealizing others and "going along" with their wishes, saying "yes" to things they do not really want to do. Fall into conventional roles and expectations. Use philosophies and stock sayings to deflect others./ Active, but disengaged, unreflective, and inattentive. Do not want to be affected, so become unresponsive and complacent, walking away from problems, and "sweeping them under the rug." Thinking becomes hazy and ruminative, mostly comforting fantasies, as they begin to "tune out" reality, becoming oblivious. Emotionally indolent, unwillingness to exert self or to focus on problems: indifference. / Begin to minimize problems, to appease others and to have "peace at any price." Stubborn, fatalistic, and resigned, as if nothing could be done to change anything. Into wishful thinking, and magical solutions. Others frustrated and angry by their procrastination and unresponsiveness.

Unhealthy: Can be highly repressed, undeveloped, and ineffectual. Feel incapable of facing problems: become obstinate, dissociating self from all conflicts. Neglectful and dangerous to others. / Wanting to block out of awareness anything that could affect, them, they dissociate so much that they eventually cannot function: numb, depersonalized. / They finally become severely disoriented and catatonic, abandoning themselves, turning into shattered shells. Multiple personalities possible. Generally corresponds to the Schizoid and Dependent personality disorders.

Key Motivations: Want to create harmony in their environment, to avoid conflicts and tension, to preserve things as they are, to resist whatever would upset or disturb them.

Examples:
Abraham Lincoln, Joseph Campbell, Carl Jung, Ronald Reagan, Gerald Ford, Queen Elizabeth II, Princess Grace, Walter Cronkite, George Lucas, Walt Disney, John Kennedy, Jr., Sophia Loren, Geena Davis, Lisa Kudrow, Kevin Costner, Keanu Reeves, Woody Harrelson, Ron Howard, Matthew Broderick, Ringo Starr, Whoopi Goldberg, Janet Jackson, Nancy Kerrigan, Jim Hensen, Marc Chagall, Norman Rockwell, "Edith Bunker" (Archie Bunker), and "Marge Simpson" (The Simpsons).

Enneagram Nines and:

All nine 2,800+ word expanded type descriptions are available to purchasers of the online RHETI Enneagram test. For a free sample, see the expanded description of Type Eight ("The Challenger"). These descriptions contain new materials on relationships, personal growth, Levels of Development, and more. For the most complete type descriptions available anywhere, see our books, particularly Personality Types and The Wisdom of the Enneagram.

Learn More
Make sure you have
Personality Types, the most complete, in-depth, systematic treatment of the nine types and the Enneagram system as a whole.
Buy from Amazon.com

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

 

Tell Others You Are an Enneagram Type Nine

If you have a homepage or a weblog where you would like to show others that you are an Enneagram Type Nine, you can place one of these images on your site:

 

 

 

Type9

 

Type9

 

To do this, just copy the following code.

Lefthand (male):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type9M.gif" border=0 alt="Enneagram"></a></center>

Righthand (female):
<center><a href="http://enneagraminstitute.com"><img src="http://enneagraminstitute.com/icons/type9F.gif" border=0 alt="Enneagram"></a></center>

 

 

     

 

Investigación, Desarrollo y usos del Eneagrama

 

 

El pacificador

 

El desafiador

 

El reformador

 

 

El entusiasta

 

 

El leal

 

 

 

Descubra su tipo

 

El ayudador

 

 

El triunfador

 

 

 

 

El investigador

El individualista

 

 

 

 

El Instituto del Eneagrama está dedicado a las labores de la liberación y transformación humana. Durante milenios, los maestros espirituales de muchas tradiciones nos han recordado la riqueza del alma humana y sus dones espirituales. Pero sin realmente conocerse a sí mismo, no es posible despertar a las verdades mas profundas del alma o de nutrir cualquier nivel de concientización que hayamos alcanzado.

Una de las herramientas mas poderosas en la búsqueda del auto conocimiento es el Eneagrama, antiguo símbolo de unidad y diversidad, cambio y transformación.

Esta página o Éste es el inicio del sitio de Don Richard Riso y Russ Hudson, dos de los mas destacados maestros y desarrolladores del Eneagrama en el mundo de hoy.

 

 

Descriptions of the Enneagram Types

 

 

Tipos del personalidad del Eneagrama

 

 

 

 

Enneagram Type One

1 EL REFORMADOR

El tipo racional, idealista, de sólidos principios, determinado, controlado y perfeccionista

Enneagram Type One

 

 

 

 

 

 

         Enneagram Type Two

2 EL AYUDADOR

El tipo interpersonal, preocupado por los demás: generoso, demostrativo, complaciente y posesivo

Enneagram Type Two

 

 

 

 

 

 

Enneagram Type Three

3 EL TRIUNFADOR

El tipo pragmático, orientado al éxito, adaptable, sobresaliente, ambicioso

Enneagram Type Three

 

 

 

 

 

 

Enneagram Type 4

4 EL INDIVIDUALISTA

El tipo sensible, reservado, expresivo, dramático, ensimismado y temperamental

Enneagram Type Four

 

 

 

 

 

 

Enneagram Type Five

5 EL INVESTIGADOR

El tipo cerebral, penetrante, perceptivo, innovador, reservado y aislado

Enneagram Type 5

 

 

 

 

 

 

Enneagram Type Six

6 EL LEAL

El tipo comprometido, orientado a la seguridad, encantador, responsable, nervioso y desconfiado

Enneagram Type Six

 

 

 

 

 

 

Enneagram Type Seven

7 EL ENTUSIASTA

El tipo activo, divertido, espontáneo, versátil, ambicioso y disperso

Enneagram Type Seven

 

 

 

 

 

 

Enneagram Type Eight

8 EL DESAFIADOR

El tipo poderoso, dominante, seguro de sí mismo, decidido, voluntarioso y retador

Enneagram Type Eight

 

 

 

 

 

 

Enneagram Type Nine

9 EL PACIFICADOR

El tipo indolente, modesto, receptivo, tranquilizador, agradable y satisfecho

Enneagram Type Nine

 

 

 

 

 

 

types

 

[Página principal] [Descripciones de los tipos] [Tipo uno–El reformador] [Tipo dos–El ayudador] [Tipo tres–El triunfador] [Tipo cuatro–El individualista] [Tipo cinco–El investigador] [Tipo seis–El leal] [Tipo siete–El entusiasta] [Tipo ocho–El desafiador] [Tipo nueve–El pacificador] [Libros y Materiales]

The Enneagram Institute tiene todos los derechos reservados sobre todas lasimágenes, contenido y artes, 1998-2004.

 

 

Personality, Essence, & Spirituality

 

 

 

 

 

 

"Naturally, it takes years of work on oneself to get to know anything real about ourselves; we may think we are finding out a great deal, through self-observation and by applying the other teachings and techniques of The Work [Gurdjieff's teaching]....What we think we have discovered about ourselves is very superficial at first, so that real self-knowledge only comes after years of patient effort. But such effort is immensely worth while in every particular, because it not only transforms us, it transforms our whole life for us; because as our level of being changes, so does our life change, too. We become different people inside, and this is reflected by the way life treats us outside.

"This is an esoteric law...and explains why it is only ourselves who can make anything really worthwhile of our lives. It is no good looking to external factors or agencies to do this for us. Such things cannot change our level of being, and so life remains just as it was before, despite whatever we may be doing or thinking. It is only when we begin to really work on ourselves, and change our habitual ways of thinking and feeling, that anything real or permanent can happen to us. For self-change is the basic pre-requisite for external change. And self-change can only come about as a result of self-knowledge and work on oneself." (Benjamin, Basic Self-Knowledge, 63-64)

Providing accurate knowledge of ourselves was the purpose of Personality Types, just as it is the purpose of the Enneagram itself. The lesson that had to be learned was the wastefulness of ego inflation. As valuable as this lesson was, there was much more to be said: the Enneagram can also guide us to spiritual dimensions by helping us move beyond personality. We have already alluded to the fact that genuine fulfillment (which is to be found primarily within a spiritual context) lies in the ability to discover our true essential nature.

"We must be willing and able to go beyond ego to reach out to something more, to experience the parts of ourselves that have nothing to do with the agendas of our personalities. At the same time, we must also be willing to experience the limitation and pain that our ego's habits are causing us.

"Self-transcendence is difficult and fearful because it entails going into unknown territory, feeling, thinking, and acting in ways foreign to our personality, contrary to our past habits, at odds with our old attitudes and identity, and free of the old wounds and defenses of our childhood. In a sense, self-transcendence is a rebirth, a true transformation, the coming into being of a new person who is learning to leave the old ways behind and strike out into a new world....

"In the last analysis, learning how to transcend the ego involves nothing less than learning how to be open to love. Only love has the power to save us from ourselves. Until we learn to truly love ourselves and others—and to accept the love of others—there can be no hope of lasting happiness or peace or redemption. It is because we do not love ourselves properly that we lose ourselves so easily in the many illusions ego sets before us." (Personality Types, 460-61)

Cataloguing the illusions that "ego sets before us" was the very stuff of the descriptions in Personality Types and on this website. It is now time to turn our attention to that other path—toward higher states that open out to us once we have seen through the veils and illusions of the ego, to that upward spiral by which we awaken to essence.

Describing "living in Essence" is much more difficult than describing Personality Types, for one fundamental reason. Most of the ego states described in Personality Types are unfree; they involve degrees of compulsion, of losing ourselves in illusions and mechanical responses. Since they are relatively fixed states ("fixations"), they are also relatively easy to describe, once you know what to look for. However, essence results in states that are marked by freedom, and as such they are dynamic and ever-evolving—not only as an expression of life but, in a true sense, as life-giving states themselves. If we can analyze the qualities of a truly free person, of someone living in a state of liberation, we will learn more about "living in essence."

"The unfolding of essence becomes the process of living. Life is no longer a string of disconnected experiences of pleasure and pain, but a flow, a stream of aliveness. One aspect manifests after another, one dimension after another, one capacity after another. There is a constant flow of understanding, insight, knowledge, and states of being." (Almaas, Essence, 178)

As we become healthier by overcoming our characteristic fears and by acting on our right desires, our ego becomes more flexible and transparent as we gradually move up the Levels of Development. To attain Level 1, the Level of Liberation, is to come into contact with our Essence, our essential self, our true nature in all of its magnificence.

The astonishing thing is that we actually get our Basic Desire when we move to the Level of Liberation (Level 1). We learn to do this by recognizing where what we seek can truly be found. We understand that our ego, try as it might, cannot fulfil our Basic Desire. For this, we must turn to our Essence—the ground of our being. Although most of us have had some profound experiences of the deep satisfactions of our Essential nature, it usually takes many such experiences to convince the ego of the ultimate bankruptcy of its project. Part of the problem is that, once we have identified with our ego-consciousness, it is difficult for us to imagine any alternative, even though it brings no relief and causes us to behave in ways that hurt ourselves and others.

Seeing the truth of this is and letting go of our ego agendas is not done once and for all, however, as if we could be liberated from the human condition. We move up and down on the Levels while gradually opening to the type in our Direction of Integration, to our Missing Piece, and to the potentials found there. Thus our liberation is gradual, although with the new state comes the awakening of new capacities. As Almaas says, "One aspect manifests after another, one dimension after another, one capacity after another." We do not move beyond human nature but beyond our delusions about ourselves and about reality. Living in Essence becomes a matter of seeing through our ego and, in so doing, of discovering and maturing our truest self. The search for Essence is not an escape from life but the reverse: a commitment on our most profound level of consciousness to participate in our own creation.

Still, if the idea of "living in Essence" sounds overly esoteric, the Enneagram can help take some of the obscurity out of it. For modern sensibilities, the goal of living in Essence may be strange and off-putting. But if we keep the Enneagram as our frame of reference, we will be less mystified if we think of living in Essence as the same as becoming a fully functioning, integrated person. The goal is not to strengthen our ego but to transcend its limitations and in so doing not only do we become increasingly healthy but we increasingly "live in Essence."

What capacities will we discover in ourselves if we work on ourselves and begin the process of "living in Essence"—whether we call it that or not?

The fact is, that the healthiest characteristics of our personalities become accessible to us as we work on ourselves. The more aware we are and the more we avail ourselves of presence, the more Essence supports the healthy manifestations of our personalities. As we become more integrated as human beings, more and more of these qualities become available, not just those of our own type.

Some of the most important healthy traits of each type are displayed on the following Enneagram. These are only some of the strengths we can learn from each other; they are particular to each type although universally accessible. Always keep in mind that many additional healthy traits exist that you will discover as you move in your own unique way beyond your ego identity.

Enneagram of Healthy PersonalityThe Enneagram of Healthy Personality

 

 

Back to Top

 

 

 

 

 

 

 

Nine Observations about Spiritual Work

 

In our own explorations of this system, we have made nine observations about the process of uncovering our true nature. These nine observations do not correspond to the nine Personality Types; they are equally applicable to each, and each type will discover the truth of these points if they pursue their journey far enough. These nine observations encapsulate many of the major points we have discussed throughout this book.

 

 

Observation 1

Our true nature is Essence. Essence and personality are not separate: personality exists in, and is made out of Essence. While we have a personality, it is only a part of the totality of our true Self. Most of the time we are entranced by our personality and do not remember our Essential nature, or who we really are.

 

 

Observation 2

Work on ourselves proceeds layer by layer, from the most external forms of personality to the inner core of our Being. The automatic pattern of our personality draws us outward, but by bringing awareness to these patterns, we reverse the course. We can start peeling away the layers and uncover our true identity. Awareness (mindfulness) plus the willingness and ability to work through our psychological issues are the keys to our Work.

 

 

Observation 3

We will succeed in our Work if we are willing to know the truth about what is really occurring in us. Truth allows us to live in reality. We must tell the truth to ourselves, and where appropriate, to others. Being with the truth of our condition brings an ingredient that dissolves the structures we have been trapped in. But we must be willing to name our demons, to count the bars of our prison cell.

 

 

Observation 4

We need to be willing to observe our resistance to reality, our attachment to our self-image, and our fear. It is not in our power to transform ourselves, but we can bring awareness to these three major barriers: we can observe them and be willing to have them removed from us. It is helpful in our transformational work to pray for healing, and to seek healing with one's heart.

 

 

Observation 5

Whenever we work through a particular layer, the issues of the next layer automatically present themselves. The soul has its innate wisdom and yearns to be free. Therefore listen to your heart, your higher mind, and your body. The Self will unfold organically as we bring non-judgmental awareness to it and stay with the process. There is no finish line; the process will continue as long as we live.

 

 

Observation 6

The deeper we go with our process, the more difficult it becomes—at least for a while, and from the perspective of the personality. Initially it becomes more difficult because we uncover deeper and more intense sources of pain. This is because the closer we come to the truth, the more our ego is threatened. Later, difficulties arise because the barriers become more subtle and elusive. However, the deeper we go, the greater the rewards. We become more alive, joyful, and peaceful, and also more determined to stay on track.

 

 

Observation 7

We must be willing to be uncomfortable for a while if we wish to be released from whatever has bound us. We must remain present to whatever we find—whether it brings us sorrow or ecstasy. Remember that all negative behavior is the result of unprocessed pain. In the course of our work, we uncover difficult feelings, powerful Essential states, and many qualities of emptiness. The more we can learn to tolerate these different aspects of ourselves, the more quickly and smoothly our work will progress. The personality cannot tolerate almost anything, whereas the spirit can embrace everything.

 

 

Observation 8

We gradually learn to disidentify with the personality and to identify with our Essence, our true self. This, of course, requires that we be able to recognize our Essence and to distinguish our personality trances from it. We cannot accomplish this by judging, disliking, or trying to get rid of the personality. In fact, those very desires and attitudes are part of personality and are not characteristic of Essence. When the personality is seen in its proper context, its true function reveals itself.

 

 

Observation 9

Remember that it is our birthright and our natural state to be wise and noble, to be loving and generous, to esteem ourselves and others, to be creative and constantly renewing ourselves, to be engaged in the world in awe and wonder and in depth, to have courage and to be able to rely on ourselves, to be joyous and effortlessly accomplished, to be strong and effective, to be self-possessed and enjoy an unshakable peace of mind—and above all, to be present to the unfolding mystery of our lives.

 

 

Back to Top

 

 

The Transformational Process
At the beginning of our transformational work, it is easy to feel frustrated and overwhelmed. It is also easy to begin to see the personality as an enemy that must be defeated since it is, after all, the repository and residue of so much "baggage" from our past, with all of its hurts, damage, and disappointments. When we are tempted to think this way, it is good to realize that the personality is not separate from us—in fact, it is an important and legitimate part of ourselves: the problem is simply that we mistake the part for the whole. Personality depends on our identifying with certain states, feelings, thoughts, and reactions even though whenever we do so, we experience ourselves as less than the totality of who and what we really are.

The spirituality of the Enneagram does not divide us into good (Essence) and bad (personality), but simply recognizes that when we are identified with our personalities, we forget that there is much more to us. The personality has the function of closing us down so that we can feel more defended against a threatening and uncertain world. At one time in our lives, in childhood, this response was adaptive and necessary. We had to identify with whatever qualities we found in ourselves in order to defend ourselves more efficiently and to find our place in the world.

But if we were able to stop identifying with our personality right now, who would we be? What would guide our actions? Who or what would be speaking in us? If, all of a sudden, the "autopilot" that directs many of our actions is no longer in charge, how would we be able to live?

There are no predetermined answers to these questions since we are not talking about finding a better formula or more rules to live by. We are talking about transformation—changing our state of Being—which requires being aware in the present moment. This inevitably leads to learning how to interfere with our habitual patterns, which in turn entails some degree of discomfort. But if we are willing to allow this discomfort, we can suddenly emerge from the tangle of reactions, plans, self-images, and tensions that constitute our regular life and realize that we are here. We exist. We are real. When we experience this recognition, it is like walking out of a fog bank.

Of course, learning to be more present is an art and takes practice—in fact, that's what spiritual practices are about. They help us cultivate awareness so that we can become more present to our lives and the miracles which are unfolding around us at every moment. Because the personality operates "in the dark: and depends on tension and identification, when we become present, it cannot operate in its usual automatic way and the deeper qualities of our heart, mind, and body—our Essential nature—manifest themselves. In this state, we see reality more clearly, and when we are in touch with reality, truth governs. In the land of truth, there are no contradictions, no conflicts, no hindrances, and no fears. But first, we must learn to be present.

The personality is always composed of a small fraction of the total range of our potentials. It contains imitations of the real, more expansive qualities of our Essential nature which include joy, love, peace, compassion, strength, understanding, and many other priceless qualities. Moreover, our Essence awakens us to the beauty all around us—to the gifts of nature and the miracle of other people. In every moment, there are treasures and sources of delight, if we could only open to them. In the world of personality, we are too filled with our own projects and preoccupations, worries and hopes to notice the exquisite pleasure of being alive and the astounding variety of life.

But as we expand more fully into our Essential nature, our senses are awakened—seeing, hearing, smelling, tasting, touching, intuiting. The world is more immediate and has a deeper impact on us; everything becomes more vivid and alive. We have all had moments in which a veil seems to have been removed so that the enchantment of even the smallest things touches us deeply. We experience the world once again with the innocence of a child, with all of the awe and mystery of life restored.

When we are functioning in personality, however, to varying degrees, our attention is caught up in imagination and is looking to the future or toward the past. Personality is always in some kind of reaction to the present moment. When we are functioning in Essence, we are grounded, present, and receptive to the moment. We see precisely what is necessary, and with exquisite economy, we are able to do it without unnecessary effort or resistance. We are capable, substantial, and real.

Further, because it is not what is real in us, but merely a construct in our minds, personality does not have any authority or power in itself. When we are lost in personality, it is not surprising that we often feel powerless, confused, and unsafe because we are basing our identity on an artificial construct. (If we are identified with something that is not real, then many things are going to be extremely threatening.) Our entire identity structure has been built up in our memory and imagination, whereas our true power and authority comes from our Essence, from our contact with the Divine. And yet, ironically, we fear and resist opening to that which is most real in us. When we trust in the process and give ourselves over to it, however, our authentic self comes forth. The result is real integrity, love, authenticity, creativity, understanding, guidance, joy, power, and serenity—all of the qualities we are forever demanding that personality supply.

The part of this process that is so difficult to understand is that we do not have to do anything to experience our true nature. The almost magical part is that our old personality patterns change without effort on our part in proportion to the depth of awareness that we bring to them. All we need to do is to stop identifying with the agendas of our personality. The effort is in waking up and letting go. The rest will take care of itself.

Thus, no matter how entranced in our personality we are, the amazing thing about Inner Work is that things begin to change rapidly as we bring awareness to the compulsive aspects of our personalities. The more we allow ourselves to feel the pain of our self-abandonment, the Essential qualities that we have been longing for begin to arise in us. The unfinished business of childhood begins to resolve itself in our psyches and our hearts begin to heal. When this happens, the ego matures and becomes a suitable "vessel" for further transformation. But until some degree of personality completion has taken place regarding the losses and vicissitudes of childhood, any spiritual attainment we have will be either fleeting or illusory.

Of course, the very fact of being receptive to spirituality can vastly accelerate the process of healing the deficits in our early development, provided we not use spirituality as an evasion for going through the whole healing process. And, by the same token, using the tools of psychology to heal the gaps in our development gives us the capacity to sustain spiritual states of consciousness. These two processes—the psychological and the spiritual—are therefore connected and need not be considered separate things; they are really stages in the full development of the complete human being.

From this perspective, saying that one is interested in spirituality but not psychology (or vice versa) is like saying that you want to learn to be a writer but are not interested in spelling or grammar, or that you want to be a doctor but do not care about biology. Psychology that does not address peoples' spiritual hungers is not going to lead to any complete and satisfying result. It is like climbing only half way up a mountain, or taking a dish out of the oven when it is only half-baked. We still get some benefits, but do not achieve the final goal. Psychology without spirituality is arid and ultimately meaningless, while spirituality without grounding in psychological work leads to vanity and illusions. Either way, disappointment and deception result. To be most effective, spirituality and psychology need to go hand in hand to reinforce the best in each other.

Another challenge is the common belief that to live in Essence is to have left personality entirely behind. This is not the case since both personality and essence are integral parts of each other, two sides of the same coin—the whole self.

"In the best of all possible worlds the acquired habits of personality would be available to one's essential nature and would help one to function adequately in the social context in which he or she lived, and for a realized being this undoubtedly is the case. The ordinary person, unfortunately, lacks the ability to make use of personality to carry out essential wishes. What is essential can manifest only in the simplest instinctive behavior and in primitive emotions.

"All this is not to say that essence is always noble and beautiful while personality is an alien crust of useless cultural barnacles. According to Gurdjieff, "as a rule a man's essence is either primitive, savage and childish, or else simply stupid." The essences of many are actually dead, though they continue to live seemingly normal lives. The development of essence to maturity, when it will embody everything that is true and real in a person's being, depends on work on oneself, and work on oneself depends on a balance between a relatively healthy essence and a personality that is not crushingly heavy.... Both are necessary for self-development, for without the acquisition of personality there will be no wish to attain higher states of consciousness, no dissatisfaction with everyday existence; and without essence there will be no basis of development." (Speeth, The Gurdjieff Work, 48-49)

As one becomes liberated from the negative aspects of personality, Essence becomes developed. Or, more aptly, the balance between Essence and personality shifts from personality to Essence until more of the self is living out of its Essence (that is, authentically, from the depths of its being). The personality remains ready to be employed as a useful and necessary tool, but only as an extension and expression of the deeper, essential self—a self that, because it is an expression of Essence, remains unfathomable to the ego mind. Without some degree of personality to express the self in ordinary daily life, we could not communicate with each other and, ultimately, our Essence would be unrecognized and remain undeveloped.

The full development and expression of the true self is what we seek, and this cannot be done in a vacuum. Because we cannot live without form, our human Essence must express itself through the forms of our personality type, just as talents must be expressed in action if talent is to be developed. A dancing master does not become so perfect a dancer that the master no longer dances. Dancing is not forsworn as evidence of having achieved perfection: on the contrary, mastery is expressed by losing the self in the dance.

If we are fortunate, we are nurtured and guided in our development toward a stable, well-integrated ego, one that is therefore "ripe" for transformation. The idea is not to return to the infantile state, but to mature as adults so that we can move ahead with the process of transformation. In the famous phrase of Jack Engler, "You have to be somebody before you can be nobody," and we must develop a whole, well-integrated personality before we can really "give it up" in the transformational process. The healthy, well-functioning human ego plays a crucial role in the process of self-realization, and so our developmental deficiencies must be healed if our transformative experiences are to have any lasting effect.

Thus, personality is as necessary to the development of the soul as Essence, and it is to be used for living in the world and for contributing to it. The aspects of personality that are more congruent with our Essence are the healthy personality states we find at Levels 1 to 3 for each type. Moreover, those personality states themselves develop to become finer expressions of our essential self as we continue to evolve. Once we have begun to integrate and to live in Essence more habitually, we become the master of our ego and are increasingly able to express ourselves freely and appropriately. Ego no longer controls us: Essence speaks through personality.

The danger is that many students begin to identify with essential states—in effect, creating a "new, improved" ego identity. For example, we can have an extraordinary spiritual experience and feel liberated from our usual sense of ourselves only to have identification cause our usual sense of self to claim the experience and make it part of our self-image. One moment we feel an abiding serenity and oneness with the universe, and the next, identification with the ego subtly slips in and we are telling ourselves how spiritually "advanced" we are. We may even start anticipating how impressed our teacher (or therapist or spouse) is going to be with our new state or new insights. Of course, by this time the experience of immediate awareness and real oneness has been lost.

"What needs to happen is to free this aspect of essence for it to become a station, to become permanently available, so that it is there when its mode of operation is needed. Therefore, all of the issues around identity and selfhood must be seen and understood, including the need for or attachments to identity. The true self exposes all misunderstanding and conflicts around identity and selfhood. Resolving the issues around the essential self eliminates all identification; or rather, identification becomes a free, conscious movement." (Almaas, Essence, 170)

Every experience of presence, of true nature, helps us see reality more objectively. It prepares us for the next movement toward liberation, so that we can move yet again in self-transcendence toward more freedom and abide more deeply in our essential self. Looked at one way, this movement is from state of consciousness to state of consciousness, yet looked at another way, the movement becomes increasingly free of all attachments to those very forms.

"Life continues to be a process of creative discovery. The process of learning, unfolding, and expansion never stops. Essence continues to unfold, new dimensions arise, new modes of experience and insight emerge, new capacities manifest....The shift of identity from personality to essence is nothing but the realization of the true self, the high self of essence.... Practical action becomes the action of the true being. There is efficiency, economy, simplicity, directness. One fully lives in the world but is constantly connected to the Beyond, the Supreme Reality." (Almaas, Essence, 179.)

The move to Essence is not an escape from ourselves but the growth of freedom from those aspects of ourselves that have made us unfree and subject to suffering. The move to Essence is a supremely positive thing—not a negation of our individuality, but the occasion in which we become deeply alive and in possession of ourselves. We hinted at some of this in Personality Types:

"Attaining the goal of a full, happy life, ripe with experiences well used, means that each of us will become a paradox—free, yet constrained by necessity; shrewd, yet innocent; open to others, yet self-reliant; strong, yet able to yield; centered on the highest values, yet able to accept imperfection; realistic about the suffering existence imposes on us, yet full of gratitude for life as it is.

"The testimony of the greatest humans who have ever lived is that the way to make the most of ourselves is by transcending ourselves. We must learn to move beyond self-centeredness to make room within ourselves for others. When you transcend yourself, the fact will be confirmed by the quality of your life. You will attain—even if only momentarily—a transparency and a radiance of being which result from living both within and beyond yourself. This is the promise and the excitement of self-understanding." (45-6)

The quality of your life is confirmation that, in the moment of presence, you have attained Essence—your deepest, truest self. The transparency and radiance that result from living in Essence is the sign that Essence is not only desirable but attainable. The state of "transparency"—of openness and unselfconsciousness—makes the essential self accessible to others. And the "radiance" that results from self-transcendence—self-possession and profound happiness—emanates the many particular qualities of love.

"Enlightenment cannot be according to any system. It has to resolve and clarify your own situation. The realization must satisfy and fulfill your heart, not the standards of some system. The liberation must be of you, you personally....The quest does not bring about improvement or perfection. It brings about a maturity, a humanity, and a wisdom." (Almaas, Essence, 181-182.)

We have seen much the same about the limitations of any system, including the limitations of the Enneagram. While Almaas says that "the quest does not bring about improvement or perfection," he means that the process is one of self-discovery—not of self-improvement. We are correcting a case of mistaken identity, not trying to "fix up" our false identity. In fact, when we discover our true nature, and recognize that we are Essence, we see that all of the noble qualities we have been seeking are already here—part of us. Just as we saw in Chapter 2, our personalities are a response to the obscuration of the Virtues and Holy Ideas. When we correct our misperceptions, these qualities are rediscovered, and manifest freely again.

Our Essence is always available because at our deepest level, it is what we are. The Enneagram reminds us again and again, that if we are on a spiritual path, we must begin to question our basic assumptions about ourselves and our identity. As awareness grows, we will open up to an expanded sense of self that includes more than the preoccupations of our personality; indeed, more than the personality can even imagine.

Back to Top

The Triads and the Paths of Transformation
Each Triad has a defining set of personality issues as well as dominant Essential qualities. We can also delineate nine distinct Paths of Transformation that unlock the issues of the Triads and restore access to our Essential nature. These Paths represent internal attitudes that help to liberate us from some of the limited views of our type, but they are also markers of our progress. As we are able to experience and sustain these inner orientations, we can be reassured that we are "making progress."

The key issues of the Instinctive Triad involve resisting reality by maintaining imaginary boundaries to define the self. We create these imaginary boundaries because, once we have become estranged from our Essential nature, we lose our feeling of substantiality—of being a real, palpable presence in the world. Because we do not occupy a real space, we must construct an imaginary one and then protect it. Much of the work with this Center involves the recognition of these imaginary boundaries and their artificial nature. When we are able to do this, we being to re-experience ourselves as Presence, as something real and as spaciousness. Thus, there is no need to maintain false boundaries.

The three paths connected with the Instinctive Triad are Self-Remembering (at point Nine), Self-Surrender (at point Eight), and Acceptance (at point One). We see that when we are actually occupying our instinctive functions, we know that we are here directly—we remember that we exist right now (self-remembering). We fully experience our "is-ness," and it is not based on stories or pictures of ourselves held in the mind. We are engaged with reality, with a complete immediacy.

Supporting this are the Paths of Transformation for types Eight and One. From Eight, we experience Self-Surrender which entails a dissolving of the imaginary ego-boundaries such that we no longer experience ourselves as one object in a universe of objects. Instead, we know that our presence, the very ground of our being, is also the ground of everything else that we can perceive. Because we are at one with the universe, we no longer need to defend ourselves from it or to continue our personal struggle against it. We know that our Essential nature cannot be overcome or destroyed, and find deep purpose and confidence in being the instrument of a Higher Will.

From type One, we experience Acceptance. We accept our own inner condition, exactly as it is, without reacting to it or defending against it. We stop the inner war between the parts of ourselves that are driven by frustrated desires and the parts of ourselves that would banish or condemn those desires. We know that neither side reflects the truth of our Essential being, although they both reflect a partial truth. As we become more accepting of ourselves, we find that we are also in a more direct relationship with reality. Like type Eight, we see that the presence from which our being springs is the same presence that underlies everything around us, and that there is no need to judge or separate ourselves from any of it. This does not reduce our capacity to discern or to choose wise actions, rather, it increases that capacity infinitely.

The Feeling Triad is concerned with issues around the maintenance of a false or assumed self as a defense against the loss of our Essential identity and sense of value. At the Center of this Triad, Authenticity, connected with type Three, is the Path of Transformation that dissolves the false self-image and reveals the narcissistic nature of most of our projects and agendas. At the same time, authenticity opens the door to our true identity such that we fully experience the preciousness of who and what we are and that our identity is a "given"—we do not need to create it.

From Two, we experience proper Self-Nurturing, which certainly does not mean self-indulgence or acting out infantile cravings. Rather, self-nurturance is the ability to realistically assess our genuine needs and then to take action to address them without waiting for others to do so. Self-nurturing also entails self-regulation in the sense that we are able to soothe our own needs and states by staying in contact with our hearts. This keeps us sensitive to our authentic needs and keeps us sensitive to the needs and boundaries of others. Proper self-nurturing also prevents us from becoming dependent on the good will, positive opinions, or affection of others.

From Four, we experience Forgiveness, which is most simply the ability to let go of the events of the past and to move on with one's life. We stop clinging to old hurts and resentments, thereby opening up space in our hearts to be affected by people and events freshly, without the dense filters of emotional reactions leftover from our childhood. Rather than holding the world responsible for our frustrations, we begin to understand the forces in ourselves that perpetuate them. When we do this, we experience our lives and our identities as they truly are—that is, as a process, a flow.

The Thinking Triad is concerned with the strategies we develop to move forward in life, to protect ourselves from dangers, and to acquire the things that we need for our well being. We engage in these strategies because our egos have separated from our Essential capacity to know. At the Center of this Triad is the Path of Transformation for point Six, Courage. This is a quality that does not come from ignoring fears, rather, it arises naturally from the Essential quality of knowing—what we have been referring to as "the quiet mind." When we are receptive to the Essential quality of the quiet mind, our ego's strategies for survival and gratification are revealed as superfluous or even counterproductive. We perceive things simply and directly, without the fearful interpretations of the imagination, and we are able to act from the sense of spaciousness and possibility which the support of the quiet mind affords. We do not have to devote all of our energies to figuring out how to support and protect ourselves and our loved ones, but become attuned to a more subtle form of direction that arises from the quiet of our own awareness.

At point Five, we experience true Understanding, which should not be confused with intellectual understanding, although that can be part of the picture. Rather, understanding entails a gestalt, an immediate and complete apprehension of truth that is felt in all of the parts of oneself. Understanding in this sense is direct knowing, in which we know something through intimate contact with our experience, not through distancing ourselves as "outside observers". This kind of understanding allows us to make wise choices and supports our courage to move forward in life.

At point Seven, we experience the Gratitude that occurs when the mind is open and fully receptive to the impressions of the moment. When this takes place, we are deeply satisfied and nourished by all the contents of our immediate experience. We understand that there is no need for the mind to wander elsewhere seeking "greener pastures" because what is here and now completely supports us and fills us. We become exquisitely sensitive to every subtle sense impression so that the many hidden treasures and delights of each moment reveal themselves to us. To fully allow a color or a quality of light or a sensation to register in our consciousness is to allow ourselves to feel the ecstasy of existence. We can entertain any experience, thought, or impression without desiring more of it or feeling the need to seek something else to take its place. Further, we are aware that the supply of rich impressions is inexhaustible. Gratitude is the antithesis of "scarcity thinking"—we are secure in the knowledge that we will have whatever we need, and more. Our capacity for true spontaneity and a deep sense of joy arise to heal the ego's impulsiveness and feelings of frustration. Instead of scrambling after whatever we believe will make us feel better, gratitude enables us to savor each moment of our lives.

The Paths of Transformation

The Paths of Transformation

Back to Top

The Nine Types & Their Essential Qualities
As we have seen, contacting our Essence is always a matter of recognizing our identifications, fears, and resistances, and bringing our attention to our experience in the here and now. As we do so, we become increasingly aware of a vast number of Essential qualities that arise perfectly to support whatever issues we are facing. Indeed, the more we move up the Levels of Development and are less encumbered by our ego identities, the more we have access to all of the Essential qualities.

Our Essential nature, however, is vast and subtle, and manifests in a multitude of ways and at a variety of levels. Here we are most concerned with the qualities of Essence that are "closer" to the surface—that is, more generally accessible to our daily awareness. These aspects arise to support our inner Work any time we remember ourselves and come back to some contact with Presence. The Enneagram delineates some of the most important of these qualities, and by describing them, we may be able to see how they constantly support our transformation. Each of the nine points can be thought of as contributing an important ingredient for our development. We may also begin to see how the personality attempts to fill in the gaps in our development by imitating them. Over time, we can develop an increased sensitivity to these states, which gradually enables us to identify with our True Nature instead of our personality.

Of course, as with everything else in this book, reading about the Essential qualities or having an intellectual understanding of them is not the same as having a direct experience of them. For that, consistent practice is needed, preferably with the support of others as we have previously mentioned. Also note that the Essential aspects described here are only a departure point and are by no means complete or definitive.

From point Eight, we experience Essential Strength. Strength is an expansive energy, and when it is manifesting we feel large, solid, capable, and alive. Not surprisingly, essential strength arises in defense of our souls—it protects our process and its integrity. It provides a foundation and ground that gives us the ability to discriminate present, real experience from projections and reactions from the past, as well as to tolerate more painful, subtle, or empty states. Without this quality, we may have profound experiences, but we will not be able to embody or sustain them in any meaningful way.

From point Nine, we experience a sense of Unity or Wholeness. We know that we are not only connected with everything else, but that we are not a "separate object." We directly experience the oneness of reality, and our essential union with all creation. Further, we understand that this unity is dynamic, alive, and ever-changing. We know love as the force that breaks through all false boundaries and identities to restore this experience of wholeness. The realization of this state brings a deep satisfaction and contentment—a profound sense of well-being. We feel at peace with reality and with our place in it. We are able to function effectively in the world while knowing that what we are is "beyond" the world.

From point One, we experience Wisdom. This quality is related to the Buddhist concept of right action. Wisdom manifests as brilliant intelligence, an ability to see exactly what is needed in the moment and to act accordingly. This intelligence is not based on any set of principles, guidelines, or rules, but rather arises spontaneously whenever it is needed. It gives us the ability to respond to situations effectively, with an economy of energy—neither too much nor too little. Further, when we are manifesting this quality, we are able to communicate our insights clearly and authoritatively. We are patient, steady, capable, and radiant.

From point Two, we experience Unconditional Love. This quality gives us a tremendous freedom from the inherent neediness of the ego. Knowing that we are connected to the very source of love, and that we cannot lose it, allows us to interact with other human beings in whatever way the moment dictates, without any concern that we will be disliked or rejected. Further, when we are truly and authentically experiencing love as part of our Essential nature, we see that love does not belong to anyone, including ourselves, and recognize that everyone around us is also a manifestation of love. We know that it is not our duty to go around "loving" everyone, but to live in the presence of love such that others may also remember that they too are in the presence of love. Further, love is a tremendously powerful force for dissolving all that is false in us. Few of our illusions about ourselves or others can stand long in the presence of real love. In this respect, we see how love represents the active or dynamic part of truth, and that they are intimately related.

From point Three, we experience Essential Value. When we are manifesting this quality of Essence, we do not need to do anything to feel valuable or worthwhile. We do not need to work at developing our self-esteem because we fully experience our intrinsic value as Being. We feel the profound pleasure and satisfaction of existing—a sense of enjoyment pervades our entire presence. This aspect predisposes us to behave benevolently toward others: experiencing our own essential value, we do not need to manipulate others or our environment in order to see ourselves in any particular light. We experience ourselves as a shining, star-like presence—a source of radiance in the world.

From point Four, we experience Equanimity. Once we open to the riches of the heart and to the inexhaustible wonder of living in truth, we are filled from moment to moment with a kaleidoscope of powerful impressions, sensations, and feelings. Equanimity gives us the capacity to contain all of these ever-changing qualities without being swept into emotional reactions about them. Because the nature of spirit is ever changing, our experience of ourselves and of life is also constantly changing. Equanimity allows the identity of the Essential self to participate in the cornucopia of experiences and inner qualities without clinging to or fearing any of them, and without regretting their passing. In this way, the sense of oneself continually deepens so that powerful experiences are fully felt but do not overwhelm the Essential identity. We are able to feel both the heights of ecstasy and the full intensity of suffering without becoming lost in either.

From point Five, we experience the Essential quality of "Direct Knowing." This quality is quite distinct from the ego's form of thinking, which is generally characterized by inner talk or inner visualization, often accompanied by a process of sorting information and "data retrieval." In direct knowing, however, the mind is silent, and open, and we are supported by the awareness that we will know whatever we need to know as we need to know it. Even the acquisition of new information, skills, or experiences will be guided by an inner knowing that does not arise from the ego's feelings of insufficiency. Direct knowing arises out of a direct experience of the pristine empty space of mind, thus, it allows us to be free of attachment to any particular perspective. We know that in different moments and situations, different perspectives may be more useful, and that our Essence will guide us to whichever perspective is most suitable. This inner clarity also allows us to be unattached to the phenomenal world, because when we are functioning in this capacity, we see all objects and events as arising and disappearing within a vast and unfathomable mystery. We see the world as a dance of exquisite gestures and movements within the shining void.

From point Six, we experience Essential Will. This quality manifests as a sense of being "imbedded" in reality—solidly supported by the ground of Being. It gives us a capacity for endurance and persistence in our Work, and an ability to confront situations without anxiety. We feel as if we are "held up" by a solid ocean of Presence that supports and guides us. Further, we do not need to fill our minds with plans and strategies, because we are directed by a silent wellspring of inner guidance that functions harmoniously with our circumstances and with our environment. It brings a sense of unshakable confidence and a clear sense of direction. The more we open to this quality, the more actively it manifests in our world, leading us exactly to the experiences we most need for our development.

From point Seven, we experience Essential Joy. When this quality manifests, we are filled with an expansive, sunny presence that lets us know that we are moving in the right direction. We feel grateful for the wonderful and mysterious gift of our lives, and experience a profound wonder and curiosity about our journey. We deeply feel the presence of our true spiritual home, and feel it calling us back. As Essential joy arises in us, we know where true value lies, and are fortified to do whatever is necessary to return to what our heart truly desires. We know what we love, and joyfully open to deeper aspects of our True nature.

The Enneagram of Essential Qualities

The Enneagram of Essential Qualities

Back to Top

Conclusion
The Enneagram guides us toward nothing less than learning how to consciously surrender the ego-self of personality to the greater Self so that we can become conscious participants in the sacred mystery of life. In reality, it entails the surrender of nothing—our personality—in order to receive the gift of everything—the life of the Spirit. But the first step on that path involves being willing to observe ourselves so that we can stop playing out the unconscious dictates of our personality.

The process of growth by whatever name it is called—living in Essence, the growth of virtue, or the movement toward integration—is evolutionary, an upward spiral that has no final state of completion since to become completely possessed of all virtues would be to become God—an impossibility. (Our call, in a religious frame of reference, is to become "like God"—to attain some degree of the virtues that God alone possesses to an absolute degree.) If some see this never-ending quest for increasing virtue (or personal strengths) as a frustrating chase after an unreachable goal, it is because they have not experienced the deep fulfillment that results from self-realization. If integration is thought of as merely collecting a set of impractical virtues as if they were merit badges being added to a collection, then of course the enterprise will be unsatisfying.

But the true situation is far from this. Acquiring the strengths of virtue brings about the enlargement of the person. By acting virtuously and by "living in Essence," the person becomes capable of living more deeply and consciously as master of the self. New depths are being opened in the integrating person. The creation of inner resources, the experience of oneself as enlarged, more potent, and creative is tremendously fulfilling. In this sense, the saying that "virtue is its own reward" has new meaning: the reward of virtue is the happiness that comes from the realization that we are living out of our essential self and that in doing so we are bringing more of ourselves into being.

Yet it will always remain true that realizing the value of self-transcendence can be found only in the individual's innermost heart. In the moment of self-transcendence, we discover that over and above liberation from the ego, self-transcendence gives us another, deeper reward by creating both the capacity and the desire for more of itself.

By integrating, we are constantly moving in the direction of increasing life. And nothing in life is more fulfilling than cooperating in the process of creation. Integrating persons become co-creators of that most vast yet intimate mystery, the human spirit. From only a psychological point of view, the capacity to be a co-creator bestows on human nature enormous dignity. But from a spiritual point of view, this capacity has a more profound meaning because to move in the direction of increasing life is to move toward Being itself. With each step we take toward Being, we also find that Being supports our quest. In the end, the quest for the self and its deepest Essence culminates in meeting the Divine.

 

 

       

 

 

O legado de Georges Ivanovitch Gurdjieff

A versão integral deste livro está disponível através do site da Editora Madras ou em qualquer livraria. Os recursos adquiridos da venda deste livro são destinados às obras de construção do Campus Holístico.

 Hoje em dia podemos afirmar que Georges Ivanovitch Gurdjieff (1872-1949), criador do sistema de desenvolvimento humano conhecido internacionalmente como Quarto Caminho, foi um dos mais notáveis transpessoalistas modernos. Sua obra que, como alguém acertadamente escreveu, somente por ignorância é colocada nas prateleiras das chamadas "obras esotéricas" (as quais ele sempre desprezou, advertindo sobre seus perigos e extravagâncias), se mostra, a cada ano que passa, mais atual e exata. Os livros que ele escreveu guardam, para quem os estuda, reflete e pratica, preciosos tesouros frutos de uma das sínteses mais importantes do conhecimento psicofilosófico do Oriente e do Ocidente. Não vou fazer aqui um resumo da sua biografia, nem escrever sobre o que já está escrito em centenas de livros e comentários, alguns dos quais traduzidos para o português e que cito na bibliografia. O legado de G. I. Gurdjieff é hoje um dos mais importantes, especialmente neste momento em que a humanidade precisa dar um "salto quântico" no seu desenvolvimento como espécie. Foi ele quem trouxe ao conhecimento do Ocidente, há mais de 80 anos, a existência do Eneagrama, milenar símbolo-síntese criado por sábios de uma época esquecida na qual as ciências exatas e a "psicologia da possível evolução humana", como a chamava Piotr Demianovich Ouspensky, um de seus mais notáveis discípulos, estavam ligadas. Quem deseje conhecer sobre sua filosofia, poderá estabelecer contato com o nosso Instituto, o IDHI®, no Rio de Janeiro, e/ou pesquisar via Internet sobre outros grupos de trabalho de Quarto Caminho no Brasil e no mundo.

Gurdjieff foi um profundo conhecedor das psicofilosofias e tradições antigas, e teve acesso, através de uma misteriosa ordem secreta chamada Sarmung, aos – como escreveu P. D. Ouspensky – "fragmentos de um ensinamento desconhecido", cujas origens se perdem na noite dos tempos e se ligam com a extraordinária cultura sumério-babilônica, hoje reconhecida pelos historiadores como uma das mais avançadas da antigüidade em termos culturais e científicos. Atualmente seus ensinamentos poderiam ser tratados com um "espírito científico", já que estamos em condições culturais de completar – para benefício da nossa espécie e graças aos níveis de conhecimento e comunicação que temos atingido nos campos das ciências humanas e exatas – esse "quebra-cabeça" do conhecimento humano, do qual ele nos deixou tantos e valiosos "fragmentos".

Com efeito, Gurdjieff afirmava que existiu, num remoto passado, um "Grande Conhecimento", do qual faziam parte todas as ciências, artes e filosofias e de cuja existência pouco ficou registrado na história escrita da humanidade. O Eneagrama é parte desse "Grande Conhecimento" que unificava todas as coisas.

Com o intuito de promover maiores níveis de consciência entre os seres humanos e tendo como objetivo incentivar "a unidade de todas as coisas", Gurdjieff fundou na França, em 1922, o Instituto para o Desenvolvimento Harmonioso do Ser Humano, através do qual atualizou parte desses antigos ensinamentos. Sua obra atraiu importantes personagens de todas as áreas do conhecimento humano, muitos dos quais inspirados pelos ensinamentos que revelou de uma forma incomum, os incorporaram às suas áreas de atuação profissional com excelentes resultados. Seu trabalho foi pioneiro no sentido de demonstrar objetivamente que existem níveis de consciência passíveis de serem desenvolvidos mediante práticas exatas. Muitos anos antes que se falasse sobre temas como "ecologia", "psicossomática", "relatividade", "inteligência emocional", "holismo", "psicologia transpessoal" e outros assuntos que hoje se abordam cada vez com mais facilidade e objetividade, graças aos avanços das ciências, Gurdjieff já os tratava com uma profundidade que se mostra cada vez mais exata e completa.

Tive o privilégio de conhecer sua proposta e o Eneagrama há mais de 20 anos, no Chile, através de pessoas muito especiais que desejam permanecer no anonimato.

Desde então, nunca parei de pesquisar, trabalhar e difundir o legado deste homem notável que provocou tantas descobertas direta ou indiretamente.

Com o objetivo de dar um enfoque mais abrangente das idéias de Gurdjieff e de outras linhas filosóficas do Oriente, que tive a oportunidade de aprender desde os 15 anos de idade, entre elas o Budismo (sistema psicofilosófico pelo qual Gurdjieff tinha uma especial empatia), Vedanta Advaita (uma das principais linhas filosóficas tradicionais da Índia) e Hermetismo (sistema filosófico muito antigo, especialmente difundido na Europa durante a Idade Média e cujas origens estão relacionadas com as lendas de Thot-Hermes), fundei em 1986 o Instituto para o Desenvolvimento Humano Integral, IDHI®, no Chile. Após 6 anos (1992), o refundei aqui no Brasil com o apoio dos meus primeiros alunos brasileiros

 

Devo advertir que o Eneagrama não tem qualquer relação com astrologia, numerologia, ou com qualquer outra prática conhecida, cujas validade e objetividade científica não me cabe julgar. O Eneagrama também não está atrelado a qualquer "tradição mística" nem é "propriedade" de qualquer escola ou instituição conhecida na atualidade. Sua natureza em termos de exatidão e objetividade é única, e já se estão fazendo pesquisas empíricas sobre ele nos Estados Unidos.

Nas últimas décadas, o trabalho de Gurdjieff sofreu ataques de setores interessados em provocar o "esquecimento" da sua obra, assim como em diminuir sua importância especialmente no que se refere aos seus conhecimentos sobre o Eneagrama. Não me parece estranho que se tenha combatido tanto o "sistema" de Gurdjieff nem que se tenham feito tantos esforços para desacreditá-lo, porque estas são as maneiras mais comuns de se tratar os grandes mestres e gênios. Esses mesmos setores não podem evitar que os ensinamentos de Gurdjieff se tornem cada vez mais conhecidos e aplicados em diversos campos da atividade humana e no mundo todo. Um desses setores tentou – e ainda tenta – provar que Gurdjieff não teria ensinado as aplicações psicológicas do Eneagrama. Porém uma análise fria e serena da sua obra pode demonstrar que ele não somente conhecia suas aplicações psicológicas profundamente, como também as utilizava para explicar outros fenômenos universais com total mestria, como o demonstra nos seus Relatos de Belzebu a seu neto, obra ainda não traduzida para o português. Tento demonstrar este fato na presente obra introdutória ao tema.

É importante advertir também que ninguém pode se atribuir a "invenção" do Eneagrama como ferramenta de desenvolvimento humano. Do mesmo modo que dizemos que Pitágoras "criou " "seu" famoso teorema e ficamos muito tranqüilos sem perceber que estamos demonstrando uma tremenda ignorância, já que ele não criou esse teorema, apenas o "herdou" de pessoas que sabiam e o tinham conservado (dados sobre esse teorema existem na China muito antes de Pitágoras existir), assim também acontece com o Eneagrama cujos verdadeiros criadores são desconhecidos, calculando-se que exista, segundo J. G. Bennet, há uns 4. 500 anos ou mais*.

________________________________________

* J. G. Bennet, foi um notável discípulo de Gurdjieff nos Estados Unidos. Escreveu várias obras sobre o Quarto Caminho e uma sobre o Eneagrama, publicada no Brasil pela Editora Pensamento sob o
título: O Eneagrama: Um estudo pormenorizado do Eneagrama usado por Gurdjieff.

Pela mesma razão, é importante cuidar para que este "patrimônio" científico-cultural da humanidade não seja "propriedade intelectual" de ninguém e sim um meio de desenvolvimento e unificação das ciências, artes e filosofias. Por esta razão, fico à disposição das faculdades de ciências humanas, filosofia e psicologia para entregar o resultado da minha experiência com estes conhecimentos a fim de que venham a ser estudados empiricamente para benefício de todos e das futuras gerações.

Não posso deixar de mencionar aqui a importância da atualização e sistematização do Eneagrama feita pelo sábio boliviano, Dr. Oscar Ichazo, e alguns de seus discípulos, dentre eles o prestigiado psiquiatra e escritor chileno, Dr. Claudio Naranjo.

Foi a partir do notável trabalho de pesquisa e das descobertas de Ichazo que muitos outros pesquisadores e estudiosos iniciariam importantes estudos sobre o tema. Algumas dessas obras estão traduzidas para o português e são citadas na bibliografia complementar. Sobre o Instituto Arica® e a organização conhecida como Metacultura Internacional, que divulgam o trabalho de Ichazo, sugiro pesquisar suas propostas e métodos, caso haja interesse.

Gostaria, antes de começar, de transcrever aqui algumas palavras de P. D. Ouspensky com as quais me identifico plenamente e que foram ditas por ele no início de uma série de palestras sobre o sistema do Quarto Caminho, as quais ficaram reunidas num volume que leva o mesmo título. Ele declarou:

"Antes de começar a explicar-lhes de um modo geral sobre o que trata este sistema, e de falar sobre nossos métodos, quero gravar particularmente nas suas mentes que as idéias e princípios mais importantes do sistema não me pertencem. Isto é o que os faz valiosos, porque, se me pertencessem, seriam como todas as outras teorias inventadas pelas mentes correntes: somente dariam uma visão subjetiva das coisas." Espero que o leitor não se esqueça deste importante esclarecimento.

 

ALGO SOBRE O VALOR OBJETIVO
E CERTOS SÍMBOLOS E AS
ORIGENS DO ENEAGRAMA SEGUNDO G. I. GURDJIEFF

No Capítulo XIV de Fragmentos de um ensinamento desconhecido, Piotr Demianovich Ouspensky revela, baseado em sua notável memória e em notas tomadas durante encontros com Gurdjieff, as origens do Eneagrama. Vou tentar sintetizar ao máximo o texto, citando apenas o necessário para o objetivo desta obra.

Primeiro, Ouspensky nos lembra que Gurdjieff costumava falar de uma "Ciência Objetiva" que não se baseava nos dados e experiências produtos de "estados subjetivos de consciência" e que teria existido na terra há milhares de anos*. Esta "Ciência Objetiva" teria como uma de suas idéias centrais "a unidade de todas as coisas, a unidade na diversidade". Os sábios que compreenderam a importância e profundidade destas idéias, perceberam que a transmissão e conservação das descobertas da "Ciência Objetiva" implicavam um grande esforço de síntese para conseguir preservá-las e transmiti-las às novas gerações. Pensaram, então, num meio exato para atingir esse importante objetivo. Descobrir esse meio deu, com certeza, muito trabalho a estes sábios, porque a " ciência objetiva, inclusive a idéia de unidade, só pertence à consciência objetiva", nível no qual a realidade é observada tal qual ela é e que, obviamente, não é um estado habitual entre nós.

Gurdjieff ensinava que o nosso estado habitual de consciência é subjetivo e que, na maior parte de nossa existência, ou em toda ela, vivemos num estado de "consciência subjetiva" na qual é impossível "observar" e muito menos "sentir" a realidade tal qual ela é. Assim sendo, resulta quase impossível perceber essa "unidade de todas as coisas", quando se está habituado a acreditar num "mundo fragmentado" e dividido em "milhões de fenômenos separados e sem ligação", ainda que intelectualmente até "entendamos" que algo unifica tudo. Sabemos que, com efeito, o fato de não compreendermos a "unidade de todas as coisas" e "a unidade na diversidade", é uma das causas principais da deterioração perigosa que temos provocado no equilíbrio ecológico do planeta, é a razão dos ódios raciais, a causa das injustiças sociais, etc., etc., etc.

Cientes destas nossas limitações, estes sábios decidiram que o único meio de transmitir seus conhecimentos objetivos era utilizando, entre outros recursos, símbolos especiais, que conteriam, numa síntese matemático-psicológica exata, os principais dados dessa "Ciência Objetiva". Esses dados poderiam ser resgatados no futuro, graças a existência em nós, seres humanos, de certos "centros superiores" nos níveis intelectual e emocional, os quais possuem potencialmente todas as possibilidades de compreendê-los por estarem ligados à "consciência objetiva". Graças ao fato de estes símbolos serem matematicamente exatos, não poderiam ser "subjetivizados" e, como requerem para sua compreensão a manifestação de níveis de consciência mais objetivos, não poderiam ser utilizados plenamente por seres nos quais esses níveis de consciência não estivessem devidamente atualizados. Porém, nos níveis de consciência subjetiva, alguns "dados básicos" poderiam ser estudados e, quando devidamente compreendidos, colaborariam para a obtenção dos níveis superiores de consciência.

 

Inspirado nesses e outros dados e nos Relatos de Belzebu a seu neto, escrevi uma obra de fiçcão que trata, dentre outras coisas, da possibilidade de ter existido na Terra uma civilização muito avançada em termos de conhecimentos científicos e tecnológicos, que teria desaparecido por causa de vários fatores. Entre esses fatores, alguns que deveríamos considerar de novo na atualidade. Esta obra será publicada em breve.

 

Os símbolos aos quais se referia Gurdjieff, "continham os diagramas das leis fundamentais do universo e transmitiam não só a própria ciência, mas mostravam igualmente o caminho para chegar a ela. O estudo dos símbolos, de sua estrutura e significação, era parte muito importante na preparação, sem a qual não é possível receber a ciência objetiva, e era uma prova de porque uma compreensão literal ou formal dos símbolos se opõe à aquisição de qualquer conhecimento ulterior.

Os símbolos eram divididos em fundamentais e secundários; os primeiros compreendiam os princípios dos diferentes ramos da ciência; os segundos exprimiam a natureza essencial dos fenômenos em sua relação com a unidade".

Entre as leis fundamentais sintetizadas nesses símbolos que "exprimiam a natureza essencial dos fenômenos em sua relação com a unidade", duas são de fundamental importância para compreender os ensinamentos de Gurdjieff: a "Lei de Três" e a "Lei de Sete", conhecida também como "Lei de Oitava":

"As leis fundamentais das tríades e das oitavas penetram todas as coisas e devem ser estudadas simultaneamente no homem e no universo", ensina Gurdjieff.

Porém, devido ao fato de existir num nível de consciência subjetiva, o homem precisa primeiro iniciar o estudo dessas duas leis em si mesmo, para depois compreender suas manifestações universais:

"Mas o homem é, para si mesmo, um objeto de estudo e de ciência mais próximo e mais acessível que o mundo dos fenômenos que lhe são exteriores. Por conseguinte, esforçando-se por atingir o conhecimento do universo, o homem deverá começar por estudar em si mesmo as leis fundamentais do universo."

Por outro lado, o conhecimento dos símbolos e das leis fundamentais que eles guardam não pode ser apenas "teórico", já que, nesse nível, os símbolos ainda estão sujeitos a interpretações errôneas devido à subjetividade consciencial. Daí que, para compreendê-los profundamente, deve-se atingir um nível no qual as considerações subjetivas que provocam discussões e contradições sejam superadas completamente, o que exige um profundo conhecimento de si mesmo, único modo de compreender as leis fundamentais do universo, ou seja: "(...) a verdadeira compreensão dos símbolos não pode prestar-se a discussões".

Para quem pretende atingir esse nível de compreensão, Gurdjieff adverte:

"(...) se alguém imagina poder seguir o caminho do conhecimento de si, guiado por uma ciência exata de todos os detalhes, ou se espera adquirir tal ciência antes de se ter dado o trabalho de assimilar as diretrizes que recebeu, no que concerne a seu próprio trabalho, engana-se; deve compreender, antes de tudo, que nunca chegará à ciência (objetiva) antes de ter feito os esforços necessários e que somente seu trabalho sobre si mesmo permitirá atingir o que busca. Ninguém lhe poderá dar o que ele ainda não possui; nunca ninguém poderá fazer por ele o trabalho que ele deveria fazer por si mesmo. Tudo o que outro pode fazer por ele é estimulá-lo a trabalhar e, desse ponto de vista, o símbolo compreendido como deve ser, desempenha o papel de um estimulante em relação à nossa ciência (objetiva)".

 A advertência de Gurdjieff mostra-se claramente necessária, já que, nos nossos dias e apesar de todos os nossos avanços e conhecimentos "teóricos", ainda não compreendemos a importância de "leis básicas" como a de "causa e efeito", por exemplo, pois, se as compreendêssemos, primeiro em relação a nós mesmos e, em seguida, em relação à natureza da qual somos parte, concluiríamos, sem ter que discutir e sem "subjetividades" de nenhuma espécie, que uma série de erros simplesmente não poderia ser cometida sob nenhum aspecto, se as aplicássemos "objetivamente". Porém a maioria não tem consciência de que muitos "efeitos" indesejáveis e negativos só existem porque não somos conscientes dos nossos atos, ou seja, não "compreendemos" o que essa lei de "causa e efeito" implica, ainda que sejamos capazes de "decorá-la" quando passamos pelo colégio. Também vemos que essa falta de "compreensão" acontece inclusive em relação a signos simples, que são meios de expressar certos dados menos profundos que os contidos nos símbolos, porém não menos importantes na prática. Assim, por exemplo, um sujeito pode "aprender", através do regulamento do trânsito, que um cartaz ou painel de fundo amarelo com a figura em cor preta de uma criança que carrega livros significa: "atenção-diminua-a-velocidade-do-seu-carro-porque-você-está-passando-por-um-local-próximo -a-uma-escola-e-crianças-menos-responsáveis-que-você-que-é-adulto-estão-por-perto, etc, etc." Porém, o fato de este sujeito "aprender" a "interpretar" esse "sinal de trânsito", internacionalmente aceito, não implica necessariamente que compreendeu a necessidade de obedecê-lo, e pode vir a atropelar uma ou várias crianças que, "acidentalmente", estejam perto da dita escola no dia em que ele não respeite esse "signo". O "estímulo" para a compreensão foi dado, porém não foi "vivenciado" pelo sujeito que o recebeu.

Voltemos ao assunto dos símbolos e das chamadas "leis fundamentais". Gurdjieff afirma, em outra parte do Capítulo XIV da citada obra de Ouspensky, que: "a lei de oitava conecta todos os processos do universo e, para aquele que conhece as oitavas de transição e as leis de sua estrutura (ou seja, a Lei de Três e a Lei de Sete), surge a possibilidade de um conhecimento exato de cada coisa ou de cada fenômeno em sua natureza essencial, bem como de todas as suas relações com as outras coisas e com os outros fenômenos".

Então nos revela que, "para unir, para integrar todos os conhecimentos relativos `a lei da estrutura da oitava, existe um símbolo que toma a forma de um círculo cuja circunferência se divide em nove partes iguais, mediante pontos ligados entre si, numa certa ordem, por nove linhas". Ou seja, o Eneagrama.

Os sábios que deram origem a este símbolo-síntese não pertenciam, ensina Gurdjieff, a nenhuma das linhas de conhecimento "tradicional" conhecidas na atualidade: nem hebraica, nem egípcia, nem iraniana, nem hindu, nem qualquer outra conhecida. A despeito de respeitáveis tradições desejarem ser os "pais da criança", como se diz aqui no Brasil, este símbolo "não poderia ser encontrado em nenhum de seus livros", e, embora se atribua o Eneagrama aos respeitáveis místicos sufis e suas tradições orais, por exemplo, Gurdjieff sustenta que este símbolo "não é objeto de uma tradição oral".

Quando discute as origens do Eneagrama Gurdjieff ensina:

"O ensinamento, cuja teoria expomos aqui, é completamente autônomo, independente de todos os outros caminhos e, até hoje [ou seja, até a data em que Gurdjieff o revelou aos seus discípulos], tinha permanecido inteiramente desconhecido. Como outros ensinamentos, utiliza o método simbólico e um de seus símbolos principais é a figura que mencionamos, isto é, o círculo dividido em nove partes." (O itálico nas citações é meu.)

 

Observe que Gurdjieff está se referindo a um sistema de conhecimento a que ele teve acesso e no qual o Eneagrama é um, somente um, dos símbolos principais, o que significa que nesse sistema existem, ou existiam, mais símbolos, alguns dos quais Gurdjieff revelou indiretamente através das suas exatas "Danças Conscientes", que você pode apreciar no filme baseado em sua obra autobiográfica "Encontros com homens notáveis", dirigido por Peter Brook e lançado no Brasil com o mesmo título.

A descrição que Gurdjieff faz do Eneagrama nesse mesmo capítulo é a seguinte (a Editora Pensamento vai ter que se preparar para vender várias cópias do livro de Ouspensky. Com certeza você vai querer ler o Capítulo XIV de Fragmentos de um ensinamento desconhecido completo, não?):

Este símbolo toma forma seguinte:

Figura 1


 

"O Círculo está dividido em nove partes iguais. A figura construída sobre seis desses pontos tem por eixo de simetria o diâmetro que desce do ponto superior. Esse ponto é o vértice de um triângulo equilátero construído sobre aqueles pontos, dentre os nove, que estão situados fora da primeira figura."

Como assinalei há pouco, este símbolo, diz Gurdjieff, "exprime a Lei de Sete em sua união com a Lei de Três", e é "uma expressão perfeita da Lei de Oitava"*.

Ampliando suas explicações matemáticas sobre este símbolo, Gurdjieff diz:

"As leis da unidade refletem-se em todos os fenômenos. O sistema decimal foi construído sobre as mesmas leis. Se tomarmos uma unidade como uma nota que contém em si mesma uma oitava inteira, devemos dividir essa unidade em sete partes desiguais correspondentes às sete notas dessa oitava. Mas, na representação gráfica, a desigualdade de partes não é levada em consideração e, para a construção do diagrama, toma-se primeiro um sétimo, depois dois sétimos, depois três, quatro, cinco, seis e sete sétimos. Se calcularmos as partes decimais, obteremos:

1/7  = 0, 142857...
2/7 = 0, 285714...
3/7 = 0, 428571...
4/7 = 0, 571428...
5/7 = 0, 714285...
6/7 = 0, 857142...
7/7  = 0, 999999..."
 

Você pode observar que, com exceção da última dízima periódica, em todas as restantes "encontram-se presentes os mesmos seis algarismos, que trocam de lugar segundo uma seqüência definida; de tal modo que, quando se conhece o primeiro algarismo do período, torna-se possível reconstruir o período inteiro". Você também observou que nesses períodos "os números 3, 6 e 9 não estão incluídos (...) [porque eles] formam o triângulo separado – a trindade livre do símbolo".

Se você leitor prestou atenção à seqüência definida segundo a qual os algarismos trocam seus lugares, está em condições de compreender o "movimento" que este símbolo representa, e que se conhece como "movimento eneagramático externo" e se expressa por "setas" que indicam a direção desse "movimento" contínuo: 1 ® 4 ® 2 ® 8 ® 5 ® 7 ® 1 ® 4 ®, e assim por diante.

Figura 2

Aqui o triângulo eqüilátero é considerado como uma "unidade" e os 6 "pontos" (1, 4, 2, 8, 5 e 7) lembram a "Lei de Sete" ou "Lei de Oitava" (6 + 1 = 7).

Os números 3, 6 e 9 ficam nos vértices do triângulo e seu "movimento", conhecido como "interno", é: 9 ® 6 ® 3 ® 9 ® 6 ® 3, etc. e são indicados com as "setas" correspondentes:

Figura 3

Estas indicações preliminares serão importantes quando considerarmos os Tipos Eneagramáticos e seus movimentos psicológicos contra e/ou a favor da seta de acordo com seu "Traço ou Defeito Principal".

Ouspensky deixou registrado também que "Gurdjieff voltou ao Eneagrama em múltiplas ocasiões".

Numa dessas ocasiões revelou que: "(...) é necessário compreender que o Eneagrama é um símbolo universal. Qualquer ciência tem seu lugar no Eneagrama e pode ser interpretada graças a ele. E, sob este aspecto, é possível dizer que um homem só conhece realmente, isto é, só compreende aquilo que é capaz de situar no Eneagrama. O que não é capaz de situar no Eneagrama, não compreende. (....) Se um homem isolado no deserto traçasse o Eneagrama na areia, nele poderia ler as leis eternas do universo. E cada vez aprenderia alguma coisa nova, alguma coisa que ignorava até então."

E mais: "(...) O Eneagrama é o movimento perpétuo, é esse perpetuum mobile que os homens buscaram desde a mais remota antigüidade, sempre em vão. E não é difícil compreender por que não podiam encontrá-lo. Buscavam fora de si o que estava dentro deles (...) A compreensão desse símbolo e a capacidade de utilizá-lo dão ao homem um poder muito grande (...)."

Gurdjieff também diz: "(...) A ciência do Eneagrama foi mantida secreta durante muito tempo e, se agora, de certo modo, está sendo tornada acessível a todos, é apenas sob uma forma incompleta e teórica, praticamente inutilizável para quem não tenha sido instruído nessa ciência por um homem que a possua. Para ser compreendido, o Eneagrama deve ser pensado como em movimento, como se movendo. Um Eneagrama fixo é um símbolo morto; o símbolo vivo está em movimento."

Um dos "movimentos" do Eneagrama tem relação com os aspectos dinâmico-psicológicos que diferenciam os seres humanos uns dos outros como já foi mostrado. É sobre esse "movimento" que tratamos neste livro à luz dos ensinamentos de Gurdjieff.

 

 

A APLICAÇÃO PSICOLÓGICA DO
ENEAGRAMA NOS ENSINAMENTOS DE GURDJIEFF

OS TRÊS CENTROS BÁSICOS: Como profundo conhecedor do Eneagrama, G. I. Gurdjieff baseou todo o seu método de desenvolvimento humano na aplicação deste símbolo milenar e nas leis das quais ele é a síntese: a "Lei de Sete" e a "Lei de Três".

Baseado na "Lei de Três" presente no Eneagrama, ele dividia o ser humano, para facilitar o estudo e a compreensão de si mesmo, em três níveis ou "centros" básicos: Centro Intelectual, Centro Emocional e Centro Motor. Como lembra Ouspensky, "tentava inicialmente ensinar-nos a distinguir essas funções, a encontrar exemplos e assim por diante".

No Eneagrama esses "centros" têm a seguinte localização:

 

Figura 4

 

Você pode observar como, para cada centro, existem uma manifestação eneagramática "tripla" e um correspondente vértice do triângulo central.

Figura 5

 

Relação dos Centros com a Bilateralidade Cerebral. Descobri que no Eneagrama devemos observar o ser humano ao contrário: no Centro Físico ou do Movimento, estão os pés; no Centro Intelectual, a mão esquerda; e no Centro Emocional a mão direita. Por último, nos Pontos 4 e 5 devemos imaginar a cabeça e os hemisférios cerebrais: no Ponto 5 o hemisfério cerebral esquerdo e no Ponto 4 o hemisfério cerebral direito. De acordo com o princípio de bilateralidade cerebral o hemisfério cerebral esquerdo rege o lado direito do ser humano (Centro Emocional) e o hemisfério cerebral direito rege o lado esquerdo do ser humano. Daí a importância do desenvolvimento harmonioso dos três Centros, já que uma das questões mais descuidadas na educação é a do desenvolvimento do hemisfério cerebral direito relacionado com o Centro Emocional no Eneagrama e uma supervalorização do hemisfério cerebral esquerdo ligado ao Centro Intelectual no Eneagrama. Isso explica a importância que Gurdjieff dava ao desenvolvimento de todos os Centros como única maneira de formar um ser humano mais harmonioso.

 

Centro Emocional são 2, 3 e 4; e, finalmente, os associados ao Centro Intelectual são 5, 6 e 7.

A localização dos centros como se vê no gráfico não é aleatória. Obedece a uma ordem exata, revelada por Gurdjieff a seus alunos e que foi preservada por Ouspensky no Capítulo IX da obra citada. Não tratarei deste tema aqui por sua complexidade e porque só costumo falar sobre ele com quem já tem um certo tempo Os números associados ao Centro Motor são: 8, 9 e 1; os associados ao de prática com o Eneagrama.

Esta primeira divisão é muito importante, já que, compreendendo-a, é possível apreender uma segunda divisão de Gurdjieff, maior, mas pouco conhecida, cujo profundo valor sequer se suspeita, tendo a maioria se limitado a repetir o que Ouspensky escreveu a respeito. Refiro-me aos Três Grupos de Seres Humanos Básicos e aos Quatro Grupos de Seres Humanos que correspondem a níveis superiores de evolução consciente. Note-se que novamente estão presentes aqui as Leis de Três e de Sete. Vejamos.

 

OS TRÊS GRUPOS DE SERES HUMANOS BÁSICOS
E OS QUATRO GRUPOS SUPERIORES
DE SERES HUMANOS SEGUNDO G. I. GURDJIEFF

Gurdjieff ensinava que existem Três Grupos de Seres Humanos Básicos, os de "Homens número Um"; "Homens número Dois" e "Homens número Três", que não devemos confundir com os números dos Tipos Eneagramáticos e seus Traços Principais.

Para eles os Grupos de Seres Humanos "Um, Dois e Três constituem a humanidade mecânica; permanecem no nível em que nasceram". Só poderiam ascender a um nível superior de consciência mediante um trabalho perseverante que objetivasse a evolução individual, através de escolas conectadas com o que Gurdjieff chamava de o "Círculo Consciente da Humanidade".

Os seres humanos do Grupo número Um correspondem no "Eneagrama dos Traços Principais" aos Tipos 8, 9 e 1 e, segundo Gurdjieff, teriam o "centro de gravidade de sua vida psíquica no Centro Motor". Seriam os homens "do corpo físico, em quem as funções do instinto e do movimento predominam sobre as do sentimento e do pensar". Estes aprendem por imitação, por memorização e por repetição.

Os seres humanos do Grupo número Dois correspondem no "Eneagrama dos Traços Principais" aos Tipos 2, 3 e 4 e, segundo Gurdjieff, seriam aqueles nos quais o "centro de gravidade de sua vida psíquica está no Centro Emocional, e, [o ser humano] em quem as funções emocionais predominam sobre as outras é [o ser humano] do sentimento, [o ser humano] emocional". Aprendem somente o que lhes "agrada", o de que "gostam". Quando sadios procuram tudo o que lhes "agrada"; quando "doentios" são atraídos para o que os "desagrada".

Os seres humanos do Grupo número Três correspondem no "Eneagrama dos Traços Principais" aos Tipos 5, 6 e 7 e, segundo Gurdjieff, "o [ser humano] Número Três (é aquele cujo) centro de gravidade de sua vida psíquica está no Centro Intelectual, noutros termos, é [o ser humano] em quem as funções intelectuais predominam sobre as funções emocionais, instintivas e motoras; é o [ser humano] racional, que tem uma teoria para tudo o que faz, que parte sempre de considerações mentais [...] O saber [dos seres humanos Três] é um saber fundado num pensar subjetivamente lógico, em palavras, numa compreensão literal [...]".

Naturalmente, para cada aspecto predominante, existem outros dois, só que com menor poder de influência e desenvolvimento. Para "visualizar" esta divisão da humanidade, fiz o seguinte gráfico:

Figura 6

Além destes Três Grupos de Seres Humanos Básicos, Gurdjieff definia um grupo de Seres Humanos Intermediários (ou seja, que estão iniciando um processo de evolução consciente) e três Grupos de Seres Humanos Superiores, produtos de uma evolução deliberada, consciente e gradual, fruto de um conhecimento exato relacionado com o desenvolvimento objetivo de novos níveis de consciência e nos quais os Três Centros estão em equilíbrio, permitindo, a partir do quinto nível evolutivo, a manifestação plena do que ele chamava de "Centros Superiores", que existem só potencialmente nas primeiras três categorias "mecânicas", e com alguns sinais básicos de manifestação na quarta categoria.

O Ser humano do Grupo número Quatro: Gurdjieff o definia como aquele que, tendo nascido nos Grupos Psicológicos Um, Dois ou Três, conhece um sistema de trabalho interno, que lhe permite desenvolver nele "um centro de gravidade permanente feito de suas idéias, de sua apreciação do trabalho (interno) e de sua relação com a escola (na qual aprende a realizar esse trabalho de autoconhecimento). Além disso, seus centros psíquicos já começaram a se equilibrar; nele, um centro não pode mais ter preponderância sobre os outros, como é o caso das três primeiras categorias". Gurdjieff completa dizendo que este tipo de ser humano, diferentemente dos que pertencem aos três primeiros Grupos, "já começa a se conhecer, começa a saber para onde vai".

Sobre os seres humanos das categorias Cinco, Seis e Sete (não confundir com os Tipos 5, 6 e 7), Gurdjieff se refere apenas ao tipo de saber que desenvolvem com as seguintes palavras citadas por Ouspensky:

"O saber do homem [do Grupo] número Cinco é um saber total e indivisível [...]. Possui um Eu indivisível e todo o seu conhecimento pertence a esse Eu. Não pode mais ter um 'eu' que saiba alguma coisa sem que outro 'eu' esteja informado disso. O que ele sabe, sabe com a totalidade de seu ser. Seu saber está mais próximo do saber objetivo [lembra o que já revelamos sobre o conhecimento objetivo anteriormente?] do que pode estar o do homem número Quatro.

O saber do homem [do Grupo] número Seis representa a integralidade do saber acessível ao homem; mais ainda pode ser perdido. "

O saber do homem [do Grupo] número Sete é bem dele e não lhe pode mais ser tirado; é o saber objetivo e totalmente prático (ou seja, vivencial, não teórico) de Tudo."

Em seguida e para reflexão dos conhecedores do Quarto Caminho e interessados no autoconhecimento e na evolução "espiritual" da humanidade, deixo um insight que tive em relação a estes ensinamentos e que resumi no seguinte "Eneagrama da evolução possível do homem", para cuja confecção apliquei o Princípio Hermético de Correspondência, a Lei de Três e a Lei de Sete.

Figura 7

 

O Eneagrama da possível evolução humana. As sete categorias humanas de Gurdjieff (três "mecânicas", uma "intermediária" e três "conscientes"). Para chegar a elas, baseei-me nas Leis de Analogia (Segunda Lei Hermética de Correspondência*), a Lei de Três e a Lei de Sete.

(*) Sobre as Leis ou Princípios Herméticos, você pode ler minha obra Iniciação  e autoconhecimento.

 

A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO PRÁTICO
DO ENEAGRAMA PARA O AUTOCONHECIMENTO

É fácil observar no gráfico anterior como são importantes o estudo e o conhecimento de si mesmo através do Eneagrama, já que, teoricamente, nos podem conduzir a níveis de desenvolvimento muito elevados.

Iniciar um processo de autoconhecimento implica primeiramente perceber e aceitar que vivemos sujeitos a um nível de consciência subjetivo e "mecânico"; que somos parte de um desses três grupos psicológicos básicos de seres humanos e que o meio para nos livrarmos dessa "mecanicidade" passa necessariamente por um processo de aprimoramento que não pode ser realizado aleatoriamente. O que é importante para alguns não o é necessariamente para outros. Enquanto não soubermos o que implica tudo isso, não será possível compreender por que é fundamental iniciar este processo objetivament